Terça, 20 Outubro 2020 20:12

Aumenta o número de ricos, e com isso a desigualdade social e os problemas ambientais

 

A temperatura da Terra está aumentando por causa da intervenção humana. Parece clichê afirmar isso, já que pesquisadores de todo o mundo alertam, há décadas, sobre os efeitos das degradações que provocamos no planeta. Mais do que isso, quando conseguimos perceber esses efeitos no cotidiano. No entanto, ainda há quem diga que o aumento de temperatura é um processo natural. Não é.  

 

Os chamados negacionistas se prendem ao fato de que variações climáticas são históricas e, de tempos em tempos, o planeta apresenta picos de temperatura. Fingem ignorar, entretanto, que a partir das ações humanas, especialmente do advento do capitalismo, com o processo de industrialização e produção em massa de produtos, esses picos passaram a ocorrer cada vez mais fortes e menos espaçados.

 

A organização estadunidense de cientistas e jornalistas independentes, Climate Central, criou uma imagem visual para mostrar as variações de temperatura da atmosfera ao longo dos períodos. Recorrendo a  listas, do azul ao vermelho, o site Show Your Stripes permite visualizar essa evolução desde 1850, e verificar o aumento da temperatura em qualquer local do Globo nos últimos anos (clique aqui para acessar o site).

 

 

Variação climática no globo de 1850-2019.

Fonte: #ShowYourStripes (https://showyourstripes.info/)

 

 

Variação climática no Brasil de 1901-2019.

Fonte: #ShowYourStripes (https://showyourstripes.info/)

 

 

Variação Climática em Mato Grosso de 1901 - 2019.

Fonte: #ShowYourStripes (https://showyourstripes.info/)

  

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os últimos cinco anos foram os mais quentes da história do planeta. Os recordes estão sendo batidos ano após ano. Em 2015, a onda de calor matou mais de 2 mil pessoas na Índia. Em 2016, Kuwait e Iraque foram alguns dos países que mais sofreram, registrando temperaturas de até 54°C. Em 2017, novos recordes foram registrados na Ásia, e também no Chile e na Europa, onde os termômetros ultrapassaram 40°C, o que se repetiu em 2018. Nesse mesmo ano, a região de Svalbard, no extremo norte da Noruega, registrou a cobertura de gelo do Ártico mais baixa da época do ano desde 1981: 40%.

 

Em 2019, o mundo viveu o mês de junho mais quente da história. A Amazônia brasileira teve 145% de aumento nas queimadas – com ajuda do chamado “dia do fogo”. Em 2020, os Estados Unidos da América e o Pantanal brasileiro viveram verdadeiras catástrofes em meio às chamas. A fumaça dos incêndios na América do Norte ganharam dimensão continental, com partículas que chegaram até a Europa. No Brasil, toneladas de peixes foram sufocados pelas cinzas das queimadas que chegaram aos rios após três meses de muito fogo e nenhuma chuva, e os moradores da região enfrentaram tempestades de areia e cinzas; 15 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo no Pantanal.   

 

Esse aumento da temperatura, provocado pela atividade humana, e responsável pelas alterações climáticas que sentimos na pele, é também responsável por diversos efeitos ainda mais trágicos sobre todas as formas de vida na Terra. Em artigo publicado recentemente, o biólogo e professor da Universidade Federal de Pelotas, Althen Teixeira Filho, e o geólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, José Domingues de Godoi Filho –membros do Grupo de Trabalho Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) de suas associações docentes, ligadas ao ANDES – Sindicato Nacional, Adufpel-Ssind e Adufmat-Ssind, lembraram que, em 2017, cerca de 15 mil cientistas, de 184 países, publicaram mais um documento advertindo a humanidade sobre o destino “irremediavelmente mutilado” do planeta. Nos últimos 25 anos, desde a publicação de um primeiro alerta, “ocorrera uma diminuição de 25% de água potável por pessoa; aumento do número de ‘áreas mortas’ por poluição nos oceanos em 75%; aumento do desmatamento em mais de 120 milhões de hectares de florestas; decrescimento do número de mamíferos, répteis, anfíbios, pássaros e peixes em 29%”.

 

Além dos gases altamente prejudiciais à camada de ozônio e ao efeito estufa, lançados pelo uso excessivo de combustíveis fósseis e pelas fábricas a partir do processo de industrialização - e cujos principais emissores hoje são as duas maiores potências econômicas mundiais, Estados Unidos e China -, também são causadores de toda essa destruição outras atividades típicas do sistema capitalista. Nas palavras de Teixeira e Godoi, “péssima utilização dos solos; destruição e queimadas de florestas; uso de venenos agrícolas associados com transgenia; minerações; consumismo; opções alimentares que geram obesidades; destruição de nichos ecológicos; plantios de lavouras de árvores e de grãos para alimentação de animais; contaminação e destruição de fontes hídricas; produção e destinação desastrosa de lixo, principalmente o plástico”.

