Na manhã de terça-feira (30), o ANDES-SN participou de uma reunião da Mesa Setorial de Negociação Permanente no Ministério da Educação (MEC) para avançar no debate sobre a democratização das Instituições Federais de Ensino (IFE). Esta foi a segunda reunião sobre o tema neste ano.
Foto: Thamires Barreto
A secretária-geral do Sindicato, Fernanda Maria Vieira, informou que o encontro focou na formalização de dois Grupos de Trabalho (GTs): um para tratar do processo de democratização das IFE e outro para aprofundar o debate e pensar ações sobre saúde do trabalhador e da trabalhadora.
A portaria do GT Democratização já foi publicada, sob o número 549/2026. A diretora do ANDES-SN destaca a inclusão do movimento estudantil no debate, uma reivindicação apresentada pelas entidades sindicais na primeira reunião, realizada em abril. “Nós apontamos e o MEC reconheceu que seria impossível fazer o debate sobre democratização das instituições sem a presença dos três segmentos que compõem a comunidade acadêmica: docentes, técnicos e estudantes”, observou.
De acordo com a portaria, este grupo terá 90 dias, prorrogável por igual período, para “definir sua metodologia e cronograma de trabalho; realizar diagnóstico sobre práticas e mecanismos de gestão, participação institucional e transparência nas Ifes, com vistas à identificação de desafios, limitações e oportunidades de melhoria; elaborar propostas voltadas ao aprimoramento das práticas institucionais de gestão, participação e transparência nas Ifes; e elaborar relatório final contendo diagnóstico, conclusões e propostas relacionadas ao objeto do GT”.
Apesar do avanço com o fim da lista tríplice e a criação do GT, a secretária-geral do ANDES-SN ressaltou pontos que ainda preocupam a categoria docente, como a manutenção da ideia de um colegiado para “tirar as regras no respeito à autonomia das instituições". Fernanda Maria criticou duramente a desigualdade imposta pela legislação atual na composição desses colegiados.
Conforme a dirigente, a Lei 9192/95, do governo Fernando Henrique Cardoso, mantém a composição profundamente desigual desses colegiados, com o mínimo de 70% de membros do corpo docente no total de sua composição. "Para efetividade democrática não é possível que você mantenha tamanha desigualdade na participação dos rumos das nossas universidades", alertou. Ela lembrou que o ANDES-SN defende a participação universal ou paritária de todos os segmentos acadêmicos nos processos decisórios.
Outras pautas
Além da democratização, o Sindicato Nacional cobrou ainda o cumprimento de pautas do acordo de greve, especialmente o fim do controle de ponto para docentes da carreira do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), uma pauta histórica que gera uma profunda desigualdade na categoria docente.
Foto: Thamires Barreto
Sobre este ponto, a secretária-geral do ANDES-SN disse que o MEC sinalizou a publicação de um decreto, pelo governo federal, transferindo ao ministério a competência para decidir sobre a questão. Segundo ela, a Pasta compartilha do entendimento de que "a manutenção desse controle é uma assimetria não aceitável dentro das instituições de ensino federal".
A reunião também serviu para que o ANDES-SN cobrasse a recomposição orçamentária das instituições, em especial para a recuperação do prédio histórico do Colégio de Aplicação João 23, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), visando garantir a segurança e o retorno adequado das atividades escolares após os danos causados pelas chuvas no início do ano.
Também foi pontuada a necessidade de uma reunião urgente entre a Secretaria de Educação Profissional do MEC (Setec) e a direção do Cefet Rio de Janeiro, para discutir a situação de insegurança e a presença de policiais armados no ambiente educacional, após o feminicídio de duas trabalhadoras do colégio, no final de 2025.
”Nós não conseguimos avançar nos outros pontos pendentes do nosso acordo, mas, pelo menos, conseguimos garantir que o registro de ponto para docentes EBTT seja extinto o mais rápido possível”, concluiu Fernanda Maria.
Fonte: Andes-SN
Após uma rodada de assembleias realizada nas seções sindicais do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN, as e os docentes aprovaram a proposta de realização de uma paralisação de um dia a cada dois meses, como forma de pressionar o governo federal pelo cumprimento integral do Acordo de Greve nº 10/2024. A proposta será debatida com a Fasubra e o Sinasefe, para a construção de um calendário unificado de mobilizações.
