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Sexta, 09 Outubro 2026 17:28

Assembleia da Adufmat-Ssind encaminha ações para derrotar extrema direita nas urnas Destaque

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Assembleia geral realizada nesta sexta-feira, 09/10, pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind) debateu e encaminhou ações, em âmbito local, voltadas à derrota da extrema-direita, nas ruas e nas urnas, conforme deliberação congressual do Andes-Sindicato Nacional.

Diante do resultado do primeiro turno das eleições 2026, para além dos informes, a plenária foi convocada com ponto de pauta único: análise de conjuntura e ações para derrotar a extrema direita. O posicionamento do sindicato se baseia no fato de, historicamente, o projeto de sociedade defendido pela extrema-direita em todo o mundo ser de destruição dos direitos públicos pela via autoritária e também pela experiência recente com o Governo Bolsonaro, cujos prejuízos à Educação ainda não foram superados  

 

Durante os informes, Diretoria e docentes falaram as atividades realizadas recentemente em âmbito nacional e local, como a elaboração da Política de Atenção às e aos Servidores Públicos Aposentados da UFMT, avanço do debate sobre a Resolução 158/2010, debate sobre as Eleições 2026 (Programas de Governo e políticas voltadas às mulheres), atividades do GTMultiFront e algumas novidades do Arquivo da Adufmat-Ssind.

 

Conjuntura

 

O diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Breno Santos, iniciou o debate de conjuntura afirmando que o resultado do primeiro turno assusta, mas não é uma surpresa, porque há anos o imperialismo se esforça, internacionalmente, para ganhar cada vez mais espaço em diferentes países. Segundo Santos, é o futuro e as condições de vida dos trabalhadores que estão em disputa, e há resistência e mobilizações contra o avanço do imperialismo por todo o mundo neste momento.


Para o docente, a disputa é mais do que civilizatória, mas existencial, e a campanha para derrotar a extrema direita está em movimento, mas a unidade é fundamental para vencer.

 

A professora Raquel de Brito falou sobre ações necessárias, e lembrou que uma das primeiras ações do Governo Bolsonaro para Educação foi o Projeto Future-se, barrado pela ampla maioria das universidades (relembre aqui).

 

Em sua análise, a docente Lélica Lacerda destacou que parte dos eleitores de Bolsonaro votam justamente como forma de protesto ao status quo, e que há uma espécie de desconexão com a realidade, que o próprio Partido dos Trabalhadores fomentou, que faz um trabalhador do transporte por aplicativo, por exemplo, pensar como o trilionário Elon Musk. “Mesmo assim, o PT é um partido neoliberal com traços democráticos. Precisa melhorar, sim, as pessoas têm razão de criticar o atual Governo, nós mesmos nos distanciamos das críticas, mas elas são muito necessárias. Precisamos melhorar, mas enquanto o Lula está repassando recursos insuficientes para as universidades, Bolsonaro propõe privatizar; enquanto o Lula está defendendo o fim da escala 6X1 para 5X2 apenas, Bolsonaro defende 7X0, é isso que nós precisamos avaliar”, disse.

 

Os professores José Domingues de Godoi Filho e Maelison Neves lembraram que o Congresso Nacional já está tomado pela extrema-direita, isso significa que têm muito poder para fazer o que estão ameaçando, mesmo que Flávio Bolsonaro não ganhe o segundo turno. Dessa forma, a classe trabalhadora deve estar organizada e ocupar amplamente as ruas nos próximos anos.


A professora Maria Salete Ribeiro, também diretora da Adufmat-Ssind, defendeu que a mobilização deve incluir atividades de arte e cultura nas ruas, voltada para a formação política, para mostrar, em suas palavras, que o projeto dos trabalhadores organizados é de vida, enquanto o projeto encabeçado pelos Bolsonaro é de morte.