 

Diante das queimadas no Pantanal, a tese dos ministros do Meio Ambiente e da Agricultura, de que o “boi funciona como um bombeiro”, serve apenas como mais um argumento explicito do interesse do Agronegócio e do Governo Federal em desmatar sem limites, ou passar a boiada sobre legislação ambiental. Um levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indica que a realidade é o oposto: as cidades do Pantanal com maior rebanho tiveram mais queimadas.

 

Enquanto cada grau a mais na temperatura pode significar aumento do nível dos mares, o derretimento das geleiras, ou a extinção da vida na Terra num futuro mais próximo do que imaginamos, a concentração da riqueza nas mãos do 1% mais rico - equivalente à riqueza somada das 6,9 bilhões de pessoas mais pobres, segundo a Oxfam - garante o mal estar desde já. O número de bilionários do mundo duplicou nos últimos dez anos, somando mais recursos que 60% da população mundial. Mas a fome, a violência, as condições precárias de existência já não são os únicos desafios da população empobrecida pelo modo de produção capitalista.

 

“A própria pandemia vivida é uma lembrança potente, diária e com um custo de vidas altíssimo de como a natureza e a espécie humana são interdependentes. Não é só a integridade do planeta que corre riscos, mas sim o que estamos fazendo com a vida. Ao tratar da questão ambiental é importante ter claro que não é só o planeta que tem que ser salvo. Por conta do vandalismo que provocamos na sua integridade, há muito tempo ficou óbvio e comprovado que a própria vida biológica está intensamente compromissada na sua sobrevivência. O tempo de ‘validade’ para a existência da espécie humana dependerá de como vamos cuidar das condições de vida no planeta”, concluem os membros do GTPAUA.

 

Clique aqui para ler a íntegra do artigo de Althen Teixeira Filho e José Domingues de Godoi Filho.

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Foto: Mauro Pimentel/ AFP

 

Terça, 20 Outubro 2020 09:37

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Por José Domingues de Godoi Filho*

 

 

A vida é pra valer
Não se engane, não
É uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem sem provar
muito bem provado com certidão passada em cartório do Céu assinado embaixo: Deus!
E com firma reconhecida (1)

 

 

Se estivesse por aqui tomando whisky e escrevendo poemas, em 19/10/2020, o grande “poetinha” estaria completando 107 anos. Sua presença, no meio de uma pandemia,  foi resgatada pelo Vaticano que “propõe um convite a um amor que ultrapassa barreiras da geografia e do espaço” e “...uma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”.(2)

Ao resgatar o verso “...A vida é arte do encontro...”, o Papa Francisco o fez pinçando-o de um afrosamba, em tempos de racismo crescente, de desrespeito às religiões de matriz afrodescendentes, de negacionismo científico, de agressões impensáveis ao ambiente que vivemos e de uma desigualdade social jamais vista.

Nada mais atual, para nós brasileiros, num país majoritariamente cristão e com importante presença de religiões de matriz africanas ,  sermos lembrados que São Francisco, o mesmo que tem inspirado o Papa, “se sentia irmão do sol, do mar e do vento, sentia-se ainda mais unido aos que eram da sua própria carne. Semeou paz por toda parte e andou junto aos pobres, abandonados, doentes, descartados, dos últimos”.

Chegamos ao final da segunda década do século XXI com uma pandemia, que está expondo as entranhas do capitalismo e demonstrando a insuficiência da festejada interconexão existente para resolver os problemas que afetam a espécie humana. Também não se trata de pensar a volta ao normal e, negar a realidade que vivemos.

A vida é “arte do encontro” e, para que “os desencontros” sejam evitados, num dos momentos mais graves desde a II Guerra Mundial, se faz necessário, “um anseio mundial de fraternidade”(2) e de união daqueles que não têm nada a perder. Não haverá volta ao “normal”; ao contrário, a desigualdade social e a miséria só tenderão a aumentar. Para atender o pedido de “benção” do poetinha e fortalecermos a “arte do encontro”, se faz necessário barrar os métodos “democráticos e humanitários”, utilizados pelo governo americano  para garantir seus interesses e transformar o mundo num videogame, que  justifique suas intervenções militares,  em regiões como a América Latina, onde conta com o apoio da burguesia e das oligarquias locais. Há a necessidade urgente de unir forças para enfrentar o renascimento de velhas paranoias militares que justifiquem golpes e ações de “tocar a boiada”, ou seja: terras indígenas e áreas de preservação infiltradas por ongs; forças armadas revolucionárias; movimentos de trabalhadores rurais; renascimento de movimentos sociais urbanos; setores universitários e de instituições de pesquisa discutindo e construindo alternativas políticas “vermelhas” de desenvolvimento; povos indígenas latifundiários prejudicando os interesses das empresas de mineração e energia; relações promíscuas nas áreas de fronteiras internacionais, dentre outras.

O poetinha que está acrescentando mais um pedido de “benção” ao seu poema, não se furtará de incluir todos que passem a aceitar que, “de todos se pode aprender alguma coisa, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo. Isto implica incluir as periferias. Quem vive nelas tem outro ponto de vista, vê aspetos da realidade que não se descobrem a partir dos centros de poder onde se tomam as decisões mais determinantes” (2).