Foto: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN
A consulta às seções sindicais foi definida durante a reunião conjunta dos Setores das Ifes e das Instituições Estaduais, Municipais e Distrital de Ensino Superior (Iees/Imes/Ides) e do Grupo de Trabalho Verbas e Fundações (GT Verbas), realizada nos dias 10 e 11 de abril. Na ocasião, foi indicada a realização de assembleias, até 20 de maio, para que a categoria avaliasse a proposta de paralisações periódicas até o cumprimento integral do acordo firmado com o governo.
Ao todo, 21 seções sindicais se manifestaram sobre a proposta. Destas, 11 aprovaram a paralisação de um dia a cada dois meses, sete votaram contra, duas não obtiveram quórum e uma aprovou paralisações, mas sem periodicidade bimestral.
A iniciativa integra a estratégia de intensificação das mobilizações aprovada durante o 44º Congresso do ANDES-SN, realizado de 2 a 6 de março deste ano, em Salvador (BA). Durante o evento, as e os docentes deliberaram pela construção de um calendário unificado de lutas com a Fasubra e o Sinasefe para pressionar o governo federal a implementar integralmente os acordos de greve, firmados em 2024. O 44º Congresso também aprovou o fortalecimento das ações de mobilização e comunicação sobre os itens ainda pendentes, articulando essa luta com o conjunto das servidoras e dos servidores do Poder Executivo Federal, diante do descumprimento de acordos firmados com diversas categorias em 2024 e 2025.
De acordo com a Circular 254/2026, a diretoria do ANDES-SN orienta as seções sindicais a dialogarem com as representações locais do Sinasefe e das entidades da base da Fasubra, em greve há mais de 120 dias, para fortalecer a construção de uma agenda conjunta de mobilização em defesa do cumprimento dos acordos de greve.
Acesse aqui a Circular 254/2026
Fonte: Andes-SN
Evento vai até domingo, 05/07, e conta com seis representantes da Adufmat-Ssind
Começou, nesta sexta-feira, 03/07, em São Luís (MA), o 69º Conselho do Andes-SN (Conad), que este ano tem como tema "Guarnicê: a luta pela educação pública na terra da Balaiada, contra o imperialismo e a extrema direita".
A expressão de origem indígena "Guarnicê" é usada popularmente no contexto do bumba meu boi e significa preparar-se, organizar-se ou aprontar-se para entrar em ação. Nesse clima, a organização deu boas-vindas a cerca de 360 participantes, entre docentes, convidados, monitores e trabalhadores de todo o país. Ao longo de três dias, eles debatem a conjuntura nacional, o plano de lutas da categoria e as questões organizativas do Sindicato Nacional, pautas fundamentais para a defesa da educação e ciência públicas e gratuitas.
A Adufmat-Ssind participa do encontro, que termina no domingo, 05/07, com uma delegação formada por seis docentes. Cinco deles foram indicados em Assembleia Geral para atuar como observadores: Maria Salete Ribeiro, Einstein Aguiar, Alair Silveira, Juliano Santos e Raimundo Sousa. O delegado da seção sindical é Breno Santos, indicado pela Diretoria.
"Espero que a gente possa, ao final, ter uma direção, um horizonte para enfrentar o contexto em que vivemos, esse cenário de caos. Nossa vida é de luta!", afirmou a professora Maria Salete, diretora de Comunicação da Adufmat-Ssind, que participa pela primeira vez do Conad.
Na manhã da sexta-feira, após a "limpeza do terreiro", realizada pelos cazumbás — figuras míticas do bumba meu boi que simbolizam os espíritos da floresta —, foram realizadas as mesas de Abertura e de Instalação.
Para a mesa de Abertura, tradicionalmente, o Andes-SN convida entidades e instituições parceiras para uma breve saudação aos participantes. Neste Conad, além das entidades diretamente ligadas ao Sindicato Nacional, participaram representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Maranhão (MST-MA), do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maranhão – Seção Sindical (Sinduema), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de São Luís (Sindeducação), do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (DCE-UFMA), da Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet), do Movimento em Defesa da Ilha (MDI), do Conselho Gestor da Reserva Extrativista Tauá-Mirim, do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sintema).
Na mesa de Instalação, realizada em seguida, a categoria definiu as regras e a metodologia que serão utilizadas durante o Conad, além de aprovar o calendário de atividades, que precisou ser ajustado em razão da partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de Futebol.

À tarde, o debate concentrou-se na análise de conjuntura, abordando a polarização política e o avanço do imperialismo no mundo, especialmente na América Latina. Segundo os participantes, a extrema direita, fortalecida por esse contexto, desempenha papel importante na política nacional, sobretudo em ano eleitoral, tendo a retirada de direitos como eixo central de sua atuação.
