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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
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Juacy da Silva*
“Precisamos de uma verdadeira e sólida era de reconciliação, que ponha fim à opressão, às demonstrações de força e à indiferença à justiça. Chega de guerras, com seu doloroso tributo de morte, destruição e exílio!... Espírito Santo, faz de nós construtores fiéis e criativos de paz quotidiana: no nosso coração, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e nas nossas cidades. Que cada palavra amável, cada gesto de reconciliação e cada decisão de diálogo sejam sementes de um mundo novo.” Papa Leão XIV
Precisamos, de forma urgente, quebrar o círculo vicioso e cruel da cultura da violência, da intolerância, do ódio, da exclusão, enfim, dos conflitos armados e das guerras, uma cultura da morte, por uma cultura da paz, da tolerância, do diálogo, da inclusão, da fraternidade, enfim, pela cultura da vida e do amor.
Quando a Família, a Igreja e a Educação, como instituições de base e universais, falham, o preço é alto demais: violência, abandono, sofrimento, destruição, morte e um futuro perdido e sem sentido e significado. Precisamos resgatar as novas gerações enquanto é tempo; amanhã pode ser tarde demais!
Na verdade, ninguém nasce bandido ou senhor das guerras e conflitos armados, verdadeiros “líderes sanguinários”, mas tudo isso é fruto de uma sociedade, de uma humanidade envolta em violência, destruição e morte, que “molda” a forma de pensar, sentir e agir das pessoas ao se tornarem adultas, fruto de muitas experiências trágicas acumuladas, principalmente a partir da primeira infância, da adolescência e da juventude, incluindo famílias desestruturadas, territórios dominados pelo crime organizado, onde a violência faz parte do cotidiano das pessoas.
O ponto de partida desta reflexão é a Encíclica Magnifica Humanitas e o grito de alerta e exortação do Papa Leão XIV, em sua primeira Encíclica, publicada em 2025, quando retoma com força o fio condutor da história humana denunciado por todos os Papas: a violência que gera sofrimento, mortes e destruição, a imensa maioria das vítimas inocentes, sobretudo nas guerras e conflitos armados.
Sabemos que a violência não é um acidente; é fruto de estruturas políticas, econômicas, sociais e religiosas injustas. Está na família, na comunidade, no trabalho, na escola, nas igrejas e, de forma mais cruel, na política internacional.
Sua Santidade propõe o diálogo e a busca de entendimento como substitutos da violência, tendo como horizonte a Cultura da Paz e a Civilização do Amor, conceito tão caro a São Paulo VI e também ao Papa Francisco.
Mas, penso eu, não basta combater a violência concreta já instalada; se não agirmos preventivamente, é como “enxugar gelo”. É preciso ir às raízes e impedir que as novas gerações, crianças, adolescentes e jovens, banalizem os comportamentos e as atitudes violentas e enveredem pela senda da violência generalizada, como atualmente está acontecendo em todos os países, inclusive em nosso Brasil. É preciso, fundamentalmente, realizarmos, coletivamente, institucionalmente, um trabalho preventivo, a partir do presente, para salvar o futuro e as novas gerações, enfim, rompermos este círculo vicioso da violência da história humana.
Para termos uma ideia aproximada do significado e do tamanho da violência, “apenas” das guerras e conflitos armados no mundo, a partir de 1900 até 2025, estima-se que entre 140 milhões e 190 milhões de pessoas tenham morrido no período de 1900 a 2025.
Além disso, conforme o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e estudos históricos e demográficos, estima-se que entre 50 milhões e mais de 200 milhões de pessoas foram assassinadas neste período, indicando que estamos vivendo há mais de um século uma verdadeira epidemia de violência sem tréguas.
É aqui que nasce a tese central desta reflexão: a urgente necessidade de uma articulação entre Família, Igreja/Religião e Educação, a partir da educação infantil até o final do ensino médio, por estarem aí as bases do período de formação e socialização das crianças, adolescentes e jovens.
Este desafio, no cotidiano, deixa de ser conceito abstrato e vira uma proposta educacional, de catequese e de cidadania, estimulando empatia, diálogo, verdade, tolerância e respeito.
A denúncia crítica: a falência das três instituições na origem
Por que a violência explodiu? Porque as três instituições que estão na base do processo de socialização das novas gerações e que deveriam ser as “vacinas” contra o surgimento da violência tornaram-se, muitas vezes, vetores. E isto é preciso dizer com coragem: a) a Família falida: quando troca escuta ativa por grito, diálogo por punição violenta, exemplo de respeito por autoritarismo e machismo. Quando naturaliza o castigo físico, a humilhação, a divisão injusta de tarefas por gênero, a criança aprende que conflito se resolve na força, com violência.
E, neste aspecto, quebra-se o apego seguro (0 a 6 anos) e contribui-se para a formação de adolescentes inseguros e violentos, que buscarão apoio e “status” no pertencimento a facções, na delinquência, em gangs digitais de ódio, em atitudes antissociais ou no isolamento depressivo.
As Igrejas/Religiões também, em certo sentido, estão falidas, alienadas, perdidas neste aspecto fundamental no período de formação das novas gerações: quando abandonam seu papel de farol ético e viram palanque de intolerância, fundamentalismo, julgamento e fanatismo. Ou quando pregam amor no altar e praticam desvios éticos e sexuais, exclusão, racismo religioso e condenação na comunidade. Quando se omitem diante da injustiça social. Em vez de acolhimento e cura, geram trauma espiritual e humano.
A Educação também está falida, principalmente quando a escola, que deveria ser espaço de pluralismo, de amor, de fraternidade, vira fábrica de competição destrutiva, bullying institucionalizado, violência institucionalizada, conteúdo sem vida, autoritarismo. Quando suspende e expulsa em vez de mediar e restaurar. Quando fecha os olhos ao cyberbullying, ao discurso de ódio nas redes sociais digitais.
Quando essas três instituições que estão na base da formação humana falham juntas, o resultado é o que vemos: medo, ameaças de leis mais “pesadas”, penas mais longas, incluindo propostas de pena de morte, prisão perpétua, prisões de segurança máxima com cercas de arame farpado eletrificadas, espadas, ódio. Neste momento, o vazio é ocupado pela violência.
A boa-nova: são as mesmas três a salvação da humanidade
Mas, e aqui está o giro profético desta reflexão, são exatamente essas três instituições, quando convertidas, voltadas para suas verdadeiras finalidades, que podem representar a salvação. Nenhuma polícia, nenhum presídio, nenhum algoritmo vai construir paz sozinho se as famílias, as Igrejas, as religiões e a Educação continuarem falidas e não cumprirem os papéis para os quais elas existem ou deveriam existir.
