Quinta, 05 Novembro 2026 14:58

 

DISPUTAR O ORÇAMENTO É DISPUTAR A UNIVERSIDADE!

 

Por isso, a Adufmat-Ssind convida toda a comunidade para debater, no auditório da entidade, os desafios da disputa pelo orçamento e financiamento da educação superior no Brasil. O evento será na próxima terça-feira, 10/11, às 19h, quando receberemos o professor Dr. Thiago Ferraiol (Universidade Estadual de Maringá - UEM), militante da Seção Sindical local, SESDUEM, que dará sua contribuição à discussão sobre a política orçamentária para a educação pública brasileira.

 

A participação da categoria docente, técnicos-administrativos e estudantes é fundamental para construirmos, na UFMT, um grande movimento unificado em defesa de um financiamento público que dialogue com as necessidades concretas de acesso, permanência e condições de trabalho na nossa universidade.

 

O evento é gratuito e aberto a todos os interessados. Participem!!!

 

À LUTA POR ORÇAMENTO PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR!

Dia 10 de novembro, às 19H

No auditório da Adufmat-Ssind

Quinta, 05 Novembro 2026 10:52

 

 

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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
 
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Juacy da Silva*

 

“O povo do Texas entregou uma mensagem cristalina ao primeiro trilionário do mundo: o Texas não está à venda.” (“The people of Texas delivered a crystal-clear message to the world's first trillionaire: Texas is not for sale.”) E continuou: “Ele quer a nossa terra, quer a nossa água, quer o dinheiro dos nossos impostos e quer o seu próprio senador pessoal dos Estados Unidos”. Senador eleito pelo Texas, em pronunciamento da vitória, em 03/11/2026.

"Estou apoiada em ombros feitos de aço" (“I’m standing on shoulders made of steel”), pronunciamento de Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta e governadora eleita da Geórgia, 1ª governadora negra da Geórgia e dos EUA, em referência à sua ancestralidade e às gerações de mulheres que abriram caminho para a conquista.


Enquanto a esperança no Brasil foi representada pela onda vermelha que, com as grandes manifestações de rua e nas redes sociais, principalmente pelo “exército” de Lula, possibilitou uma vitória histórica, em defesa da democracia e da reeleição de Lula para seu 4º mandato, aqui nos EUA (onde estou desde o início de outubro, após ter votado no primeiro turno), uma enorme onda azul está trazendo de volta a esperança para o povo americano, principalmente os eleitores democratas, que impuseram uma derrota, também histórica, ao governo Trump.


Antes das eleições, o Partido Republicano garantia e, até a posse dos novos eleitos, continuará garantindo uma maioria folgada na Câmara Federal (House of Representatives) e uma maioria estreita no Senado. A partir da instalação do novo Congresso, será uma pedra no sapato do governo Trump durante seus restantes dois anos na Casa Branca, abrindo caminho, conforme as análises e projeções a partir da nova realidade política eleitoral, para que os democratas reconquistem a Casa Branca nas próximas eleições presidenciais, em 2028.


Vamos aos resultados que esta ONDA AZUL está trazendo.


Até o momento, faltando os resultados apenas de dois Estados, Mississippi e Alaska, para o Senado, o Partido Democrata conquistou 54 cadeiras e tudo leva a crer que poderá conquistar mais dois assentos, chegando a 56 senadores democratas contra 44 republicanos, uma maioria folgada para a oposição no Senado.


Isto pode dar muita dor de cabeça ao governo Trump, pois o Senado tem um grande poder no que se refere à definição e condução da política externa, inclusive em relação a tratados internacionais e em relação às guerras, no caso, as guerras da Ucrânia, de Israel contra os palestinos e a guerra dos EUA contra o Irã.


Os democratas conseguiram conquistar as 7 cadeiras do Senado que estavam em poder dos republicanos e, nada menos, até agora, faltando ainda 55 vagas para a Câmara Federal a serem definidas, os democratas “tomaram” 27 cadeiras na Câmara antes ocupadas pelos republicanos. Isto foi uma derrota histórica: em alguns lugares, há mais de 40 anos ou, às vezes, quase um século, as vagas de senador e deputado eram ocupadas por republicanos, principalmente homens.