Nesse sentido, uma das principais lutas nacionais da classe trabalhadora neste momento, destacada durante o debate, é o fim da escala 6x1, que tramita no Congresso Nacional.
Na noite desta sexta-feira tiveram início os trabalhos dos grupos mistos, nos quais delegados, observadores e diretores do Sindicato Nacional são distribuídos em diferentes salas para aprofundar os debates sobre os textos e propostas apresentados no Caderno de Textos (disponível aqui). As propostas que forem aprovadas com indicativos de alteração voltarão à discussão nas plenárias do Conad.

Acompanhe as notícias do 69º Conad das redes sociais oficiais da Adufmat-Ssind no Instagram e Facebook.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
A Adufmat-Ssind realizou, nesta sexta-feira, 26/06, assembleia geral ordinária para debater, conforme convocação, além os informes e da análise de conjuntura, comissão da Unimed, campanha de sindicalização 2026, comissão para o Baile 2026 em Sinop e caderno de textos do 69º CONAD. A pedido dos docentes sindicalizados lotados em Sinop, foi incluído o ponto de pauta sobre informes e leitura da Carta do II Territórios Amazônicos, realizado entre os dias 18 e 21/05.
Durante os informes da diretoria, o professor Breno Santos falou sobre a preparação da festa julina da resistência e da sindicalização, que simbolicamente fechará o semestre e deverá ser realizada no 17/07. O docente também falou sobre a participação no Grupo de Trabalho Política Educacional (GTPE), em Brasília.
Comissão Unimed
Sobre o ponto de pauta que debateu a questão dos planos da Unimed, referentes aos contratos coletivos 6890 a 6893, 6900 a 6903 e 6910 a 6912, o professor Carlos Emílio explicou que a sinistralidade (o uso) da categoria é alta, mas o lucro para a Unimed também tem sido muito grande. A ideia é formar uma comissão que trabalhe para conseguir reduzir o valor das mensalidades, em conjunto com trabalhadores técnicos administrativos (por meio do Sintuf-MT) e também do Tribunal de Justiça (TJMT), que também têm grande número de usuários nestes contratos.
Os presentes concordaram que precisam fazer um estudo amplo e para além do financeiro, incluindo docentes da base e da diretoria, para conseguir fazer uma negociação que não prejudique os trabalhadores.
Após o debate, se disponibilizaram para compor a comissão, além do professor Carlos Emílio, o professor Claudio Vieira (de Sinop) e dois membros da diretoria - a serem definidos conforme agenda.
Análise de conjuntura
O imperialismo que sustenta a extrema direita ao redor do mundo voltou a abrir a análise de conjuntura desta sexta-feira. “Talvez no que diz respeito aos índices eleitorais, o avanço da extrema direita não pareça tão evidente, mas nas sociabilidades ele ainda é muito presente, especialmente a partir do aumento das violências contra imigrantes, contra as mulheres e contra a classe como um todo”, apontou o professor Breno Santos.
A professora Lélica Lacerda afirmou que o momento é de barbárie explicita. “Não é apenas uma avaliação da esquerda, é discurso oficial. Os Estados Unidos defendem publicamente os absurdos que fazem. O Trump falou com todas as letras que o Brasil será o próximo teste. Eu estou muito preocupada. O fascismo destrói os instrumentos da classe trabalhadora para implementar ditadura sem resistência e nós estamos vendo esse processo”, afirmou.
Outras intervenções trouxeram críticas a inação do sindicato nacional, que não vai para a rua denunciar, por exemplo, o não cumprimento do acordo de greve assinado em 2024, mas propõe campanha de apoio à reeleição de Lula já no primeiro turno.
Os presentes destacaram que o governo Lula 3 pode até ter tido ações tímidas na política internacional, em apoio a Cuba e à Palestina, mas internamente tem assumido políticas neoliberais, como a de transferência de riqueza da população (como o Desenrola), não realizou a recomposição do orçamento das universidades e, recentemente, congelou parte desses recursos ainda escassos e falou abertamente, acordando com Fundo Monetário Internacional (FMI) de que nunca teve posição de “esquerdista”.
Diante disso, os presentes destacaram que aqueles que deveriam orientar a classe trabalhadora, boa parte das entidades de trabalhadores organizados, têm falhado nesse sentido.
Também houve críticas a intervenção direta de parlamentares na UFMT, por meio de promessas de emendas parlamentares para o seu funcionamento, que deveria estar sendo garantido por recursos públicos via Ministério da Educação, e não ações de políticos.