Tabela da articulação prática: Pilar — Papel no Cotidiano — Prática de Não Violência e Amor
FAMÍLIA — Primeiro laboratório afetivo e social. Berço da afetividade. Escuta ativa, diálogo em vez de punição violenta. Exemplo prático de respeito mútuo. Inteligência emocional. Quebra de ciclos de violência intergeracional.
IGREJA/RELIGIÃO — Farol ético e espiritual da comunidade. Mensagens de acolhimento superando as intolerâncias. Ecumenismo e diálogo inter-religioso. Ações sociais concretas de solidariedade, empatia, serviço e voluntariado.
EDUCAÇÃO — Espaço de formação cidadã e plural. Mediação de conflitos através de muito diálogo e paciência, Círculos de Paz, Justiça Restaurativa, projetos de cidadania, valorização da diversidade, justiça social e Direitos Humanos.
Como articular no cotidiano? O chão da vida (0 a 17 anos)
A transformação acontece quando há coerência e projetos integrados. O que a Igreja prega tem que ser vivido em casa e na escola. O que a escola ensina sobre respeito à diversidade e combate ao bullying tem que ser reforçado pela família e também pela catequese e por outras práticas religiosas.
Caminhos práticos:
a) Coerência entre discurso, ação e Comunicação Não Violenta (CNV) como linguagem comum na família, na Igreja e na escola. Aprender e saber ouvir antes de reagir. Validar sentimentos. Ensinar crianças a expressarem frustrações com palavras amorosas, nunca com agressão física ou verbal. Em casa, na sala de aula ou no templo, substituir julgamentos apressados por empatia, escuta e tolerância. É a mensagem dos Evangelhos e também a linguagem de Marshall Rosenberg para serem vividas.
b) Engajamento em ações comunitárias conjuntas. Parcerias locais: escolas, igrejas e famílias criando hortas comunitárias, campanhas de doação, mutirões de limpeza. Família em movimento: quando pais e filhos participam juntos de projeto social da Igreja ou da escola, a Civilização do Amor ganha forma concreta e memória afetiva. É o que a arte mostra: crianças regando mudas sobre escombros de espadas quebradas.
c) Uso consciente das redes. Cultura da Paz e da importância da não violência no ambiente digital: na família, na escola e com líderes religiosos orientando jovens a não espalhar discurso de ódio, fake news ou divisão. Combater o ódio em todos os espaços.
d) Currículo por faixa etária:
Educação Infantil (0 a 6 anos): partilha, empatia, regulação emocional. Aprender a dizer o que sente com palavras em vez de mordidas e empurrões. Participação na construção dos combinados.
Ensino Fundamental (1º ao 9º ano): alfabetização emocional, Círculos de Construção de Paz, mediação feita pelos próprios alunos, foco na restauração e não na punição, integração com História (Gandhi, Martin Luther King, Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Santa Dulce dos Pobres e tantos mártires conhecidos), combate sistemático ao bullying.
Ensino Médio (15 a 17 anos): pensamento crítico, Projetos de Vida, protagonismo juvenil, aprendizagem em serviço para resolver problemas reais do bairro, liderança ética, combate ao discurso de ódio, cidadania global, acolhimento emocional.
Conclusão: Grito pela Paz — A sinergia que blinda
Nenhum pilar sozinho salva. Sem família, falta base afetiva. Sem religião/espiritualidade, falta senso de transcendência e propósito. Sem escola, faltam ferramentas intelectuais, profissionais e de cidadania.
Quando a Igreja inspira o espírito de justiça social, de fraternidade, de partilha, do cuidado e do amor universal, a família protege o coração e a escola treina a mente e as emoções, criamos cidadãos integrais amantes da paz e da não violência, enfim, da possibilidade da construção da Civilização do Amor, ou seja, um mundo diferente do que temos é possível.
Creio que a Igreja Católica, que representa mais de 1,4 bilhão de pessoas no mundo todo e que tem a maior rede privada de educação, desde a educação infantil, passando pelos ensinos fundamental, médio e superior, com mais de 71,7 milhões de alunos em 2025, representa uma integração “perfeita” entre as famílias, a Igreja e a Educação e, neste sentido, pode representar um enorme instrumento para combater a cultura da violência e substituí-la pela cultura da paz.
Isto decorre dos princípios da interação profunda entre essas três dimensões, ampliando muitíssimo o raio de ação de cada uma dessas instituições, caso as mesmas continuem agindo de forma isolada, como atualmente acontece.
Além da Igreja Católica, não podemos deixar de mencionar os mesmos princípios, independentemente dos aspectos transcendentais e doutrinários, quando todas as demais igrejas cristãs (evangélicas e), bem como as de outras religiões e filosofias, como o islamismo, o budismo, as religiões de matriz afro e as de povos primitivos, também possuem larga experiência nesta dinâmica de integração entre família, religião e educação. A soma de todas essas igrejas e religiões representa mais de 2,0 bilhões de pessoas e mais de 50 milhões de alunos.
Resultado prático desta integração: menos violência, menos intolerância, menos criminalidade, menos conflitos armados e menos guerras, além de ambientes familiares, educacionais, religiosos e de trabalho mais saudáveis, saúde mental coletiva forte. Em vez de prisões, cadeias, campos de concentração, vamos construir moradias dignas, escolas de melhor qualidade, inclusivas e integradoras, templos acolhedores e famílias mais felizes.
Portanto, a denúncia é dura: sim, há falência institucional na origem da violência; sem considerar isto, será impossível construirmos a cultura da paz. Mas o anúncio é mais forte: a aliança entre Família, Igreja/Religião e Educação, no cotidiano do diálogo, do perdão, da justiça restaurativa e do cuidado com a Casa Comum, é o único caminho que pode gerar a Cultura da Paz e a Civilização do Amor, como sonhou São Paulo VI, como gritou o Papa Francisco e como agora reafirma com sua voz profética o Papa Leão XIV na Magnifica Humanitas, na Dilexi Te e em seus pronunciamentos.
Sem luta não há vitória, mas sem amor não há futuro. Vamos à luta pela cultura da paz e pela Civilização do Amor, com ternura e diálogo sempre!