Até o momento, as apurações indicam que os democratas já conquistaram 231 cadeiras na Câmara Federal e as projeções indicam que poderão chegar a 263 cadeiras, nada menos do que 91 a mais do que os republicanos, que nesta legislatura têm uma maioria com mais de 16 cadeiras. Esses números demonstram o tamanho da vitória da onda azul e da derrota do vermelho (esta é a cor dos republicanos aqui nos EUA, sem qualquer referência à onda vermelha no Brasil, onde a direita e, principalmente, a extrema direita tanto abomina a cor vermelha).


Além desses números frios, esta onda azul, que está trazendo esperança principalmente para os pobres, excluídos, imigrantes, principalmente os latinos, e a classe média baixa, que estão sentindo os impactos negativos das políticas do governo Trump, como as medidas repressivas em relação à imigração, as tarifas que contribuem para a elevação do preço dos alimentos, dos combustíveis, da energia e outros produtos importados, principalmente, gerando inflação e outros problemas econômicos, foram os dois principais motivos para esta mudança histórica no panorama eleitoral e político aqui nos EUA.


Apenas para se ter uma ideia, nas eleições de 2024, Trump recebeu em torno de 45% dos votos dos latinos e agora este apoio aos candidatos republicanos ao Senado e à Câmara Federal caiu para aproximadamente, apenas, 20%.


Outros dados interessantes e importantes em termos de futuro. Os candidatos democratas receberam 70% dos votos dos jovens; 61% dos homens, 70% dos latinos e 88% dos negros, demonstrando que a insatisfação dos eleitores com a situação atual está bem clara.


Alguns resultados podem ser considerados emblemáticos, como a vitória da 1ª governadora de origem latina no Texas e também a vitória de Talarico para representar o Texas no Senado, pondo fim à hegemonia dos republicanos naquele estado por mais de 30 anos.


O caso do Texas também representou a derrota de Elon Musk, trilionário influente na política americana, através de seus financiamentos bilionários para as campanhas derrotadas ao governo e ao Senado no Texas. Só naquele estado, este megaempresário “investiu” mais de 274 milhões de dólares e mais de 74 milhões em outros estados.


Tanto Talarico, senador eleito, quanto Gina Hinojosa já disseram publicamente que irão investigar os contratos e benefícios fiscais concedidos pelo governo do Texas às empresas de Musk e também os concedidos pelo governo Trump/governo federal.


Outros fatos emblemáticos foram o aumento de eleitos para o Senado, Câmara Federal e governos estaduais por negros/negras: em cinco estados, sendo que, na Geórgia, foi eleita uma mulher negra para governadora pela primeira vez na história daquele estado. Da mesma forma, também houve aumento de cargos eletivos ocupados por mulheres, jovens e representantes de minorias como LGBTQIA+, indígenas e muçulmanos.


O Novo México elegeu, pela primeira vez, uma governadora indígena. Isto representa um dos maiores feitos para este grupo populacional que, ao longo da história, tem sofrido muito e, aos poucos, tem reconquistado direitos e dignidade.


No Estado de Michigan, por exemplo, foi eleito o primeiro senador muçulmano na história dos EUA. El Sayed lutou primeiro dentro do Partido Democrata e venceu uma candidata que, após ser derrotada no partido, passou a apoiar e a financiar o candidato republicano, mas, mesmo assim, ele saiu-se vencedor, fazendo história.


Como essas, existem inúmeras outras histórias de candidatos e candidatas democratas que estão fazendo história, com uma visão mais democrática e voltada para políticas públicas voltadas para as camadas menos aquinhoadas deste país, onde, diferente do que muitos imaginam, existem desigualdades, injustiças, fome e exclusão e também violência.