Sarava!!

 

(1) Moraes, V. Samba da Bênção

Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/musica/cancoes/samba-da-bencao - Acessado em 19/10/2020

 

(2) CARTA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE A FRATERNIDADE E A AMIZADE SOCIAL. Disponível em:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html  - Acesso em 19/10/2020

 

*José Domingues de Godoi Filho – Professor da Universidade Federal de Mato Grosso/Faculdade de Geociências

 

Segunda, 19 Outubro 2020 14:43

 

A diretoria da Adufmat-Ssind vem por meio deste convocar sua base para plenária online.


Data: 21/10/2020 - quarta-feira
Horário: 14 horas (Cuiabá)


PAUTA:
 

1 - Informes;

2 - análise de conjuntura;

3 - expedição Pantanal;

4 - campanha de comunicação contra a reforma administrativa.

 
 
A Plenária será online, e o link poderá ser solicitado, mediante identificação, pelo whatsapp (65) 99661-7890 com o Sérvulo.

Sexta, 16 Outubro 2020 14:16

 

 

 

O BC (Banco Mundial) fez previsões assustadoras para o próximo período, com estimativas de que a miséria vai aumentar, enquanto os ricos seguirão ainda mais milionários. O ditado popular de que “os de cima sobem e os debaixo descem” se confirma com a previsão do BC de 115 milhões de pessoas na miséria no mundo, enquanto a fortuna de milionários aumentou 27% durante a pandemia.

 

De acordo com o BC, a crise econômica causada pelo coronavírus no mundo agravou a situação e aumentou o número da população que vive na pobreza extrema, avanço que não era visto em duas décadas. Pessoas consideradas nesta situação ganham por dia até US$ 1,9, valor que convertido na moeda do país representa cerca de R$ 10.

 

Em 2020, a estimativa é de que 115 milhões vivam a situação de extrema pobreza, número que pode aumentar para 150 milhões no ano que vem.

 

A avaliação do BC, com base no Poverty and Shared Prosperity Report (Relatório sobre Pobreza e Prosperidade Compartilhada), em tradução livre, é de que pelo menos 9,4% da população mundial chegará nesta situação lamentável. Antes da pandemia, a estimativa era de declínio da pobreza em 7,9% neste ano.

 

Ricos mais ricos

Enquanto a população pobre fica ainda mais sem dinheiro, os ricos seguem sendo beneficiados com a política mundial voltada para garantir seus privilégios. De acordo com relatório de outubro do banco suíço UBS, entre abril e julho de 2020, período de pandemia no mundo, o aumento das fortunas de pessoas ricas foi de 27,5%, considerado recorde pelos avaliadores.

 

Esse levantamento aponta que em todo o mundo os governos seguem privilegiando as parcelas mais abastadas da sociedade. Os mais vulneráveis lamentam a miséria, enquanto os mais ricos comemoram seus lucros, às custas da exploração do povo pobre.

 

Dados que revelam a face mais severa do capitalismo, que se sustenta pela exploração dos menos favorecidos, para garantir as regalias dos mais ricos.

 

Pobreza no Brasil

De acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mais de 13 milhões de brasileiros viviam na extrema pobreza, um aumento de 170 mil, comparado ao ano de 2018.

 

Com o término do auxilio emergencial no país, a situação é ainda mais alarmante.  De acordo com dados levantados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) com base na Pnad, o país aumentará em 16 milhões o total de pessoas consideradas pobres.

 

Com isso, quase um terço da população passará a viver com apenas de R$ 522,50 ao mês, em média, ou seja, menos de um salário mínimo.

 

O término do pagamento aumentará os percentuais de pobreza em 23,6% (50,1 milhões de pessoas) para cerca de 31% (66,2 milhões).

 

No segundo trimestre deste ano, por conta da pandemia, a renda média dos brasileiros caiu 20%, sendo que a dos 50% mais pobres teve uma queda de 28%.

 

De acordo com levantamento da Pnad Covid, feita pelo IBGE e divulgados nesta sexta-feira (16), o número de brasileiros à procura de emprego chegou a 14 milhões na quarta semana de setembro, o maior desde o começo da pandemia. No começo da crise sanitária no país, em maio, a taxa de desemprego era próxima de 10%.

 

Esses levantamentos apontam que a única estratégia possível é um outro modelo de sociedade, em que as pessoas que realmente precisam, ou seja, os mais pobres, sejam os verdadeiros beneficiados.

 

Em defesa da vida e dos mais pobres

A CSP-Conlutas está com uma campanha com as demais Centrais Sindicais contra a agenda neoliberal de Bolsonaro, com o mote “600 Pelo Brasil – Coloca o Auxílio Emergencial pra votar, Maia. É bom para o povo, para a economia e para o Brasil”, para que o benefício volte a ser de R$ 600 até o fim de dezembro, não de apenas R$ 300 como está atualmente.