*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy
Movimento estudantil aponta risco iminente de desmonte da educação pública e convoca a sociedade para barrar o avanço da extrema direita no segundo turno
A juventude brasileira iniciou uma ampla mobilização de rua e de base em defesa da democracia, da educação pública e pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A reação estudantil ganhou força imediatamente após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, motivada pela compreensão de que a candidatura da extrema direita representa ameaça direta de retorno aos cortes orçamentários, ao sufocamento e descrédito da pesquisa científica e ao desmonte das universidades públicas e das políticas sociais no país.
Crédito: reprodução do @estudantesninja
A primeira reação ocorreu já na segunda-feira (5), na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), onde estudantes organizados pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito, e por outras entidades acadêmicas realizaram passeatas consecutivas pelas ruas da cidade. Sob a palavra de ordem de que "o abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento", manifestantes estenderam a faixa "UFF Antifascista" e marcharam em defesa da universidade e contra qualquer proposta de anistia a golpistas.
A mobilização surtiu efeito e, em poucos dias, a agenda de lutas estudantis já somava mais de 40 assembleias, plenárias e protestos de rua em diversos estados e no Distrito Federal, abrangendo instituições como Universidade de São Paulo (USP), Federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Bahia (UFBA), de Pernambuco (UFPE), do Pará (UFPA), do Amazonas (UFAM) e Brasília (UnB). No Rio de Janeiro, milhares de estudantes de diversas universidades, institutos federais e do Colégio Pedro II ocuparam o trajeto entre a Candelária e a Cinelândia, afirmando que a ocupação das ruas continuará antes e depois do pleito para barrar o fascismo.
Crédito: reprodução do @estudantesninja / foto de @bichocidadao
Em outras regiões, o movimento estudantil articula ações diretas de convencimento e apoio logístico. Na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a plenária "Vira Voto" tomou o campus de Goiabeiras com trabalho de base de sala em sala. Em Minas Gerais, estudantes da UFMG organizam tendas permanentes e comitês de mobilização. No Paraná, estudantes da UFPR e UTFPR convocaram o ato "Nem o pai, nem o filho: em defesa do Brasil e contra o avanço da extrema direita", enfrentando inclusive a suspensão arbitrária de suas contas institucionais em redes sociais em meio à convocação das assembleias. Em Pernambuco, assembleias gerais na UFPE contaram com o engajamento unificado das entidades estudantis e de apoio docente.
As lideranças estudantis enfatizam que derrotar a eleição do candidato bolsonarista no segundo turno é condição indispensável para garantir a permanência estudantil, a autonomia universitária, a ciência nacional e os direitos da classe trabalhadora. Diversos atos estão previstos para os próximos dias. Confira algumas das mobilizações, já divulgadas, no final da matéria.

ANDES-SN conclama docentes
Em consonância com a mobilização que toma o país, a diretoria do ANDES-SN divulgou a Circular nº 407/2026, conclamando a categoria docente de todas as universidades públicas, institutos federais e cefets a se engajar ativamente na campanha para reeleger Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
A orientação cumpre a deliberação do 69º Conad, que definiu como tarefa central da categoria a derrota eleitoral da direita e da extrema direita. O documento do Sindicato Nacional alerta que o projeto político representado pela candidatura bolsonarista significa uma ameaça real à soberania nacional, aos serviços públicos, ao meio ambiente, à ciência e aos direitos sociais.
"Não há escolha possível a não ser rechaçar o projeto político de barbárie social representado pela extrema direita e pelo candidato bolsonarista", destaca trecho da Circular emitida pela entidade. O ANDES-SN reafirma o seu compromisso histórico com a defesa da universidade pública, gratuita, laica e de qualidade, a valorização da carreira docente e a preservação das conquistas democráticas da classe trabalhadora. Leia mais aqui.

Agenda de atos confirmados (Fonte: Estudantes Ninja)
AMAZONAS
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Universidade Federal do Amazonas - Dia 8, 8h, no FCA
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Universidade Estadual do Amazonas - Dia 10, 16h
BAHIA
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Universidade Estadual de Feira de Santana - Dia 13, 16h, em frente ao Colégio Gastão
CEARÁ
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Universidade Regional do Cariri - Dia 7, 19h, no Pátio da Pedagogia
ESPÍRITO SANTO
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Universidade Federal do Espírito Santos, campus Goiabeiras - Dia 13, 16h30, Teatro Ufes Goiabeiras
GOIÁS
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Universidade Federal do Goiás - Dia 7, 18h30, na Praça Universitária
MARANHÃO
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Universidade Federal do Maranhão - Dia 17, 16h, Praça João Lisboa - Centro
MINAS GERAIS
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Universidade Federal de Ouro Preto - Dia 9, 17h, em frente ao R.U. UFOP do Campus e Morro do Cruzeiro às 19h na Assufop
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Universidade Federal de São João del-Rei - Dia 7, 12H, em frente ao campus Dom Bosco
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Universidade Federal de Minas Gerais - Dia 9, 17h, Praça Afonso Arinos
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Universidade Federal de Uberlândia - Dia 8, 18h, entrada da UFU
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Universidade Federal de Juiz de Fora - Dia 8, 19h, Agora da UFJF
PARÁ
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Universidade Federal do Pará - Dia 7, 14h30, Portão 2
PARAIBA
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Universidade Federal de Campo Grande - Dia 8, 15h, Praça da Morgação
PARANÁ
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Universidade Federal do Paraná - Dia 8, 18h, em frente ao Prédio Histórico
PIAUÍ
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Universidade Federal do Delta do Parnaíba - Dia 6, 17h, UFDPAR
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Universidade Federal do Piauí - Dia 8, 7h30, Pórtico da UFPI
RIO DE JANEIRO
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UFRJ, UERJ, UFRRJ - Dia 7, 12h, Candelária
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UERJ Campus Petrópolis - Dia 8, 17h, Campus Petrópolis
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Universidade Federal Fluminense- Dia 6, 19h
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Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna - Dia 7, 12h, Colégio Pedro II
RIO GRANDE DO NORTE
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Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - Dia 13, 9h, em frente à UERN Pau dos Ferros
RIO GRANDE DO SUL
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense Campus Pelotas - Dia 13, 12h, Campus Pelotas
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Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Dia 8, 18h30, Sede do DCE UNISINOS Campus, São Leopoldo
SERGIPE
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Universidade Federal de Sergipe - Dia 8, 18h, Porta da UFS
SÃO PAULO
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Universidade Estadual de Campinas - Dia 11, 11h, Largo do Pará
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Universidade Presbiteriana Mackenzie - Dia 8, 19h, em frente ao TUSP
Com informações de Mídia Ninja, Estudantes Ninja e Brasil de Fato.