Campanha de sindicalização
Neste ponto de pauta, a Diretoria da Adufmat-Ssind afirmou que há uma campanha de sindicalização elaborada pelo Andes-SN, mas a Adufmat-Ssind sentiu necessidade de imprimir a própria identidade ao material. A ideia central e o conceito da campanha foram apresentados com auxílio da equipe de Comunicação.
Em seguida, a diretor geral, Breno dos Santos, complementou: “não queremos atrair novos sindicalizados por vaidade, mas porque a análise de conjuntura que acabamos de fazer indica que é fundamental fortalecer o sindicato para atuar contra esse cenário de retirada de direitos e avanço da extrema direita.”
A Diretoria seguiu afirmando que para manter um sindicato forte é preciso levar o sindicato para o cotidiano dos trabalhadores – neste caso, professores. A ideia foi apresentar a parte visual e já algumas ações, como participação nas agendas de reuniões de colegiados, fazer uma campanha que abarque o conjunto da universidade, com artes em Sinop, Cuiabá e Araguaia, montar uma banquinha da Adufmat-Ssind, demonstrando as lutas em defesa da recomposição orçamentária, contra as opressões, por salário e carreira dignos, além de participação em reuniões e espaços diversos da universidade e construir debates com grandes nomes nacionais. Entre os primeiros produtos pensados estão panfleto, camisetas, botons, faixas e banners.
O professor José Domingues de Godoi Filho sugeriu que a campanha faça, também denúncias públicas dos ataques sofridos pelas universidades, utilizando outdoors, por exemplo.
Os presentes reivindicaram também cores mais vivas nas artes, com as imagens das lutas e pessoas reais (e não geradas por IA).
Comissão do Baile Docente em Sinop
Para a comissão do Baile Docente em Sinop, se colocaram à disposição e foram aprovados pela assembleia os nomes dos professores Mauro Dresch, Daniel Simoes e Jhonny Maciel.
Caderno de textos do 69º Conselho do Andes-SN
Sobre o Caderno de Textos do 69º Conselho do Andes, que será realizado entre os dias 03 e 05/07 em São Luiz do Maranhão, os docentes que representarão o sindicato, indicados na assembleia do dia 06/05 (leia aqui), apresentaram os textos resolução (TRs), isto é, as propostas que serão debatidas no evento, destacaram pontos que consideraram polêmicos de alguma forma – como as já citadas defesas pela reeleição de Lula no primeiro turno -, e afinaram quais serão os encaminhamentos e votos da Adufmat-Ssind no evento.
Nesse sentido, os representantes devem atuar no sentido de não deixar o sindicato nacional estreitar o conceito de democracia a mera participação eleitoral. “Uma coisa é decidir, de forma crítica, votar no Lula para defender a permanência do regime democrático. Outra coisa é trazer a ideia acrítica, de que este é um governo que defende a pauta dos trabalhadores. Isso é absurdo, deseduca a classe”, afirmou a professora Alair Silveira.
A participação do Andes-SN no Fórum Nacional da Educação (FNE) também é um ponto polêmico, já que o fórum defende os interesses governamentais. Dessa forma, a presença do Andes-SN neste espaço só se justifica se for para garantir a presença das lutas históricas da categoria de forma muito firme.
Além disso, também foram problematizadas propostas que podem reduzir as dinâmicas de debate e tomada de decisões dentro do Andes-SN, como o de número 38, que propõe a formação de uma comissão para pensar alteração na metodologia atual.
O Caderno de textos do 69º Conselho do Andes-SN (Conad) tem 40 propostas (textos resolução) e está disponível para leitura aqui.
Informe qualificado e leitura da Carta do II Territórios Amazônicos
Devido ao avanço do horário, este ponto de pauta foi remetido para a próxima assembleia.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
O ANDES-SN publicou, nessa quarta-feira (24), a Circular 256/26, que dá continuidade ao levantamento nacional sobre universidades públicas, institutos federais e cefets, da base do Sindicato Nacional, que possuem estruturas multicampi e/ou estão localizados em regiões de fronteira. O prazo para envio das informações vai até 4 de setembro de 2026.

Desenvolvida pelo Grupo de Trabalho Multicampia e Fronteira (GT-MultiFront), a iniciativa tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a realidade dessas instituições e subsidiar a atuação sindical. Atende, ainda, a deliberações congressuais do ANDES-SN.
Realizado pela última vez em 2025, o levantamento será atualizado após registrar baixo índice de participação. Por isso, o Sindicato Nacional reforça o chamado para que as seções sindicais e as instituições da base preencham o formulário disponível em https://forms.gle/6pL9KDzTSL9LtuxR7.