 

Encaminhamentos

 

Após o debate de mais de três horas, foi encaminhado que o sindicato organize e realize uma lista extensa de ações, conforme segue:

 

1. Materiais e agitação

  1. Produzir materiais próprios da Adufmat-Ssind sobre a educação pública, com prazo até o meio da próxima semana.
  2. Produzir um conjunto de materiais para difusão, incluindo material informativo sobre saúde e educação para dialogar com os eleitores indecisos.
  3. Produzir material específico para as mães trabalhadoras.
  4. Incluir a questão do PIX na comunicação.
  5. Reproduzir a camiseta de 2022, com as mensagens “votar em Lula para derrotar Bolsonaro” e em defesa da educação.
  6. Convidar artistas críticos para contribuir com a agitação e com a elaboração dos materiais.
  7. Ocupar as redes e as ruas.
  8. Priorizar a atuação nas redes sociais, com foco no convencimento de quem se absteve no 1º turno e não se identifica com a extrema direita.
  9. Impulsionar as redes do sindicato na campanha digital.
  10. Agilizar as ações de comunicação, com foco na juventude e na comunidade em geral.
  11. Divulgar diariamente para a categoria o calendário de atividades.
  12. Realizar visitas domiciliares nos bairros com maior índice de abstenção.
  13. Organizar panfletagem de professores e estudantes nos ônibus, divulgando as propostas e lembrando os cortes na saúde e na educação.
  14. Mobilizar os colegas docentes e realizar trabalho de base, dialogando nos locais onde os trabalhadores estão.
  15. Organizar a atuação junto aos estudantes.
  16. Realizar atividades de formação política junto aos trabalhadores.
  17. Atuar também no HUJM, com ato na porta do hospital.
  18. Realizar mobilização na porta, das 18h às 18h30.
  19. Realizar o “Café com Paulo Freire” na feirinha.
  20. Intensificar o trabalho de sindicalização para fortalecer o sindicato.
  21. Convocar a categoria e somar-se a todas as atividades da campanha.
  22. Chamar um ato massivo em unidade com as demais entidades.
  23. Ir para as ruas de modo organizado, para levar muita gente e fazer o debate.
  24. Participar da Plenária Antifascista no domingo, em Cuiabá e em Sinop, e da construção do Comitê Antifascista.
  25. Alinhar as agendas com os movimentos e entidades do norte de MT.
  26. Diretoria organizar mais debates como este, com análises de médio e longo prazo.
  27. Legitimar o sindicato para incidir nas ações políticas, inclusive com uso de recursos financeiros.
  28. Garantir apoio financeiro e jurídico às ações em Barra do Garças e Sinop.
  29. Garantir apoio político, financeiro e material da ADUFMAT às ações em Sinop, que será solicitado formalmente.
  30. Disponibilizar assessoria jurídica para todos os atos.
  31. Organizar uma vaquinha para apoiar os estudantes que não conseguiram votar.
  32. Disponibilizar o caixa da Secretaria Regional do ANDES-SN para as ações políticas, inclusive dos estudantes.
  33. Que o ANDES-SN se posicione para garantir a derrota eleitoral da direita e da extrema direita, chamando a categoria à participação não apenas por meio do voto, mas também da mobilização contra os ataques fascistas aos direitos da classe trabalhadora e contra as políticas de austeridade e de restrição de direitos.
  34. Que o ANDES-SN promova ações permanentes e campanhas em defesa das universidades, CEFETs e IFEs, para enfrentar e desconstruir as narrativas falsas difundidas principalmente pela extrema direita contra a educação pública e a comunidade universitária, e combater a disseminação de desinformação, discursos de ódio e outras formas de violência política dirigida às instituições de ensino.
  35. Que as visitas domiciliares sejam assumidas como estratégia do ANDES-SN.

2. Comunicação e redes

3. Trabalho de base e virada de votos

4. Articulação e mobilização

5. Recursos, apoio jurídico e respaldo da AG

6. Propostas ao ANDES-SN

7. Comissão de organização das ações

Professores Breno Santos, Leonardo Santos, Raquel e Brito, Lélica Lacerda, Maelison Neves, Gustavo Canale, Gleyva Sales e Clarianna Silva.

8. Calendário

Data

Atividade

09/10

Ato

13/10

Ato

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Ler 17 vezes Última modificação em Sexta, 09 Outubro 2026 17:37
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