Fonte: Andes-SN
A secretaria do ANDES-SN disponibilizou o Caderno de Textos do 16º CONAD Extraordinário. O documento foi encaminhado às seções sindicais e secretarias regionais, por meio da Circular nº 405/2026, nessa terça-feira (6). O evento será realizado entre os dias 13 e 15 de novembro de 2026, no Auditório da ADUnB - Seção Sindical do ANDES-SN na Universidade de Brasília, localizado no Campus Universitário Darcy Ribeiro (Casa do Professor), em Brasília (DF).
Convocado por deliberação do 44º Congresso do ANDES-SN, o 16º CONAD Extraordinário constitui uma instância deliberativa da categoria docente filiada ao Sindicato Nacional. O encontro traz como tema central “Fortalecer o ANDES-SN: questões organizativas, administrativas, financeiras e políticas em debate”.
O Caderno compila um conjunto de Textos de Apoio (TA) e Textos de Resolução (TR) elaborados pela Diretoria do ANDES-SN, por comissões de trabalho e por sindicalizadas e sindicalizados de diversas seções sindicais de todo o país. O material servirá para orientar os debates e deliberações do 16º Conad Extraordinário.
Prazos
As seções sindicais devem atentar para os prazos regimentais e procedimentos de credenciamento. O envio prévio da documentação exigida para delegadas, delegados, observadoras e observadores — incluindo a ata da assembleia de escolha, a lista de presença e a comprovação de quitação junto à Tesouraria — deve ser realizado por formulário eletrônico até às 23h59 do dia 9 de outubro de 2026. A confirmação presencial do credenciamento ocorrerá no local do encontro no dia 13 de novembro de 2026, das 13h às 17h.
Já as propostas de moções deverão ser encaminhadas para o e-mail da secretaria do evento (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.), até as 14h do dia 14 de novembro de 2026.
Acesse aqui o Caderno de Textos do 16º Conad Extraordinário.
Fonte: Andes-SN
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Prof Juacy da Silva*
O Outubro Urbano é iniciativa global da ONU-Habitat. Começa no Dia Mundial do Habitat — primeira segunda-feira de outubro de cada ano; em 2026 será 05 de outubro de 2026 — e termina em 31 de outubro, no Dia Mundial das Cidades.
O Dia Mundial do Habitat foi instituído em 1985 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), por meio da Resolução 40/202, sendo celebrado pela primeira vez em 1986, na cidade de Nairobi, capital do Quênia.
O tema global de 2026 é: “Adequate Housing for All - Habitação Adequada para Todas e Todos”. A solenidade mundial de celebração neste ano será em Muscat, Omã, entre os dias 5 e 8 de outubro, com entrega do Prêmio Pergaminho de Honra ONU-Habitat.
No Brasil, a ONU-Habitat promove o Circuito Urbano, com centenas de eventos em diversas cidades e estados. O objetivo é colocar no centro do debate a moradia popular digna, segura e adequada no contexto da necessidade da Reforma Urbana, tão negligenciada e, também, vincular o tema ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável ODS 11, “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.
Por que o Outubro Urbano e o Dia Mundial do Habitat podem ser considerados proféticos?
Porque moradia popular digna, segura e adequada, em território com infraestrutura, é um direito fundamental, porta de entrada para todos os demais direitos, principalmente para os pobres, excluídos e oprimidos.
Como nos exorta o Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si’, não há duas crises separadas, uma ambiental e outra sociopolítica e econômica; mas, sim, uma única e complexa crise socioambiental, exigindo atender às necessidades dos pobres e também cuidar da natureza.
A dimensão do drama da falta de moradia digna, segura e adequada
Em torno de 3 bilhões de pessoas não têm moradia digna, segura e adequada e mais de 1,1 bilhão de pessoas moram em favelas, cortiços, palafitas, alagados ou encostas de morro, no mundo, em 2025. Qual a razão ou razões para tamanha injustiça?
Relatório Mundial das Cidades da ONU-Habitat aponta as estruturas que geram pobreza, incluindo especulação e custo do terreno: até 90% do valor final do imóvel em áreas valorizadas, mercado formal inacessível às famílias pobres, de baixa renda; especulação imobiliária, urbanização precária, acelerada e desordenada: cidades crescem mais rápido que infraestrutura, empurrando famílias para periferias, sem infraestrutura; falta de serviços básicos, afetando milhões sem água, saneamento, coleta de lixo, energia e transporte, falta de arborização urbana.
Esta urbanização caótica sofre também impactos climáticos: eventos extremos, incêndios e chuvas torrenciais que destroem moradias precárias, gerando um ciclo de vulnerabilidade.
Outros problemas graves são as crises econômicas, inflação e especulação, que provocam alta de materiais de construção, estagnação de renda e informalidade, impedindo as famílias pobres de financiar uma moradia popular digna.
No Brasil, o déficit de moradia digna concentra-se na Faixa 1 (0 a 3 salários mínimos por família), onde estão mais de 70% do déficit, justamente quem não tem acesso ao crédito, empurrando essas famílias para as periferias, ocupações ou terem que morar na rua ou embaixo de pontes e viadutos.
As estruturas que geram pobreza, exclusão, violência ou a chamada Economia da Morte, de acordo com o Papa Francisco, impedem uma Reforma Urbana que contemple a todas as pessoas de grupos sociais o direito à cidade, como consta do Estatuto das Cidades. O Estatuto da Cidade foi aprovado em 18 de junho de 2001 e sancionado em 10 de julho de 2001 (Lei 10.257/2001), regulamentando os artigos 182 e 183 da CF/88. Completou 25 anos, um quarto de século, recentemente.
A pergunta que não quer calar é: “Por que não saiu do papel ainda?” Porque há 5 grandes forças que dificultam e impedem o fim do déficit de moradia popular digna, segura e adequada:
a) Especulação Imobiliária e verdadeiros Latifúndios Urbanos; grandes construtoras, incorporadoras e donos de glebas retêm terrenos vazios ou imóveis ociosos em áreas centrais dotadas de infraestrutura que se valorizam graças aos investimentos públicos, aguardando valorização do imóvel com dinheiro público; bloqueiam a implantação do IPTU Progressivo no Tempo e a desapropriação com títulos da dívida pública.