O documento também orienta que as solicitações de informações às reitorias sejam realizadas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) - Lei 12.527/2011. A legislação estabelece que os órgãos e entidades públicas devem conceder acesso imediato às informações disponíveis e, quando isso não for possível, têm prazo de até 20 dias para responder à solicitação.
Acesse aqui a Circular 256/26
Fonte: Andes-SN
A diretoria do ANDES-SN divulgou, nessa quarta-feira (24), uma nota de repúdio aos cortes promovidos pelo governo federal no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A medida integra o bloqueio orçamentário anunciado por meio do Decreto nº 12.990, de 29 de maio de 2026, que elevou para R$ 23,6 bilhões o total de recursos contingenciados no Orçamento da União.
O bloqueio já havia atingido outras áreas, como o Ministério da Educação (MEC), que teve R$ 1,6 bilhão contingenciado. O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) sofreu o bloqueio de R$ 490,1 milhões. Desse total, cerca de R$ 300 milhões correspondem ao CNPq, órgão vinculado ao MCTI.
De acordo com a nota do ANDES-SN, os cortes atingem diretamente o financiamento da pesquisa científica e tecnológica no país. Para a entidade, o bloqueio orçamentário "não só coloca em risco o financiamento de pesquisas fundamentais para o desenvolvimento social, humano e tecnológico brasileiro, mas serve como gasolina na fogueira neofascista".
O Sindicato Nacional também destacou que o contingenciamento ocorre em um contexto de sucessivos ataques à ciência e às instituições públicas de ensino. "Mais do que nunca, fortalecer nossas instituições é fundamental para enfrentar o escalonamento de ações de ódio contra a comunidade acadêmica", afirmou a nota.
Na avaliação do ANDES-SN, é imperativo que a decisão seja revertida. "É fundamental que o governo Lula reverta tal decisão imediatamente, visto que tal bloqueio pode afetar mais de 80% das bolsas, como tem alertado a presidência do CNPq", ressaltou.
O Sindicato Nacional cobrou a recomposição imediata dos recursos destinados à ciência e à tecnologia e defendeu a construção de políticas permanentes de financiamento, que garantam estabilidade às atividades de ensino, pesquisa e extensão, sem submissão às políticas de austeridade fiscal.
Impactos na Educação
Além dos impactos sobre a pesquisa, o bloqueio orçamentário já afeta o funcionamento das instituições federais de ensino. Após a publicação do decreto, o MEC suspendeu os repasses financeiros semanais às universidades, institutos federais e cefets na primeira quinzena de junho. Embora os recursos tenham voltado a ser liberados posteriormente, os valores disponibilizados são considerados insuficientes para atender às demandas das instituições.
Bolsas e projetos científicos
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) manifestou preocupação com os efeitos do bloqueio. Em nota, a entidade afirmou que a ciência deve ser tratada como investimento estratégico e alertou para os impactos que o bloqueio pode provocar no sistema nacional de pesquisa.
Segundo a ANPG, além de possíveis atrasos no pagamento de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado financiadas pelo CNPq, a medida pode comprometer a contratação e a execução de projetos científicos estratégicos, chamadas públicas de fomento, convênios, manutenção de laboratórios e unidades de pesquisa. "O enfraquecimento desses instrumentos significa menor capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e responder aos desafios econômicos, sociais, sanitários, ambientais e produtivos do país", destacou a entidade.
Fonte: Andes-SN
Devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol na próxima segunda-feira, 29/06, informamos que não haverá expediente na sede e subsedes da Adufmat-Ssind.
Retomaremos o atendimento normalmente na terça-feira, 30/06.
A Adufmat-Ssind vem a público alertar, mais uma vez, sobre uma tentativa de fraude identificada nesta quinta-feira, 25/06, envolvendo supostas liberações de pagamentos judiciais. Criminosos estão utilizando documentos falsos e o nome da associação para tentar enganar os docentes, apresentando informações que buscam dar aparência de legitimidade ao crime.
Como funciona a fraude atual: A mensagem fraudulenta enviada a sindicalizados apresenta um "Ofício de Comunicação e Orientação Processual" referente aos índices de 3,17% e 28,86%. O documento falso cita nomes de advogados e solicita contato urgente via telefone, incluindo dados pessoais como o CPF da vítima para pressionar o docente a realizar procedimentos indevidos.