 

O integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnagoras Lopes aponta que, apesar da importância dessa campanha unitária e emergencial, para a CSP-Conlutas é evidente que o país tem condições de pagar mais e por mais tempo. “É possível manter não apenas o pagamento dos R$ 600, mas de manter, por exemplo, as mesmas 65 milhões de pessoas recebendo um salário mínimo por pelo menos dois anos, basta suspender por um ano o pagamento da dívida pública, pois a previsão do orçamento de 2021 reserva só para os banqueiros internacionais e nacionais R$ 2,2 trilhões. Esse é o flagrante de um governo que defende os ricos em detrimento da miséria do povo”, alerta o dirigente.

 

Neste sentido, a Central também lançará um Programa Emergencial contra esse governo para enfrentar a atual crise sanitária e econômica e de proteção ao trabalhador. O programa emergencial da Central será lançado no dia 17 de outubro e será voltado para os trabalhadores no enfrentamento da crise e que garanta emprego, renda e a defesa dos serviços públicos prestados à população.

 

“Para financiar essas propostas, gerar empregos e salvar vidas, é preciso suspender agora o pagamento da dívida pública aos banqueiros, taxar e confiscar as grandes fortunas dos capitalistas, estatizar os bancos e proibir remessas ao exterior. Os ricos devem pagar pela crise que criaram”, defende o programa.

 

Fonte: CSP-Conlutas (com informações do Uol e Folha de S. Paulo)

Sexta, 16 Outubro 2020 13:59

 

 

A situação do Brasil está caótica. É urgente que apresentemos um programa que aponte uma alternativa de poder, socialista e com democracia operária para acabar com a miséria, o desemprego, as mortes em nosso país. Um programa de luta contra a crise capitalista.

 

Neste sentido, a CSP-Conlutas elaborou um Programa dos trabalhadores para enfrentar a atual crise econômica e sanitária de nosso país, expressão da crise e decadência do capitalismo.

 

O lançamento será por meio de um ato-live neste sábado (17), às 14 horas, na página do Facebook da Central (facebook.com/CSPConlutas).

 

Abaixo, o programa

Vivemos uma grave crise econômica e sanitária em nosso país. As desigualdades do capitalismo foram escancaradas pela pandemia do coronavírus. Já são mais de 150 mil vidas perdidas, quase 5 milhões de infectados. Gente trabalhadora, gente pobre, idosos, negros, negras, povos originários. Nossa gente.

 

O desemprego é gigantesco. Metade dos brasileiros está sem emprego ou em trabalhos precários, informais. Tudo isso ficou ainda pior depois das reformas Trabalhista e da Previdência.

 

Enquanto a maioria dos trabalhadores ficou mais pobre, um grupo de bilionários brasileiros aumentou suas fortunas em mais de R$ 170 bilhões.

 

Destruição! Essa é a palavra que define o governo Bolsonaro e Mourão. A Reforma Administrativa vai destruir os serviços públicos, com mais terceirização e sofrimento ao povo que tanto precisa de atendimento.

 

O plano do governo é privatizar as nossas riquezas e entregar o patrimônio nacional aos capitalistas, inclusive estrangeiros. É assim com Petrobrás, Correios e outras empresas.

 

Estamos diante de aumento brutal da violência e discursos machistas, LGBTfóbicos, xenófobos e racistas, e discriminatório incluindo a população idosa, executados e estimulados pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores políticos.

 

Além de tudo isso, vivemos sob violentos ataques às liberdades democráticas e aos ativistas sociais do campo e da cidade.

 

O aprofundamento da política de criminalização da pobreza promove encarceramento em massa e genocídio da juventude negra e pobre, com violentas incursões policiais nas favelas e bairros da periferia.

 

Como se isso já não bastasse, Bolsonaro está queimando a nossa casa, destruindo a natureza, o meio ambiente em geral e os nossos povos originários, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, ribeirinhas, pescadores, povos das florestas e camponeses(as) pobres, determinada pelo estimulo à grilagem, desmatamento, queimadas, garimpo ilegal e assassinato de lideranças desses povos.

 

O problema habitacional de nosso país expressa a desigualdade social. Tende a se agravar, seja pelo aumento de despejos durante a pandemia ou pela dificuldade de pagamento de aluguéis diante da falta de renda. Dessa forma privilegia-se a especulação imobiliária, grandes proprietários de terra e grandes empresas por parte dos governos.

 

Contra esses ataques do capital há uma enorme disposição de luta e amplo de questionamento contra o sistema capitalista no mundo e em nosso país. Precisamos estimular e fortalecer essas lutas. As eleições burguesas como solução. Precisamos de independência de classe, unir os trabalhadores nas ruas e mobilizá-los contra o sistema.

 

Nossas bandeiras

Não reduzir o auxílio e garantir seguro desemprego permanente para os desempregados. É preciso garantir a sobrevivência dos trabalhadores, autônomos e pequenos comerciantes. Os preços dos alimentos, combustíveis e gás de cozinha devem ser reduzidos e congelados; desempregados devem ficar isentos alugueis e taxas.