Antes das eleições, o Partido Republicano tinha 26 governadores e os democratas, apenas 24. Com as eleições de ontem, o Partido Democrata já elegeu 28, podendo eleger dois outros que ainda estão em apuração, atingindo 30 governadores, restando aos republicanos apenas 20. Aqui cabe uma observação: a maioria, quase absoluta, dos estados “maiores” em peso econômico (PIB etc.) e em população, como Califórnia, Texas, Flórida, Nova York, Geórgia, Ohio e outros mais, nos próximos anos, serão governados pelo Partido Democrata e isto tem um peso, ao lado do Congresso, na disputa presidencial em 2028.


Para termos uma ideia do peso dos Estados, tanto na economia americana quanto na população e os impactos disso nas eleições, a realidade atual é que os dez estados com os maiores PIBs (produto interno bruto), que, em conjunto, somam 17 trilhões de dólares ou 92 trilhões de reais, todos são governados pelo Partido Democrata.


Esses estados são: Califórnia, Texas, Nova York, Flórida, Illinois (o estado de Barack Obama, primeiro e único negro a chegar a presidente do país), Pensilvânia, Ohio, Geórgia, Washington (estado) e Nova Jersey.


Tanto pelas análises de especialistas quanto pelos pronunciamentos de eleitos, um dos impactos desta onda azul de esperança é que diversas investigações sobre o governo Trump poderão “estourar” nos próximos dois anos, inclusive suspeitas de práticas de corrupção e algumas definições políticas e estratégicas consideradas errôneas e contrárias aos interesses nacionais do país.


Finalmente, um outro impacto precisa ser mencionado, em relação à questão do avanço da direita e extrema direita mundial, com destaque para a situação da América Latina, onde os EUA têm apoiado a eleição de governos conservadores, de direita ou extrema direita. Com este novo rumo da correlação de forças entre a Casa Branca, o Congresso e a maioria dos governadores e prefeitos das maiores cidades, com certeza haverá uma redução deste apoio vindo da Casa Branca.


Enfim, novas áreas, novos tempos, novos ventos começam a soprar ao redor dos EUA. Isto representa esperanças renovadas para a democracia, o multilateralismo e o fortalecimento da diplomacia e do diálogo como fundamentos da geopolítica mundial.

 

*Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em Sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro Oeste. E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.; Instagram @profjuacy

Quarta, 04 Novembro 2026 10:47

 

 

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso – Seção Sindical do Andes Sindicato Nacional (Adufmat-Ssind) protocolou, na manhã desta quarta-feira, 04/11, sob o número 23108.092130/2026-13, um requerimento de revisão da orientação de férias emitida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A intervenção do sindicato ocorre após reclamações da categoria sobre a determinação do Ofício-Circular nº 17/2026/PROGEP, que estabelece o início da primeira parcela das férias de 2027 para o dia 02/01, um sábado.

A solicitação tem como base o Parecer Jurídico e a Nota Técnica elaboradas pela Assessoria Jurídica da entidade a pedido da Diretoria. Segundo as análises, a escolha compulsória de um dia de repouso semanal para o marco inicial do descanso anual prejudica o aproveitamento efetivo das férias e desrespeita as garantias constitucionais de proteção à saúde e ao repouso do trabalhador público. A assessoria destaca que a justificativa da PROGEP, baseada no prazo de fechamento da folha de pagamento, não explica a necessidade concreta de fixar o início em um final de semana.


Os documentos destacam, ainda, que os professores do Magistério Federal têm direito legal a 45 dias de férias anuais (Art. 36 da Lei nº 12.772/2012). Assim, de acordo com a Assessoria Jurídica do sindicato, a imposição de início das férias num sábado afetaria os princípios de legalidade, razoabilidade e proporcionalidade do Direito Administrativo.


O documento protocolado pelo sindicato nesta quarta-feira solicita a alteração geral da norma junto à Reitoria. Além disso, a Adufmat-Ssind orienta as professoras e professores a registrarem seus pedidos no sistema “SouGov” que, havendo discordância com a data inicial no final de semana, formalizarem requerimento individual via SEI, solicitando a alteração para o primeiro dia útil seguinte à data e exigindo resposta por escrito da administração.