Outro fator que impede uma reforma urbana democrática vem do setor financeiro e grandes bancos, via política habitacional que depende, praticamente apenas, dos recursos do FGTS, sujeitos a uma lógica perversa de rentabilidade. Esses agentes financeiros priorizam lucro, restringem subsídio direto para as famílias de baixa renda, alimentando o déficit habitacional.
Não podemos deixar de mencionar também um outro grande obstáculo, que são as bancadas parlamentares federais, estaduais e nas Câmaras de Vereadores, que representam e defendem grandes interesses econômicos e financeiros, impedindo a definição e implementação de políticas públicas voltadas para o atendimento à demanda de moradia para as camadas pobres.
No âmbito municipal, com frequência, modificam os Planos Diretores ou outros dispositivos legais, expandem perímetro urbano para área rural para loteadores, esvaziam ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social) para atenderem aos interesses da especulação imobiliária. No Poder Executivo ainda existem a burocracia, a descontinuidade de políticas públicas e programas habitacionais, a falta de orçamento destinado para habitação popular. Fechamento e recriação do Ministério das Cidades mostram instabilidade.
No âmbito federal e estadual, podemos identificar inúmeros obstáculos, como ordens de despejo de centenas ou, às vezes, milhares de famílias, remoção forçada, falta de regularização fundiária e atuação do Crime Organizado — Milícias e Facções que comercializam ilegalmente imóveis situados em áreas de proteção ambiental ou a própria expulsão de moradores, até mesmo de conjuntos habitacionais populares construídos pelos poderes públicos.
Além da ação do crime organizado na “prestação” de serviços básicos, que impede até mesmo a presença do Estado. São essas as estruturas que geram pobreza, violência, exclusão e injustiça, mencionadas pelo Papa Leão XIV e que precisam ser transformadas.
É preciso, portanto, substituir, com urgência, a Economia da Morte denunciada pelos Papas Francisco e Leão XIV, propondo sua substituição pela Economia da Vida, baseada na solidariedade, na justiça social, no bem comum e no respeito pela ecologia integral, para o bem-estar das presentes e futuras gerações.
Uma pergunta também muito inquietante: por que o IPTU Progressivo no Tempo, que foi criado com o Estatuto das Cidades, para coibir a especulação imobiliária e os latifúndios urbanos, depois de tantos anos ainda é letra morta, para inglês ver?
O IPTU progressivo no tempo é, na verdade, o instrumento mais poderoso contra a especulação imobiliária, mas virou letra morta na totalidade dos municípios, mesmo constando nos Planos Diretores.
Por que isto acontece? Porque há uma corrida de obstáculos jurídicos e políticos para que o IPTU Progressivo não seja implementado, favorecendo os grandes interesses econômicos e financeiros, verdadeiros agentes ocultos da política municipal.
Por fim, vencido o tempo estabelecido, se o proprietário não paga o IPTU progressivo, o município pode efetuar a desapropriação-sanção com títulos da dívida pública — que prefeitos temem assumir.
Soma-se também a falta ou desatualização de cadastro imobiliário atualizado, falta de fiscais, pressão política da bancada imobiliária e natureza extrafiscal (não arrecada, punição que dá trabalho sem retorno financeiro imediato).
Inúmeros prefeitos preferem fazer vistas grossas para esta realidade, lamentavelmente.
Como transformar a Função Social da Propriedade em realidade concreta e não apenas em um conceito vazio?
Princípio constitucional e moral: propriedade deve servir ao bem-estar comum, foi ampliado em termos conceituais e práticos no Estatuto das Cidades, pois, sem dúvida, a função social da propriedade é, em essência, a exigência de que o bem, seja urbano ou rural, não se preste apenas à satisfação individual de seu titular, mas também contribua para o bem coletivo, respeite os direitos dos vizinhos, o meio ambiente e os objetivos de justiça social. Este é um dos fundamentos do conceito de direito à cidade que todas as pessoas devem usufruir. Basta recordar o que consta da Encíclica Laudato Si’, quando, em 2015, o Papa Francisco escreveu “sobre toda propriedade particular pesa uma hipoteca social, para que os bens sirvam ao destino geral que Deus lhes deu”.
Para garantir moradia digna, segura e adequada, existe um instrumento jurídico e urbanístico muito importante, o ATHIS – Assistência Técnica Habitacional de Interesse Social, criado pela Lei 11.888, de 2008, que garante assistência técnica gratuita de arquitetos, engenheiros e outros profissionais para famílias que têm renda familiar de até três salários mínimos e que “residem” em moradias precárias, sem condições de segurança física.
O projeto, acompanhamento de obra, regularização deve ser custeado pelo Poder Público municipal, via convênios. Para tanto, os municípios precisam aprovar uma Lei neste sentido e com este objetivo.
Apesar de a Lei já existir há mais de 20 anos, menos de 100 municípios, apenas 1,8% de 5.570 cidades, têm tal lei e a aplicam na prática. Só 20 a 29 cidades têm leis municipais específicas.
Algumas capitais são pioneiras: Belo Horizonte (SAEP), Rio de Janeiro, Lei 6.614/2019, Lei Marielle Franco, Porto Alegre (ATME), Florianópolis 2011, Salvador, Fortaleza, Belém, Rio Branco. Outras: Carapicuíba, Sorocaba, Nova Lima, Ouro Preto, Juiz de Fora, Rio das Ostras, Chapecó, Joinville, Gramado.
Além da inexistência da Lei ATHIS, também, a imensa maioria das cidades não tem recursos orçamentários para esta finalidade e também falta regulamentação, diante do desconhecimento da população e gestores.
Para superar esses obstáculos, é preciso muita mobilização popular, tendo como referência ou caminho a implantação da Economia da Vida:
Para cumprir esta missão libertadora, é fundamental o despertar da consciência de cidadania por parte dos movimentos e da Igreja, através das pastorais sociotransformadoras, como a Pastoral da Moradia e Favela, a Pastoral da Ecologia Integral, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), a Cáritas, o movimento de fé e política/Cidadania, agindo como pastoral de conjunto, agindo para romper com as estruturas injustas e excludentes.
Dentre as ações de curto prazo, podemos mencionar: mapear imóveis ociosos, ocupações organizadas como denúncia, resistências aos despejos, assistência jurídica popular com defensorias, mutirões de melhorias; a médio prazo, ações de autogestão e cooperativismo habitacional, e a luta por mais unidades dos programas como Minha Casa Minha Vida, pressão por orçamento para moradias nos estados e municípios e FNHIS, exigir REURB e IPTU progressivo e ATHIS.