A Adufmat-Ssind reafirma com veemência:
- O sindicato NUNCA realiza abordagens individuais por aplicativos de mensagens ou telefone para tratar de liberações de pagamentos, alvarás ou solicitar dados pessoais.
- Toda e qualquer informação jurídica legítima é transmitida exclusivamente durante assembleias gerais, reuniões presenciais com a assessoria jurídica ou por meio do site oficial da entidade.
- Os golpistas utilizam nomes de advogados reais, termos técnicos e logos da entidade para criar uma falsa sensação de urgência e veracidade.
O que fazer se você for alvo da tentativa de golpe:
- Não responda e não forneça dados: Jamais envie fotos de documentos, dados bancários ou realize pagamentos de supostas "taxas de cartório" ou custas processuais.
- Cuidado com áudios: Não envie mensagens de voz, pois estas podem ser manipuladas por criminosos usando Inteligência Artificial.
- Bloqueie e denuncie: Reporte o número de origem no próprio aplicativo de mensagens e informe imediatamente o sindicato sobre o ocorrido.
- Registre um Boletim de Ocorrência: A orientação da Assessoria Jurídica é que cada docente registre individualmente um BO, o que pode ser feito pela Delegacia Virtual (DEVIR).
Canais Oficiais de Contato: Na dúvida, ignore contatos suspeitos e utilize apenas os meios oficiais da Adufmat-Ssind para confirmar qualquer informação:
- Site oficial: www.adufmat.org.br
- E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
- Telefones: (65) 99686-8732 e (65) 99696-9293
Imprensa Adufmat-Ssind
Ocorreu entre os dias 19 e 21 de junho, na unidade Maracanã do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), o Seminário Memória, Verdade, Justiça e Reparação. Organizado pelo Grupo de Trabalho de História do Movimento Docente (GTHMD) e pela Comissão da Verdade do ANDES-SN, o evento reuniu docentes, pesquisadores, pesquisadoras e representantes de movimentos sociais para debater o enfrentamento ao golpismo, à violência de gênero, ao racismo estrutural e às violações de direitos humanos.
A mesa de abertura, realizada na manhã de sexta-feira (19), contou com representantes da diretoria do ANDES-SN, da Comissão da Verdade do Sindicato, da Associação de Docentes do Cefet-RJ (Adcefet-RJ SSind.) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
O tom inicial foi de solidariedade à comunidade do Cefet-RJ devido aos feminicídios de Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora e coordenadora da equipe pedagógica, e Layse Costa Pinheiro, psicóloga da instituição. Ambas foram assassinadas, dentro do Cefet-RJ, por um colega de trabalho que não aceitava ser chefiado por mulheres, ocorridos em 2025.

Golpe, anistia e violência de gênero
Na sequência, a mesa 1 "Golpe é Crime: Sem perdão, nem anistia aos golpistas de 8 de janeiro" debateu a seletividade do sistema penal brasileiro. O historiador Marcelo Badaró analisou o peso da anistia de 1979, classificando-a como um acordo que garantiu a impunidade de torturadores e construiu uma narrativa de "benevolência" militar. O docente questionou ainda a pressão dos setores da extrema direita pela anistia das pessoas envolvidas na tentativa de golpe de 2023.
“Nós estamos com essa disposição, de ceder à chantagem e anistiar os golpistas de 8 de janeiro de 2023? O processo de apuração da tentativa de golpe colocou generais no banco dos réus e condenou à prisão alguns golpistas. Mas, o processo corre numa linha de repactuação, a partir dos movimentos do congresso inimigo do povo”, afirmou.
Fernanda Vieira, secretária-geral do ANDES-SN, complementou que a defesa da punição dos golpistas de 2023 não é um apoio ao punitivismo cego, mas um combate à seletividade da justiça, que historicamente encarcera corpos negros enquanto protege articuladores fascistas. “Precisamos combater a chantagem e a forma que o fascismo no Brasil tenta nos impor a legitimidade das ações violentas que marcaram o início de 2023”, acrescentou.
“O seminário foi extremamente importante por abordar temas atuais e urgentes, que demandam nossa atenção e mobilização permanente. Um dos destaques foi o debate sobre a dosimetria das penas relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro, especialmente diante da derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto do presidente Lula às vésperas do Dia do Trabalhador. Trata-se de uma questão que suscita reflexões importantes sobre democracia, justiça e responsabilização”, avaliou Fernanda Mendonça, diretora do ANDES-SN e da coordenação do GTHMD.