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Terça, 03 Novembro 2026 17:03

 

 

O Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais (GTPE) da Adufmat-Ssind convida docentes, estudantes, técnicos-administrativos e toda a comunidade de educação de Mato Grosso para uma reunião ampliada sobre o Plano Estadual de Educação (PEE) 2026-2030. A atividade será realizada nesta sexta-feira, 06/11, às 16h, no auditório do sindicato, localizado no campus Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

O encontro será um espaço de debate coletivo sobre o texto-base do Plano Estadual de Educação de Mato Grosso, reunindo preocupações, avaliações e reflexões sobre as propostas apresentadas e seus impactos para a educação pública no estado.

 

A iniciativa busca fortalecer a participação da comunidade educacional na discussão das políticas públicas para a educação mato-grossense e contribuir para a organização da luta em defesa de uma educação pública, gratuita, democrática, de qualidade e socialmente referenciada.

 

A participação de todos é de fundamental importância. 

 

 

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

 

Terça, 03 Novembro 2026 16:48

 

 

Sindicato Nacional cobra investigação de práticas antidemocráticas e responsabilização por atos de violência política; governo contabiliza 10 mortes e 47 vítimas no processo eleitoral

 

O ANDES-SN divulgou, nessa quarta-feira (28), uma nota de repúdio às práticas antidemocráticas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e aos episódios de violência política praticados por sua base de apoio durante a reta final e após as eleições presidenciais de 2026. O documento também condena a ida do candidato derrotado aos Estados Unidos, em meio a denúncias de ataques ao processo democrático e à soberania nacional, após a vitória da chapa Lula-Alckmin, eleita para governar o país entre 2027 e 2030.

 

Na nota, encaminhada às seções sindicais por meio da Circular nº 441/2026, a diretoria do Sindicato Nacional denuncia a escalada de violência promovida por apoiadores do bolsonarismo e critica a postura de Flávio Bolsonaro diante do resultado das urnas. A entidade ressalta que a saída do senador do país, após a derrota eleitoral, ocorre em um contexto de tentativas de deslegitimar o pleito e a vontade popular.
 

O ANDES-SN também relembra que a violência política e os atentados às instituições públicas de ensino, que marcaram as eleições de 2018, voltaram a ocorrer em 2026. Entre os casos citados estão os assassinatos do mestre de capoeira Moa do Katendê, em Salvador (BA), em 2018, e do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, em Santos (SP), durante o processo eleitoral deste ano. Segundo a entidade, ambos foram vítimas de crimes cometidos por apoiadores do bolsonarismo.

 

O documento denuncia ainda episódios de racismo, agressões contra integrantes das comunidades acadêmicas e tentativas de dificultar o acesso de eleitoras e eleitores às urnas no segundo turno, realizado em 25 de outubro. A entidade também critica manifestações de empresários e parlamentares da extrema direita que passaram a defender, nas redes sociais, a demissão de trabalhadoras e trabalhadores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Nós, do ANDES-SN, repudiamos todas as ações de violência e ataques ao povo brasileiro, como uma ação revanchista do bolsonarismo no país. Solidarizamo-nos com todas as pessoas vítimas de violências durante o processo eleitoral e que ousaram enfrentar o fascismo! Não permitiremos que a sanha fascista comande o país novamente!”, afirma o Sindicato Nacional.

 

A entidade exige a apuração das denúncias contra Flávio Bolsonaro e a responsabilização de todos os envolvidos em crimes contra a classe trabalhadora e a democracia brasileira. “Quem não deve, não teme! Pela imediata deportação de Flávio Bolsonaro! Fascistas não passarão!”, conclui a nota da Diretoria do Sindicato Nacional.