Como dizia Papa Francisco e reafirma Papa Leão XIV: “Terra, Teto e Trabalho” são direitos sagrados e pelos quais devemos lutar e ajudar a fortalecer os movimentos populares que lutam por essas pautas.
Moradia popular digna, segura e adequada faz parte da Economia da Vida. Moradia é tema revolucionário no Brasil porque rompe com estruturas injustas, com a especulação imobiliária, reduz as desigualdades em cadeia (sem endereço não há saúde, emprego, educação, combate ao racismo ambiental — populações negras são maiores vítimas de deslizamentos e outros “desastres naturais”). Além do Dia Mundial do Habitat, celebrado em 05 de outubro, o ciclo do Outubro Urbano é fechado com o Dia Mundial das Cidades, celebrado no último dia do mês, 31 de outubro. Neste ano, a mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, enfatiza que “O Dia Mundial das Cidades é uma ocasião para refletirmos profundamente sobre o papel essencial que as cidades desempenham no desenvolvimento sustentável, integral e a justiça social”.
Conclusão profética para o Outubro Urbano 2026
Não basta celebrar o Outubro Urbano com eventos vazios, com discursos ou promessas que jamais serão cumpridas. É preciso escolher de que lado estamos: da Economia da Morte, que estimula a especulação imobiliária, que se apropria de vastas áreas urbanas, terrenos vazios para reserva de mercado, acúmulo de capital e lucro com a falta de moradia popular digna, ou da Economia da Vida, que constrói mutirões com as mãos calejadas do povo, que também luta por moradia digna, segura e adequada para milhões e milhões de famílias pobres, no Brasil e no resto do mundo.
O futuro das cidades só será justo com moradia digna para todas e todos que precisam e têm este direito ou não será, lembrando sempre: moradia popular digna não é mercadoria, mas um direito a ser conquistado e ampliado com muitas lutas. Pense nisso!
Lamentavelmente, este, como tantos outros temas e desafios, principalmente urbanos, que afetam diretamente a qualidade de vida da imensa maioria do povo brasileiro, estão ausentes tanto nas propostas dos candidatos/candidatas nessas eleições quanto na definição de políticas públicas e dos orçamentos públicos (PPA/LDO/LOA) em todos os níveis de governo e poderes.
*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy
O ANDES-SN conclama as e os docentes de todo o país a se mobilizarem para eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições para a Presidência da República. O chamado foi feito pela Diretoria do Sindicato Nacional na Circular nº 407/2026, divulgada nessa terça-feira (6), e orienta a categoria a atuar em articulação com outros sindicatos, movimento estudantil, movimentos sociais e comitês locais.

A iniciativa considera a deliberação do 69º Conad, que indicou a necessidade de “garantir a derrota eleitoral da direita e extrema direita”, com participação da categoria não apenas por meio do voto, mas também por meio da mobilização contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora, contra as políticas de austeridade e contra as restrições de direitos.
Conforme a Circular, o cenário eleitoral é marcado por uma ampla presença da extrema direita no Congresso Nacional e representa, na avaliação do Sindicato Nacional, uma ameaça à soberania nacional, aos serviços públicos, aos direitos sociais, ao meio ambiente e à vida.
“Não há escolha possível a não ser rechaçar o projeto político de barbárie social representado pela extrema direita e pelo candidato bolsonarista”, afirma o documento.
O ANDES-SN orienta a realização de mobilizações nas redes sociais e nas ruas, com diálogo direto com a população, buscando alcançar parte das mais de 30 milhões de pessoas que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno. A Circular também indica a organização e participação em atos, mobilizações nos locais de trabalho e atividades de diálogo com a classe trabalhadora em praças, feiras e no transporte coletivo.
Entre as ações sugeridas estão iniciativas como “universidade na praça e nas ruas” e “café vira voto”. O Sindicato Nacional orienta ainda que, onde for necessário, as seções sindicais busquem apoio das Secretarias Regionais para fortalecer as articulações e atividades.
A diretoria do ANDES-SN informa também que está preparando materiais para subsidiar as ações, que serão divulgados posteriormente.
A convocação integra o posicionamento político aprovado no 69º Conad e se soma às iniciativas recentes, do Sindicato Nacional, de articulação em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
Em setembro, o ANDES-SN também orientou suas seções sindicais, Secretarias Regionais e diretoras e diretores a participarem da criação e do fortalecimento de comitês e frentes em defesa da soberania nacional e da democracia.
ANDES-SN na luta
O ANDES-SN defende a educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada, a valorização das professoras e dos professores, a soberania nacional e a democracia. A entidade também se posiciona em defesa dos serviços públicos e dos direitos da classe trabalhadora, contra as políticas de austeridade, a precarização do trabalho e a escala 6x1.
Para o Sindicato Nacional, a defesa desses direitos passa pelo enfrentamento aos projetos que ameaçam as instituições públicas, os direitos sociais, o meio ambiente e a democracia. Nesse sentido, o ANDES-SN chama a categoria a se mobilizar no segundo turno das eleições e a dialogar com a população sobre a importância de derrotar eleitoralmente a direita e a extrema direita.
Acesse aqui a Circular nº 407/2026
Fonte: Andes-SN
Mobilização será na Guarita I da UFMT às 17h
Não é teoria, é público e notório que as universidades públicas sofreram durante o Governo Bolsonaro, não apenas pelos cortes sucessivos, mas também pelos ataques ideológicos visando esvaziar sua importância social e justificar sua inexistência na forma pública e gratuita.
Por isso, após o resultado do primeiro turno das eleições, mais uma vez, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind) e o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato (Sintuf-MT) chamam a atenção para o fato de que a defesa da universidade pública passa pela disputa política nas ruas e nas urnas. Nessa perspectiva, docentes, estudantes, técnico-administrativos e demais integrantes da comunidade acadêmica estão convocados para a mobilização “Eleger Lula e defender a universidade pública!”, que será nesta sexta-feira, 09/10, às 17h, na Guarita I da UFMT.
Vale destacar que a atividade cumpre deliberação nacional do ANDES-SN, de que é necessário enfrentar a extrema direita por meio da mobilização e da unidade da classe trabalhadora, fortalecendo a defesa dos direitos sociais e serviços públicos, que incluem o acesso à educação pública de qualidade, pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.