 

Para manter e gerar empregos defendemos a estabilidade no emprego e a redução da jornada, sem cortes de salário ou direitos. É necessário um plano de obras públicas para moradia, saúde, saneamento e educação. Ninguém quer viver de auxílio para sempre.

 

Barrar todas as privatizações e defender a reestatização das empresas privatizadas. Terras indígenas e quilombolas precisam ser demarcadas. Lutamos por uma reforma agrária já! Basta de grilagem, garimpo ilegal, desmatamento, queimadas e assassinatos no campo!

 

Pelo direito à moradia, contra todas as desocupações e despejos. Precisamos de moradia digna, saneamento, infraestrutura e transporte de qualidade. Chega de criminalização e perseguição aos camelôs, feirantes e comércio informal.

 

É preciso acabar com a discriminação, desigualdades e violência aos oprimidos da nossa classe. Lutamos pelo fim do machismo, do racismo, da LGBTfobia, contra a política de encarceramento em massa e genocídio do povo negro. Nossas vidas importam!

 

A pandemia não acabou. Defendemos uma quarentena geral com renda digna! Somos contra o retorno das aulas presenciais. As escolas públicas e privadas devem ficar fechadas. Vamos recuperar o ano, as vidas não. O atendimento no sistema público de saúde deve ser para todos. O SUS precisa ser valorizado com mais investimentos.

 

Basta de corrupção! Defendemos o confisco de todos os bens dos empresários e empresas corruptas. Esse patrimônio deve ser estatizado e os recursos investidos nos serviços públicos.

 

Defendemos as liberdades democráticas, ditadura nunca mais. Não vamos tolerar a criminalização das lideranças e movimentos sociais do campo e da cidade. Pelo direito de organização, greves e autodefesa dos trabalhadores! Lutar não é crime!

 

Para financiar essas propostas, gerar empregos e salvar vidas, é preciso suspender agora o pagamento da dívida pública aos banqueiros, taxar e confiscar as grandes fortunas dos capitalistas, estatizar os bancos e proibir remessas ao exterior. Os ricos devem pagar pela crise que criaram.

 

Fora Bolsonaro e Mourão, já!

 

Fonte: CSP-Conlutas

Quinta, 15 Outubro 2020 18:05

 

Crédito: Filipe Araujo

 

Nesta quinta-feira (15) é celebrado o dia do(a) professor(a). Nesta data serão realizadas atividades como parte da luta em defesa da Educação. Estão previstas atividades no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), Recife (PE), Porto Alegre (RS) entre outras regiões por direitos, contra o retorno escolar e a reforma administrativa.

 

 

 

A CSP-Conlutas está com uma campanha permanente contra a volta às aulas presenciais em meio a pandemia. Em regiões em que o retorno aconteceu, como em Manaus, houve aumento de número de contaminados. Em Belém (PA), ocorreu o mesmo em escolas particulares, como é o caso do colégio Marista, em que alunos testaram positivo para Covid-19. Na rede estadual, após muita pressão da comunidade escolar, o retorno foi adiado para novembro e novas mobilizações irão acontecer.

 

Por isso, neste dia 15 é preciso reforçar a campanha da Central “Escolas Fechadas, Vidas Preservadas. Volta às aulas presenciais, só depois da pandemia”.

 

Vamos alertar familiares, estudantes, comunidade acadêmica e toda a população sobre a importância de defender a Educação e os educadores – que estão sendo pressionados para o retorno escolar, mesmo sem a vacina e curva elevada da doença de Covid-19 no país.

 

Existe uma política de minimizar a pandemia, apontando uma suposta melhora nos níveis de contaminação e mortes pela doença. No entanto, a curva de casos e óbitos é muito alta, os governos não fazem testagem em massa, têm flexibilizado a quarentena e agora querem impor a reabertura das escolas.

 

De acordo com último Censo Escolar, as escolas públicas têm 37,8 milhões de alunos matriculados no ensino fundamental e médio, além dos mais 2,5 milhões de professores que lecionam no país.  Pessoas que estarão circulando e sendo expostas ao risco de contaminação e de levar a doença para seus familiares.

 

As Secretarias de Educação estão dizendo que vão garantir protocolos de segurança para combater a pandemia. No entanto, mesmo antes da pandemia, as escolas já refletiam uma brutal precariedade, com falta de produtos básicos de higiene e com salas de aulas superlotadas.

 

Os governos querem a reabertura das escolas porque lucram com isso. O que está em jogo é o interesse mercadológico, junto aos tubarões do ensino. Há ainda um processo de privatização, através de parcerias público-privadas, com o objetivo de transferir as aulas online para empresas de educação especializadas neste tipo de serviço.

 

Outro interesse no retorno das aulas é para beneficiar os patrões que querem liberar a mão de obra, principalmente das mulheres, que durante a pandemia são as responsáveis pelo cuidado dos idosos e crianças, ou seja, tem o objetivo de ampliar a exploração, quando deveriam garantir a quarentena geral para todos.

 

O dia 15 de outubro servirá para colocar luz a todas essas denúncias e exigir segurança e proteção à vida, como parte da defesa da Educação. Reforçar que a categoria é uma das mais desvalorizadas no país, e que ser professor é mais do que vocação é um trabalho que merece o respeito dos governos.