 

10 mortes por violência política


No mesmo dia da divulgação da nota do ANDES-SN, o governo federal anunciou medidas para investigar os episódios de violência política registrados durante e após as eleições presidenciais. Um levantamento inicial da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério da Justiça e Segurança Pública identificou 45 ocorrências, com 47 vítimas, entre elas 10 pessoas assassinadas, incluindo três indígenas.

 

De acordo com o governo, os casos se intensificaram após a divulgação do resultado eleitoral e incluem agressões físicas, espancamentos, esfaqueamentos, atropelamentos intencionais, disparos de armas de fogo, abuso de autoridade e violência policial. Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior número de ocorrências.

 

O Ministério da Justiça também investiga denúncias de crimes eleitorais, racismo, violência política de gênero e disseminação de discursos de ódio nas plataformas digitais.

 

Diante da gravidade dos episódios, o governo anunciou a articulação de investigações com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e os órgãos estaduais de segurança pública. As medidas incluem a identificação e a responsabilização dos autores dos crimes, além da apuração de denúncias envolvendo agentes públicos.

 

Violência contra povos indígenas

 

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou, nessa quinta-feira (29), a criação de uma força-tarefa federal para receber e apurar denúncias de violência e intimidação contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul. A medida ocorre após a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) identificar mais de 30 denúncias de ataques durante o período eleitoral. A entidade encaminhou uma carta ao presidente Lula cobrando medidas urgentes de proteção às comunidades e avanços na demarcação de terras indígenas.

 

Entre os casos denunciados estão atropelamentos, ameaças de morte e suspeitas de envenenamento da água consumida pelas comunidades. Em Tacuru (MS), um servidor público municipal foi afastado após a circulação de um áudio com ameaças de contaminação da água distribuída por caminhões-pipa. Na mesma cidade, um incêndio destruiu, nessa quinta-feira (29), uma casa de reza da comunidade Guarani Kaiowá. Há suspeita de intolerância religiosa.

 

Acesse aqui a Circular nº 441/2026

 

 

Fonte: Andes-SN 

Sexta, 30 Outubro 2026 15:54

 

 

Informamos que, devido ao feriado de 02/11, não haverá expediente na sede e subsedes da Adufmat-Ssind. O atentimento será normalizado na terça-feira, dia 03/11.

Agradecemos pela compreensão. 

 

Adufmat-Ssind 

Sexta, 30 Outubro 2026 14:07

 

 

Em mais uma investida para adiar o acesso da categoria a seus direitos, a Procuradoria Federal ligada à Advocacia-Geral da União (AGU) que atua na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ingressou com recurso contra a decisão judicial favorável a 109 professores da instituição no processo dos 3,17% (URV). De acordo com a Assessoria Jurídica responsável pelo caso, o recurso contesta a decisão da 1ª Vara Federal Cível de Mato Grosso, que havia homologado os cálculos e determinado a liberação dos valores referentes ao reajuste. Com essa nova apelação, o processo “subirá” para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília.

 

A atitude da Procuradoria reforça um histórico de entraves criados pela representação jurídica da universidade, que busca protelar o acesso dos docentes aos seus proventos. A ação, motivada pelas perdas salariais da conversão da moeda na década de 1990, arrasta-se há anos na fase de execução devido a frequentes questionamentos de cálculos por parte do ente público. Desta vez, a autarquia volta a alegar excesso nos valores aprovados e pede o bloqueio da expedição das ordens de pagamento.

 

Atenta a mais essa manobra para delongar a efetivação da reparação salarial, a Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind) reafirma que segue vigilante e atuante na defesa da categoria, acompanhando os desdobramentos e trabalhando para o fortalecimento da organização e mobilização docente por meio do sindicato, pois somente a luta é capaz de garantir o respeito às conquistas históricas e possíveis avanços.