A parte da tarde foi dedicada à Mesa 2, que discutiu o feminicídio, a misoginia e a ascensão da cultura "red pill", com a participação de Raquel Garcia, Camila Galleti e Tarcila Formiga. Segundo Fernanda Mendonça, esse foi um tema central, devido à crescente violência contra as mulheres, que tem alcançado níveis alarmantes e se manifestado de forma cada vez mais brutal no cotidiano.

“Discutir essa temática no Cefet-RJ foi particularmente marcante e emocionante, considerando que a instituição foi palco de um dos episódios mais trágicos de violência contra as mulheres recentemente. Foi possível perceber que docentes, estudantes e servidores ainda se encontram profundamente abalados pelos acontecimentos. Nossa presença naquele espaço teve um significado político e simbólico importante, ao reafirmar que o enfrentamento à violência de gênero também é uma pauta do ANDES-SN e integra as lutas da categoria docente”, acrescentou.
Após o debate, foi realizado um ato em memória às vítimas de feminicídio no Cefet-RJ e às vítimas de chacinas estaduais. “O primeiro dia foi encerrado com um ato de grande relevância. Além de homenagearmos Layse e Allane, tivemos a oportunidade de nos dirigir à diretoria do Cefet-RJ para dialogar sobre os encaminhamentos institucionais relacionados ao caso. Contudo, fomos informados de que o diretor havia deixado o local ao tomar conhecimento de nossa intenção de procurá-lo, o que gerou indignação entre os e as participantes”, relatou a diretora do ANDES-SN.
Lutas camponesas, indígenas e antirracistas
O sábado (20) iniciou com a Mesa 3 “A luta dos movimentos por Memória, Verdade, Justiça e Reparação”. Em sua fala, Leonilde Servolo de Medeiros ressaltou que a democracia no campo permanece um desafio inacabado. A docente destacou que a repressão ao campesinato muitas vezes não passou por mecanismos formais, sendo o medo um fator que dificultou a preservação dessa memória. Leonilde criticou o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e questionou onde está, de fato, a redemocratização do país diante da permanência da violência estatal e do apoio a grandes empresas em territórios tradicionais.

Já a representante do grupo Rio Tortura Nunca Mais, Lívia Salgado, criticou a Lei de Anistia de 1979, por instituir uma "política de esquecimento" que não atendeu às demandas sociais. Lívia pontuou que, embora legislações posteriores tenham reconhecido mortes e desaparecimentos, os critérios eram restritivos e não contemplavam todas as vítimas. Salgado avaliou que, mesmo com os avanços da CNV impulsionados por condenações internacionais ao Brasil, a Comissão apresentou limitações, como o registro de apenas 434 vítimas e o não reconhecimento de testemunhas como vítimas de repressão.
Paulino Montejo, coordenador da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), abordou a exclusão sistemática dos povos indígenas da categoria de vítimas políticas. Ele denunciou que, no relatório da CNV, os indígenas foram tratados apenas como mortos em decorrência da ditadura, e não como alvos diretos de perseguição política. O representante da Apib defendeu também a criação de uma Comissão Nacional da Verdade Indígena e relatou oficinas em territórios para resgatar memórias de violações que persistem com a expansão do agronegócio e do garimpo.
Ao concluir, Paulino mencionou ainda a criação de um fórum com mais de 60 instituições, incluindo o ANDES-SN. Nesse espaço, foram constituídos grupos de trabalho voltados à investigação de casos, à análise de aspectos jurídicos e à articulação com organismos internacionais. Segundo Montejo, existe respaldo internacional para o avanço dessa agenda.
A tarde de sábado foi dedicada ao painel “Racismo e violações continuadas”, que aprofundou a análise sobre como o racismo estrutura as instituições brasileiras. Foram discutidos temas como a violência policial, o encarceramento em massa e a importância de pautar a reparação histórica para a população negra como base para uma democracia real.

As reflexões sobre memória, verdade e reparação constituíram um dos eixos centrais da mesa. Os e as participantes defenderam que o reconhecimento da escravidão como crime contra a humanidade, posição já assumida por organismos internacionais, deve servir de base para a construção de políticas efetivas de reparação. Destacou-se que a abolição da escravidão não representou uma ruptura com as estruturas de desigualdade racial, mas apenas uma mudança formal das condições jurídicas da população negra. Por essa razão, a luta por reparação permanece atual e necessária.