O Sindicato Nacional tem reafirmado ainda a necessidade de reivindicar o financiamento adequado e livre da lógica de privatização e austeridade, conforme Carta-Compromisso entregue às candidaturas do campo da esquerda (lei aqui).
Serviço:
O quê: Mobilização Eleger Lula e defender a universidade pública!
Data: 09 de outubro (sexta-feira)
Horário: 17h
Local: Guarita I – UFMT
A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Extraordinária PRESENCIAL a ser realizada na sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes de Sinop e Araguaia:
Data: 09 de outubro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.
Pauta:
1. Informes;
2. Análise de conjuntura e ações para derrotar a extrema direita.
A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes dos campi de Sinop e Araguaia.
Cuiabá, 07 de outubro de 2026
Gestão Adufmat é pra lutar!
O Grupo de Trabalho Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) e a Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind) se reuniram, mais uma vez, na sexta-feira, 02/10, para trabalhar na proposta de “Política de Atenção às e aos Servidores Públicos Aposentados da UFMT”.
Munidos pelo acúmulo obtido na participação em evento nacional do Andes-Sindicato Nacional com o mesmo tema (saiba mais aqui), os docentes pretendem finalizar o documento e submeter à avaliação em assembleia geral já nos próximos dias para que, posteriormente, seja apresentado à Reitoria da UFMT como proposta de política institucional.
O GTSSA e a Diretoria da Adufmat-Ssind pretendem, ainda, fazer uma festa de lançamento da proposta, que está sendo construída formalmente desde 2024.
Vale lembrar que a minuta da Política está sendo baseada no resultado de pesquisa realizada pelo GTSSA sobre o perfil dos servidores aposentados da UFMT, que demonstrou, entre outros dados, que a maior parte dos gastos dos aposentados tem relação com a saúde.
Relembre aqui algumas informações sobre o início da elaboração da PAPA - Política de Atenção às e aos Servidores Públicos Aposentados da UFMT -, que neste momento reúne, entre outras propostas, a promoção de atividades físicas voltadas para esse público, ampliação das oportunidades de lazer e cultura, fortalecimento do apoio social - com, por exemplo, a criação de um serviço de atendimento especializado que ofereça apoio psicológico, jurídico e social -, além de parcerias e colaborações com instituições diversas.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
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Juacy da Silva*
“O meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos. Quem possui uma parte é apenas para administrá-la em benefício de todos... Sobre toda propriedade particular pesa sempre uma hipoteca social, para que os bens sirvam ao destino geral que Deus lhes deu... Não há duas crises separadas, uma ambiental e outra econômica, política ou social, mas uma única e complexa crise SOCIOAMBIENTAL. As diretrizes para a solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza”. Papa Francisco, Encíclica Laudato Si’, 2015, itens 95, 93, 139.
Dia desses, ao participar de uma reunião virtual com várias pessoas de diferentes estados do Brasil, onde o objeto das reflexões era a pobreza e o imediatismo dos discursos e debates políticos/eleitorais, não apenas no Estado de Mato Grosso, mas em todos os demais estados, pelo menos naqueles de onde os participantes da reunião virtual vinham, vale dizer, de todas as regiões e biomas brasileiros.
Esta pobreza da visão de candidatos, candidatas e também de governantes que buscam a reeleição pode ser observada pela superficialidade e improvisação das chamadas “narrativas”, propostas do que e como atuarão, caso sejam eleitos ou reeleitos, para definirem políticas públicas, programas e implementarem suas propostas em termos de recursos orçamentários, incluindo o PPA – Plano Plurianual; a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e a LOA – Lei Orçamentária Anual. Isto, em relação à gestão federal e também às gestões estaduais.
Ao invés de aprofundarem em termos de propostas, com mais detalhes, diante dos problemas e desafios, digamos, no caso, socioambientais, as discussões têm sido voltadas para muita mediocridade e temas voltados à chamada “pauta de valores”, como questões éticas (corrupção) ou religiosas.
No caso da corrupção, este é um tema a ser tratado pela polícia, em princípio, pois governante e gestor público corrupto e seus asseclas do setor empresarial, já de há muito, deveriam ser impedidos de concorrer a cargos públicos ou receber financiamento ou acesso a recursos públicos, deveriam estar mesmo já na cadeia, como já aconteceu com inúmeros políticos por este Brasil afora e tem muita gente corrupta solta ainda.
O tempo destinado à propaganda eleitoral ou aos debates, principalmente no rádio, TV e outros meios e veículos de comunicação, deveria ser utilizado tanto por candidatos/candidatas e respectivos partidos políticos, para aprofundarem as reflexões e propostas para a nova gestão que se avizinha, para o novo período governamental federal e estadual (2027 – 2030), ou seja, um planejamento de médio prazo, na duração de um mandato, mas inserido em uma visão de longo prazo, pelo menos mais um ou dois mandatos.
Países, por exemplo, como a China, que pautam seu desenvolvimento por planos quinquenais, avaliados e reajustados a cada cinco anos, com objetivos e metas definidos e indicando as origens dos recursos a serem investidos, dentro de uma visão de prioridades, têm demonstrado resultados fantásticos.
Por exemplo, basta conferir em dados sociais e econômicos disponíveis: a China, a Índia, a Coreia do Sul e o Brasil ostentavam, praticamente, os mesmos índices de população analfabeta, índices de escolaridade média semelhantes, índices de desenvolvimento científico e tecnológico praticamente iguais, déficit de moradias, população vivendo em situação de pobreza, dependência externa e tantos outros indicadores.
Hoje, ao compararmos o Brasil com esses países, não apenas em relação ao PIB – Produto Interno Bruto, mas principalmente PIB per capita, índices de desigualdade de renda e de concentração de renda, de dependência externa, principalmente no que concerne à dependência científica e tecnológica, e inúmeros outros indicadores, percebemos que estamos bem longe do patamar de desenvolvimento alcançado por aqueles países.
Continuamos exportando matérias-primas, minérios, madeira, enfim, commodities: ou seja, mercadorias primárias produzidas em larga escala que fornecem matéria-prima para diferentes países mundo afora. Seus principais tipos são: agrícola, pecuário, mineral e ambiental e, em retorno, importamos produtos acabados, principalmente fruto do desenvolvimento educacional, científico e tecnológico dos países que estão muito à frente, mais “avançados” do que o Brasil, incluindo os três mencionados anteriormente.
Como não desenvolvemos nossa capacidade e níveis significativos de industrialização, ficamos com os passivos ambientais e uma grande dependência científica e tecnológica.