 

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind 

Sexta, 30 Outubro 2026 14:03

 

 

Na semana que marcou o Dia da Servidora e do Servidor Público (28), o ANDES-SN, em conjunto com a Fasubra e o Sinasefe, realizou a Jornada de Lutas da Educação Federal. Entre os dias 26 e 30 de outubro, foram realizadas diversas atividades em Brasília (DF). A mobilização teve como eixos a defesa do sindicalismo classista, a cobrança pelo cumprimento integral dos acordos de greve firmados com o governo federal em 2024 e a pressão sobre o Congresso Nacional por pautas da categoria.

 

Durante a Jornada, docentes foram ao Congresso dialogar com parlamentares. Foto: Eline Luz/ Imprensa ANDES-SN

 

A programação teve início na segunda-feira (26) com a reunião da Comissão Nacional de Mobilização (CNM) no Auditório Marielle Franco, na sede do ANDES-SN. Na ocasião, a comissão organizou as ações da semana e debateu a articulação pela aprovação do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 12/2026, derivado da Medida Provisória (MP) nº 1.375/2026, referente à indenização de fronteira para o funcionalismo público.

 

Maria do Céu de Lima, 3ª tesoureira do ANDES-SN, destacou que a Jornada de Lutas teve como preocupação demandas importantes para as bases da Educação Federal. “Reafirmamos a necessidade do cumprimento dos acordos e a importância da valorização dos servidores e servidoras públicas da Educação Federal”, disse.

 

Ato no MGI

 

Na manhã de terça-feira (27), as trabalhadoras e os trabalhadores da educação realizaram um ato em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A manifestação cobrou o cumprimento integral do Termo de Acordo nº 10/2024, relativo à carreira docente, e do Termo de Acordo nº 11/2024, referente às e aos servidores técnico-administrativos em educação.

 

Docentes cobraram o cumprimento integral do Acordo de Greve de 2024. Foto: Isa RT / Imprensa ANDES-SN

 

Liberdade sindical

 

Como marco do Dia de Luta do Sindicalismo Classista, na terça-feira (27), às 18h, as entidades promoveram o painel “Em Defesa do Sindicalismo Classista”, no Auditório Marielle Franco na sede do Sindicato Nacional, com transmissão ao vivo pelo canal do ANDES-SN no YouTube.

 

Durante o painel foram denunciadas tentativas de cerceamento da organização dos trabalhadores e das trabalhadoras, especialmente no âmbito do serviço público. Em sua fala, Caroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN, destacou as ameaças e violências de grupos da extrema direita, contra as comunidades acadêmicas, que se intensificaram no período eleitoral.

 

A diretora do ANDES-SN denunciou que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e o Partido Novo acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa de Lula, entidades e dirigentes sindicais. Sob o pretexto de irregularidades eleitorais, tais ações questionam a atuação sindical nas universidades públicas, ameaçando a liberdade de expressão, a autonomia das entidades e o direito de organização da categoria. 

 

Durante a atividade, foi anunciado o trânsito em julgado da decisão judicial que anulou o registro sindical da Federação Proifes. A assessoria jurídica do ANDES-SN informou que a União desistiu do recurso, tornando definitiva a anulação da entidade cartorial que atuava para enfraquecer as greves e assinar acordos ilegítimos à revelia das assembleias de base.

 

"Tomar partido não é rifar o sindicato para partido político, governos ou reitorias. Tomar partido é uma decisão política, uma ousadia para defender tanto a universidade pública, os serviços públicos, o funcionalismo público e a nossa liberdade democrática que estava correndo um risco muito grande", ressaltou Caroline. 

 

Assista aqui ao painel

 

Avanço no Congresso

 

No Congresso Nacional, a mobilização contou atuação da Comissão Nacional de Mobilização e da diretoria do ANDES-SN. As e os docentes visitaram gabinetes de parlamentares, para pressionar pela aprovação de pautas de interesse das categorias. 