 

Para dar um exemplo de como a categoria ainda é precarizada, de acordo com o MEC (Ministério da Educação), em 2020, o salário dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira é de R$ 2.886,24. Isso em um país que não cumpre a Lei do Piso para esse segmento, e que em diversas regiões ganham abaixo disso.

 

Se não há garantia do básico, que é cumprir a lei, como o governo vai garantir a segurança desses mesmos profissionais com a volta às aulas presenciais? Os protocolos de segurança das Secretarias de Educação são prometidos na teoria, sem considerar que as escolas, na prática, antes da pandemia, já não tinham infraestrutura adequada de higiene, requisito básico para a não proliferação do vírus.

 

Vamos também nos mobilizar contra a reforma administrativa, que atingirá em cheio os professores e as professoras. Isso porque a medida prejudica o acesso e a qualidade de diversos serviços públicos, entre eles a Educação, ao facilitar a entrega desses bens para a iniciativa privada, o que pode levar a demissões em massa e o rebaixamento de direitos de professores e funcionários de escolas.

 

É preciso debater as ferramentas de luta construída pela classe trabalhadora, para defender a vida e apontar a resistência contra os governos, com os educadores na linha de frente. Vamos nos mobilizar com indicativo de greves e paralisações e radicalizar as ações contra os governos que querem impor o retorno escolar. Vamos à luta em defesa da vida. Escolas fechadas, vidas preservadas!

 

A CSP-Conlutas faz um chamado às demais Centrais Sindicais a se incorporarem a essa data de Luta e fortalecer a mobilização contra o retorno escolar e a Reforma Administrativa.

 

Fonte: CSP-Conlutas

Quinta, 15 Outubro 2020 16:57

 

A pandemia evidenciou algo que já denunciávamos: que este modelo de sociedade, baseado no lucro e na exploração, que despreza a vida e a natureza, precisa ser urgentemente superado.

Governos no mundo todo, aproveitando o isolamento social, tentam impor agendas que atacam frontalmente os trabalhadores, em especial professoras e professores; tentam implantar reformas que pretendem impedir a existência de uma educação pública, gratuita e de qualidade social; atacam a liberdade de pensamento com tentativas de cerceamento.

Professoras e professores do Brasil todo já ocupavam as ruas, desde o ano passado, contra as políticas do governo Bolsonaro, em conjunto com estudantes e técnicos. Nos estados que repetem as barbaridades do governo federal de extrema-direita, com ataques à previdência e outros, também aconteceram protestos veementes nas ruas das cidades. Continuamos confiantes que a primavera há de surgir nas ruas após vencermos a batalha da pandemia da Covid-19. Mas a luta não pode esperar! Por isto, das mais diversas formas, temos que resistir, temos que existir.

Mesmo frente às mais diversas dificuldades, professores e professoras em todo o País mostram que o ensino pode ser um instrumento de conscientização. Por isso mesmo este governo não cessa de atacar a educação, o conhecimento e a ciência. A resposta de professoras e professores é a resistência, e sua força é a esperança de dias melhores.

 

Fonte: ANDES-SN

Quinta, 15 Outubro 2020 16:34

 

Se ensinar é revolucionário, um grupo formado por professores, estudantes e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu marcar o 15 de outubro - Dia dos Professores - com mobilização. Pela manhã, distribuíram panfletos no centro de Cuiabá e, na Praça da Prefeitura, chegaram a entoar um trecho da famosa “A Internacional”.

“Bem unidos façamos dessa luta final uma terra sem amos, a Internacional”, cantaram os militantes, chamando a população para refletir sobre essa ferramenta fundamental para qualquer tipo de transformação: Educação. No panfleto com título “A Educação Nossa! Por uma Educação Popular e Libertadora”, assinado pela Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind), Diretório Central dos Estudantes (DCE), ANDES – Sindicato Nacional e Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos (Sintuf-MT), afirmaram que grupos políticos disputam a Educação. O primeiro, com o intuito de lucrar, e o segundo – do qual fazem parte - com o intuito de melhorar a vida das pessoas.  

Além de criticar a forma de acesso às universidades, que contempla os ricos e marginaliza os filhos da classe trabalhadora, afirmaram que a permanência no ensino superior também é uma luta, devido aos cortes de recursos voltados para a Assistência Estudantil. A prioridade à lógica da iniciativa privada dos governos também foi destacada. “Enquanto as universidades, que deveriam ser do povo, totalmente gratuitas, são desmanteladas, o dinheiro que deveria ser investido nelas é dado para a iniciativa privada. A mesma que faz nos endividarmos pelo sonho de ter um diploma. Programas de financiamento como o FIES e o PROUNI são o que é ofertado para aqueles que tiveram negada a universidade pública, totalmente gratuita, com direito a alimentação e bolsa de estudos”, afirmaram no documento distribuído.