Um dos expositores, Henrique Cunha Júnior apresentou uma profunda reflexão sobre a trajetória histórica das populações negras, sugerindo o uso desse termo em substituição ao conceito de raça para enfatizar a diversidade de experiências desse grupo. Em diálogo com a obra de Clóvis Moura, o docente caracterizou a escravização como um sistema criminoso, baseado na violência, e não apenas em relações econômicas. Cunha Júnior ressaltou o papel de instituições como os quilombos e as Irmandades do Rosário dos Homens Pretos na formação de intelectuais como Luiz Gama e na construção da autonomia negra. Ele criticou duramente o período pós-abolição pela ausência de políticas de reparação e pelo incentivo ao branqueamento populacional.
Caroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN, analisou as formas contemporâneas do racismo estrutural, destacando como práticas institucionais produzem desigualdades e morte. Ela lembrou que a primeira vítima da Covid-19 no Brasil foi uma trabalhadora doméstica negra, simbolizando a subordinação histórica desse grupo. A diretora do Sindicato Nacional denunciou a lógica do modelo de segurança pública, que foca no controle social de periferias e populações negras, por meio de chacinas e encarceramento em massa, afirmando que a segurança não pode ser dissociada do debate sobre racismo e democracia.

“No segundo dia, as mesas deram visibilidade às múltiplas formas de violência historicamente praticadas contra populações camponesas, indígenas, negras e outros grupos socialmente vulnerabilizados. Os debates evidenciaram o quanto o país ainda avançou pouco nos processos de memória, verdade, reparação e justiça de transição, permanecendo importantes lacunas no reconhecimento das violações cometidas e na responsabilização dos seus autores”, avaliou Fernanda.
Lançamento do Caderno 30 “60 anos do Golpe”
Durante o sábado (20), houve também o lançamento do Caderno 30 do ANDES-SN “Memória, Verdade, Justiça e Reparação - 60 anos do Golpe”, apresentado pela representante da Comissão da Verdade do ANDES-SN, Maria Ceci Misoczky.
“Tivemos a satisfação de realizar o lançamento do caderno “60 Anos do Golpe Militar”, fruto das discussões e reflexões produzidas durante o I Seminário de Memória, Verdade, Justiça e Reparação, realizado em Porto Alegre, em 2024. A publicação representa uma importante contribuição para a preservação da memória histórica e para o fortalecimento das lutas em defesa da democracia”, contou a coordenadora do GTHMD.
Fortalecimento da memória docente e resoluções
O encerramento, no domingo (21), foi dedicado aos informes das seções sindicais e ao encaminhamento das resoluções do 44º Congresso do ANDES-SN. Diversas seções, compartilharam o andamento de seus projetos de preservação de arquivos e recuperação da memória institucional de perseguições durante a ditadura.
Entre os principais encaminhamentos aprovados estão a realização de um módulo de formação sindical sobre violência de Estado e luta antirracista no segundo semestre de 2026; a continuidade do projeto “Memória Viva”, com a produção de registros audiovisuais sobre os 45 anos do ANDES-SN; o apoio político à Comissão Nacional Indígena da Verdade; e o fortalecimento do Centro de Documentação (Cedoc) do ANDES-SN, com a criação de uma nova página institucional para facilitar o acesso público a documentos históricos.
Para Fernanda Mendonça, a presença de representantes de diferentes seções sindicais garantiu um bom resultado ao encontro. “O seminário contou com a participação de quase 20 seções sindicais, o que ampliou a diversidade de experiências compartilhadas e qualificou, significativamente, os debates realizados ao longo dos dois dias de atividades”, concluiu a diretora do ANDES-SN.
Fonte: Andes-SN
Fotos: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN
A segunda rodada de negociação, deste ano, entre o Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Federais (Fonasefe) e o governo federal ocorrerá nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF). A reunião foi confirmada dias após o Fonasefe cobrar, via ofício, urgência na convocação da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP).
Às vésperas da mesa de negociação, o Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) enviou a pauta da reunião dividida em três pontos: Novas Tecnologias de Governo Digital (SGD); Entregas relacionadas às demandas da pauta da Mesa Central; e Demandas da pauta em estudo.
Para o Fonasefe, o governo precisa trazer respostas sobre a reserva de recursos para recomposição salarial, a serem implementada no primeiro semestre de 2027. Estes recursos precisam estar previstos na Lei Orçamentária para, de fato, serem efetivados. Além disso, o Fonasefe espera que o MGI avance na pauta geral de reivindicação dos servidores e das servidoras federais.
A pauta de reivindicação foi protocolada em janeiro deste ano (veja aqui), e a primeira rodada de negociação aconteceu no dia 26 de março.
Fonte: Fonasefe (com edição do ANDES-SN)