 

Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

 

Durante as atividades, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram a MP nº 1.375/2026 (PLV nº 12/2026), que amplia a indenização por atuação em localidades estratégicas de fronteira e na Amazônia Legal de R$ 91 para R$ 191 por dia de trabalho. A medida atende a uma reivindicação histórica do ANDES-SN e do seu Grupo de Trabalho de Multicampia e Fronteira (GT Multi-Front), contemplando docentes e técnico-administrativos em educação. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Nesta semana, tivemos a conquista da indenização de fronteira, fruto do esforço do ANDES-SN, da sua Comissão Nacional de Mobilização e das seções sindicais que vieram à Brasília, atendendo o nosso chamado. Essa conquista é fundamental para a fixação de professoras e professores nas regiões de fronteira e na Amazônia Legal. E o trabalho que fizemos durante essa semana foi pressionar o Congresso Nacional, para que a gente conseguisse garantir a vitória, tanto na Câmara Federal quanto no Senado da República. Agora, esperamos a sanção do presidente da República para poder, a partir de 2027, usufruir do direito da indenização de fronteira”, contou André Martins, 2º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul e da coordenação do GT Multicampia e Fronteira do ANDES-SN.

 

ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe em reunião no MEC. Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

 

Na tarde de quinta-feira (29), dirigentes do ANDES-SN, Fasubra e Sinasefe se reuniram com representantes do Ministério da Educação, para cobrar que o MEC pressione a Casa Civil e o MGI para a sanção e imediata aplicação das novas regras da indenização de fronteira. “Nós nos preocupamos também em dialogar com o governo, porque nós entendemos que é importante a contribuição do MEC para a implementação da medida provisória”, explicou Maria do Céu. A diretora acrescentou que é fundamental que a categoria siga acompanhando a pauta para que essa conquista se traduza em direitos efetivos. 

 

A Jornada de Lutas encerrou-se nesta sexta-feira (30), com reunião de avaliação e entrega de relatório da Comissão Nacional de Mobilização.

 

Fonte: Andes-SN 

Sexta, 30 Outubro 2026 12:07

 

 

O 45º Congresso do ANDES-SN será realizado entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2027, em Curitiba (PR). Com o tema central “Nas escadarias com o pulsar das resistências coletivas: o ANDES-SN na luta contra a extrema direita e a austeridade neoliberal”, o encontro ocorrerá no Setor de Educação Profissional e Tecnológica da Universidade Federal do Paraná (SEPT/UFPR). A convocação foi divulgada pela diretoria do Sindicato Nacional nesta quinta-feira (29), por meio da Circular nº 442/2026.

 

 

Instância máxima de deliberação da categoria docente organizada no ANDES-SN, o Congresso reunirá representantes das seções sindicais de todo o país para debater a conjuntura política, os desafios da educação pública e as estratégias de organização e luta do movimento docente. O evento será organizado pela Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR – Seção Sindical do ANDES-SN).

 

Durante os cinco dias, as e os participantes se reunirão em plenárias e grupos de trabalho para discutir quatro temas: I – Conjuntura e Movimento Docente; II – Planos de Lutas dos Setores; III – Plano Geral de Lutas; e IV – Questões Organizativas e Financeiras.

 

Caderno de Textos

 

As seções sindicais e docentes sindicalizados e sindicalizadas poderão encaminhar contribuições para o Caderno de Textos do 45º Congresso até o dia 15 de dezembro de 2026. Os materiais deverão ser enviados exclusivamente para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">'+addy_text65336+'<\/a>'; //--> .

 

O Caderno de Textos reúne propostas e análises que subsidiam os debates e as deliberações do Congresso, contribuindo para a construção coletiva das políticas e dos planos de luta do Sindicato Nacional.

 

Credenciamento

 

O credenciamento para o 45º Congresso será realizado previamente, de forma digital, entre 29 de outubro e 28 de dezembro de 2026. A documentação deverá ser encaminhada exclusivamente por meio de formulário eletrônico enviado às Secretarias. 

 

Materiais de divulgação

 

O ANDES-SN também disponibilizou, às seções sindicais, as artes digitais do 45º Congresso. O material será atualizado continuamente, conforme novos formatos forem produzidos, e poderá ser utilizado na divulgação do evento.