 

Por fim, a construção de uma Educação Popular e Libertadora tem como ponto de partida a valorização dos trabalhadores da Educação – principalmente com a recusa da proposta de Reforma Administrativa encaminhada ao Congresso Nacional - e recomposição do orçamento das universidades.

 

“Defendemos o direito de que a vida de ninguém seja posta em risco pelo sonho de nos formarmos e da assistência estudantil como elemento fundamental para a permanência dos filhos da classe trabalhadora que conseguiram entrar nas universidades. Colocamos que não só não devem faltar creches e escolas para que os pais possam trabalhar tranquilos, como também que nossa educação seja um mecanismo de libertação, uma ferramenta para mudarmos o mundo. No dia dos professores, mais do que lhes dar parabéns, defendemos a estabilidade nos cargos públicos, nos colocamos contra a reforma destrutiva e nos unimos com eles por um projeto de educação dos trabalhadores”, finalizaram.  

 

Leia abaixo a íntegra do texto distribuído.

 

15 de outubro: DIA DO PROFESSOR

 

A EDUCAÇÃO NOSSA! POR UMA EDUCAÇÃO POPULAR E LIBERTADORA

 

A educação está em disputa e não é de hoje. Em lados opostos se colocam dois projetos de educação, mas também de país. Um privilegia os lucros, cada vez maiores, mas não para o povo. Os mentores deste lado colocam, e muitas vezes impõem contra a vontade popular, tentativas de privatização do público; e por “público” dizemos o que é de todos. Cada vez se torna mais difícil para os filhos de trabalhadores entrarem e permanecerem nas universidades. A assistência estudantil, que antes permitia que nós permanecêssemos na universidade, ainda que não tivéssemos condições dignas de trabalho, é cada vez menor e sofre, agora mais do que nunca, tentativas de liquidação completa. Mas por quê? E quem ganha com isso?

 

Basta dar uma olhada para o lado para perceber onde os trabalhadores, veladamente expulsos das universidades públicas, começaram a estudar. Enquanto as universidades, que deveriam ser do povo, totalmente gratuitas, são desmanteladas, o dinheiro que deveria ser investido nelas é dado para a iniciativa privada. A mesma que faz nos endividarmos pelo sonho de ter um diploma. Programas de financiamento como o FIES e o PROUNI são o que é ofertado para aqueles que tiveram negada a universidade pública, totalmente gratuita, com direito a alimentação e bolsa de estudos. Nos endividamos por uma promessa de diploma quando o conhecimento científico se torna cada vez mais menosprezado, crentes de que conseguiremos arcar com uma promessa de emprego que não só pode não vir, como de fato não tem vindo para muitos de nós. Enquanto isso, os professores, fundamentais para a formação de todos os profissionais, têm seus direitos retirados por diversos ataques como os que acontecem agora com a (Contra)Reforma Administrativa. O fim da estabilidade, proposto pela Contra Reforma, deixa os professores à mercê de bicos, fragilizando mais uma categoria. Não queremos igualdade na exploração, queremos trabalho digno para todos!

 

Enquanto é esta a situação das universidades, o corte de 4,2 bilhões que o governo planeja para a educação se traduz em menos creches para nossos filhos e na piora da estrutura das escolas. E a promessa de foco no ensino básico, usada para justificar a ruína de nossas universidades, vai ficando de lado. Se comprova ainda mais o descaso quando olhamos para as tentativas de desvio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), principal fonte de recurso das escolas e creches.

 

Então nós, que estamos do outro lado da disputa, colocamos para a educação um projeto popular, que seja de todos os trabalhadores para todos os trabalhadores. Para isso, reivindicamos a valorização daqueles que se colocam à frente do ensino e que conosco lutam para que a universidade pública, em vez de destruída seja transformada. É para que ninguém mais tenha que se endividar para estudar que defendemos a recomposição do orçamento das universidades e a escolha democrática de reitores comprometidos com a expansão da universidade e não com sua liquidação. Defendemos o direito de que a vida de ninguém seja posta em risco pelo sonho de nos formarmos e da assistência estudantil como elemento fundamental para a permanência dos filhos da classe trabalhadora que conseguiram entrar nas universidades. Colocamos que não só não devem faltar creches e escolas para que os pais possam trabalhar tranquilos, como também que nossa educação seja um mecanismo de libertação, uma ferramenta para mudarmos o mundo. No dia dos professores, mais do que lhes dar parabéns, defendemos a estabilidade nos cargos públicos, nos colocamos contra a reforma destrutiva e nos unimos com eles por um projeto de educação dos trabalhadores!

 

 

 

 Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quarta, 14 Outubro 2020 18:36

 

Há anos o orçamento das universidades está sendo sistematicamente contingenciado. Muitos cargos, extintos. Apesar de imprescindíveis, a ciência e conhecimento produzidos no Brasil estão sendo lançados pelos governos nas mãos de quem pode pagar para obter privilégios do setor. Será que a UFMT e as outras universidades públicas estão caminhando para a privatização?

Esse será o tema da Live da Adufmat-Ssind na próxima sexta-feira, 16/10, com a participação da professora Marluce Silva, docente do Departamento de Serviço Social da UFMT e coordenadora do Núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida em Mato Grosso.  