A “nossa” falta de visão estratégica de longo prazo e o descaso em relação ao planejamento tanto nacional quanto regional, estadual e municipal demonstram o nível de mediocridade de nossas elites governantes e também empresariais, associadas a tais governantes medíocres, decorrem da “qualidade” dessas elites, cujo compromisso não é com o país ou os estados federados ou os municípios, mas sim com seus interesses particulares e de grupo imediato, seja familiar ou econômico e financeiro.
Por isso, é impossível identificar preocupação ou propostas voltadas ao equacionamento dos grandes desafios e problemas socioambientais como a questão da crise climática, as desigualdades regionais, setoriais e sociais, os déficits de habitação popular digna, de educação de qualidade, substituída por propostas irrelevantes como as escolas cívico-militares, como se a qualidade do ensino público fosse apenas o problema da falta de disciplina e o “bullying”, quando, na verdade, o problema é a falta de uma política educacional que destine mais recursos orçamentários para escola de tempo integral em todos os níveis, com professores valorizados salarialmente, profissionalmente, com recursos técnicos e tecnológicos para permitir o desenvolvimento da capacidade crítica e criadora de alunos e professores, aprofundar as pesquisas e a extensão.
De forma semelhante, mesmo que o SUS represente um certo avanço em relação à qualidade da saúde pública, ainda estamos longe de atingirmos um patamar de serviços de saúde que represente o respeito à dignidade dos usuários. Não tem sentido a morosidade de diversos setores, cujo exemplo são as filas para tratamentos mais complexos, consultas e exames com especialistas, cuja “fila” física e virtual, neste último caso, que às vezes dura anos, e tantas outras mazelas.
A precariedade da situação do abastecimento de água, de esgotamento sanitário e o cuidado correto com os resíduos sólidos (lixo), principalmente nos centros urbanos maiores e regiões metropolitanas, diante da degradação de rios, córregos, enfim, bacias hidrográficas inteiras, que já se transformaram em esgotos a céu aberto.
O desmatamento em todos os biomas, as queimadas, o uso abusivo e criminoso de agrotóxicos e de mercúrio que envenenam nossos alimentos e a saúde das pessoas e de animais, decorrentes da poluição do ar, das águas e dos solos, que estão degradando todos os biomas brasileiros, mas principalmente a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, acontece diante do olhar maquiavélico e “complacente” de nossas elites políticas e econômica/financeira e também diante da omissão, com raras exceções, dos organismos de controle e fiscalização, a maioria sucateados por esses mesmos governantes.
É contra tudo isso que a população precisa desenvolver sua capacidade crítica, sua indignação e não deixar-se envolver pelo canto da sereia, falsas promessas, demagogia, “fake news”, enfim, diante da mediocridade, oportunismo e fisiologismo que são as marcas registradas de uma elite corrupta e corruptora que de há muito tem “sequestrado” a verdadeira política, conspurcando a soberania nacional e a verdadeira cidadania.
Votar, escolher candidatos/candidatas, futuros governantes é importante, mas, mais importante é acompanhar o desempenho dos governantes, tanto eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo, quanto designados, no caso do Poder Judiciário, que passa por uma ou talvez a maior crise institucional e ética/moral da história do Brasil.
Por que a população precisa fiscalizar, indignar-se contra todos esses desvios de conduta e de propósitos? Por uma simples razão: é o povo que, com seus impostos, taxas, paga a conta tanto de uma gestão pública eficiente, transparente, ética, eficaz e efetiva, mas também, lamentavelmente, os privilégios e a corrupção que já tomou conta de boa parte da “máquina” pública nos três poderes e nos três níveis de governo.
O Brasil e nossos estados e municípios existem para muito além das eleições, por isso, a alienação e a omissão da opinião pública, das organizações populares, acabam contribuindo para o agravamento desta triste realidade.
Elites políticas e econômicas medíocres, corruptas e oportunistas destroem qualquer país e a história está repleta de exemplos de como muitos países passaram ou ainda passam por esta situação.
Pense nisso antes e depois de votar!
*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy
O ANDES-SN divulgou, nesta sexta-feira (02), e encaminhou aos diretórios nacionais dos partidos políticos do campo da esquerda a “Carta-Compromisso às Candidaturas Democráticas, Antifascistas e Comprometidas com a Educação Pública, a Soberania Nacional e os Direitos Sociais do Brasil”. O documento, formalizado pelo Ofício nº 426/2026, atende a uma deliberação da categoria docente para apresentar uma síntese das pautas centrais do setor às candidaturas majoritárias e proporcionais, enfatizando o combate à extrema direita e a unidade das lutas populares.
Elaborada em um momento decisivo para a educação e para o Estado brasileiro, a carta solicita que as direções partidárias distribuam o texto aos diretórios estaduais, distrital e municipais, estimulando a inclusão das diretrizes propostas em seus planos de governo e atuações parlamentares.Estruturado em oito eixos estratégicos, o manifesto exige o compromisso com a defesa incontornável da educação pública, gratuita, laica e de qualidade, acompanhada pelo fim da lógica de austeridade fiscal e pelo encerramento do financiamento público a instituições privadas.
Entre as reivindicações, destacam-se a revogação do arcabouço fiscal e das contrarreformas trabalhista e previdenciária, a interrupção dos projetos de reforma administrativa, a garantia da autonomia universitária com o fim da lista tríplice para escolha de dirigentes e a valorização das carreiras docentes e técnico-administrativas.
O documento abrange também compromissos com a reversão de privatizações, a defesa integral do Sistema Único de Saúde, a soberania científica e digital com regulamentação das grandes corporações de tecnologia, além do enfrentamento à emergência climática e ao modelo predatório do agronegócio e da mineração. No campo social e de direitos humanos, a carta preconiza uma política de segurança pautada na desmilitarização policial e no desencarceramento, o combate rigoroso a todas as formas de opressão e assédio, e o apoio a uma política externa soberana e internacionalista, expressa na solidariedade ao povo palestino e pelo fim do bloqueio a Cuba.
Ao ressaltar que a disputa política não se encerra no processo eleitoral, o ANDES-SN convoca as candidaturas a assumirem publicamente esses compromissos. A entidade reafirma que continuará mobilizada nas ruas e nos locais de trabalho para acompanhar, cobrar e exigir a efetivação das pautas em defesa dos direitos sociais e da soberania nacional.
Fonte: Andes-SN