A convidada terá, em mãos, uma análise de como os recursos da UFMT foram utilizados entre 2003 a 2017. Os dados permitem a comparação entre o orçamento da universidade, a expansão dos cursos, o crescimento das matriculas, o quadro de docentes e técnicos, além da avaliação sobre a contratação das empresas terceirizadas. As políticas voltadas às universidades públicas fazem parte do que preconiza a proposta de Reforma Administrativa.

Participe da Live da Adufmat-Ssind na sexta-feira, 16/10, às 19h. Envie sua pergunta pelo chat dos canais oficiais do sindicato no Youtube ou Facebook.

 

Link direto para o Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=qYBLgdEShKY

Link direto para a página do Facebook: https://www.facebook.com/ADUFMAT-SSIND-211669182221828/

 

Quarta, 14 Outubro 2020 14:24

 

 

Confira o material de apresentação das chapas "Unidade para Lutar" e "Renova Andes", por ordem numérica. 

 

 

Prezados/as colegas,

Somos um conjunto de docentes que colocam seus nomes à apreciação de cada filiada(o) ao ANDES-SN para concorrer pela Chapa 1 – Unidade para Lutar.

As eleições do ANDES-SN acontecem no meio de uma pandemia, da continuidade da política de austeridade fiscal e de profundos ataques aos nossos direitos e nossas liberdades. Ataques orquestrados por um governo de extrema direita, expressão do autoritarismo e do conservadorismo.

Somos uma chapa comprometida com o enfrentamento dos problemas cotidianos da categoria e, ao mesmo tempo, comprometida com a luta para for fim à exploração e opressão existente. Por isso, em cada seção sindical, estamos na linha de frente no combate às reformas que tiram nossos direitos, no firme compromisso de mobilizar a categoria para ocupar as ruas e as redes contra qualquer ataque aos docentes, aos servidores públicos e demais trabalhadores.

Nossa chapa elege como principal tarefa construir a unidade mais ampla em defesa da educação pública, dos serviços públicos, da autonomia de nossas universidades e das liberdades democráticas.

Para cumprir essa tarefa é necessário preservar a independência e autonomia do nosso sindicato. Assim, independente de quem governa, seja na esfera federal, estadual ou municipal, continuamos sempre na luta pelos interesses da categoria.

Representamos a continuidade e a mudança. Reivindicamos o trabalho desenvolvido pelas últimas diretorias e somos expressão da ação sindical da nova geração de nossas instituições públicas de ensino superior.

Somos homens e mulheres que nunca abandonaram o sindicato. Daremos continuidade à trajetória histórica do ANDES-SN, de um sindicato classista, democrático e construído pela base. Somos feministas, antipatriarcais e antirracistas.

 

Somos Chapa 1 UNIDADE PARA LUTAR

Em defesa da educação pública e das liberdades democráticas

Convidamos a categoria a conhecer nosso programa e a somar nessa caminhada!

 

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PARTICIPAÇÃO OU RESTRIÇÃO?

É incrível, mas, a 20 dias da eleição do ANDES-SN (de 3 a 6 de novembro), ainda não se sabe como esta se dará.

A atual diretoria apresentou uma metodologia nomeada por um neologismo: “telepresencial”. Nele, entraremos em uma sala virtual, com documento e comprovante de filiação à sua seção sindical, para receber um link que conduzirá à cédula de votação.

Considerando fatores como tempo, qualidade das conexões de internet no Brasil, necessidade de um equipamento com câmera e um aplicativo de teleconferência, este formato se configura num obstáculo ao voto e, por isso, não deveria interessar a ninguém.

Por último, esse modelo implica que inúmeros dados pessoais seriam colocados ao dispor da empresa contratada para realizar as eleições. Um contrassenso para quem critica o ensino remoto também pela exposição de nossos dados a empresas privadas.

Essa formulação, no entanto, expressa a concepção sindical que preside o ANDES-SN há anos! É a ideia de um sindicato dos “verdadeiros sindicalistas”.

Nós, da Chapa 2 – RENOVA ANDES, ao contrário, propusemos uma eleição simplificada em que, com base nas listas de filiados e filiadas, cada docente pudesse votar a partir de seu celular ou computador, usando uma senha de único uso a partir de um protocolo de identificação seguro. Essa forma, aliás, está sendo usada em várias consultas de reitor e em Seções do Andes-SN.

Para o RENOVA ANDES, é preciso facilitar o voto. O objetivo deve ser o de atrair o maior número possível de docentes para o processo. É o momento privilegiado para fortalecer o ANDES-SN e afirmar o máximo possível a democracia de nossas decisões.

Nos dirigimos a todas as professoras e professores para que, diante de tantas restrições, não deixem de votar. Nosso sindicato necessita de uma nova orientação calcada na realidade concreta na qual docentes das IES trabalham. O ANDES-SN precisa ser um sindicato de toda a categoria e, para isso, precisamos RENOVAR nossa direção! VOTE CHAPA 2 – RENOVA ANDES!