Não haverá produção de cópias impressas dos materiais pelo Sindicato Nacional para distribuição às seções sindicais.

Para mais informações sobre o Congresso, consulte a Circular nº 442/2026.

 

Fonte: Andes-SN 

Sexta, 30 Outubro 2026 08:53

 

 

Embora o texto ainda precise de definições do MGI e sanção da Presidência da República, a expectativa é que docentes e servidores técnicos-administrativos de Mato Grosso possam obter o direito

 

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram, nos dias 28 e 29/10, respectivamente, a Medida Provisória (MP) nº 1.375/2026, que amplia o número de categorias do serviço público federal contempladas com a indenização por atuação em localidades estratégicas de fronteira, incluindo as carreiras das universidades federais. De acordo com o texto, o benefício também terá o valor reajustado de R$ 91 para R$ 191 por dia efetivo de trabalho e poderá ser estendido a servidores lotados em municípios da Amazônia Legal.

 

Além de uma reivindicação histórica da categoria, a movimentação é fruto de organização e mobilização dos servidores, que têm grande acúmulo em torno deste debate e esta semana cumprem uma intensa agenda de atividades em Brasília.

 

Apesar de necessitar, ainda, de algumas definições, que serão feitas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), além da sanção da Presidência da República para se tornar lei, a expectativa é de que docentes e servidores técnico-administrativos de Mato Grosso também sejam beneficiados.

 

A coordenadora do GT Multicampia e Fronteira da Adufmat-Ssind, Ana Paula Sacco, acredita que a inclusão de Mato Grosso é legítima. “A ideia não é colocar o estado em disputa com regiões como o interior do Amazonas, que claramente enfrenta isolamentos muito mais severos, nem priorizar uma região sobre a outra, mas garantir a isonomia e o direito territorial. Mato Grosso integra a Amazônia Legal e possui uma ampla faixa de fronteira. Como o objetivo da indenização é enfrentar as distorções regionais, contemplar o nosso estado é uma questão justa”, destaca.

 

Para Sacco, a reivindicação reflete o fato de que a interiorização pelo Reuni não se consolidou estruturalmente, por isso a realidade dos campi fora de sede é de precarização e isolamento, distância de grandes centros de saúde e educação e, muitas vezes, longe da rede de apoio familiar.

 

“Além do impacto individual e da fixação do professor nessas localidades, precisamos pensar no papel político, social, ambiental e cultural da universidade pública no interior de Mato Grosso. Ter uma universidade pública no interior é ter um polo de resistência. Ela contrapõe o avanço de setores hegemônicos que promovem a degradação ambiental e humana, atuando em defesa da soberania, do desenvolvimento humano e da proteção dos povos originários e das comunidades tradicionais, podendo estabelecer uma parceria com esses povos para trocar saberes e cumprir seu papel social”, afirma.

 

A docente destacou ainda a importância da existência de sindicatos fortes nos interiores, junto às categorias de trabalhadores, para organizar a categoria e a própria classe. “Fortalecer a classe trabalhadora também significa construir uma universidade popular, com uma educação voltada para os trabalhadores e seus filhos”.

 

Mobilização

 

Para a professora Gleyva Simões, que está na mobilização em Brasília esta semana, a agenda teve fundamental importância para o avanço da demanda. “O trabalho realizado foi de sensibilização dos parlamentares, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Houve uma organização para visitar, no dia 27, os parlamentares da Câmara e, no dia 28, os senadores. Essa mobilização é resultado de um trabalho anterior, que começou com os grupos de trabalho, a organização dos sindicatos e as discussões sobre o direito à indenização de fronteira. O tema foi debatido internamente nas seções sindicais e em espaços promovidos pelo ANDES-Sindicato Nacional, inclusive em Dourados, durante o último encontro da Regional Pantanal”, afirma.

 

De acordo com Simões, a organização e mobilização permitiu uma discussão permanente sobre o tema e contribuiu para o alcance dessa conquista, inclusive em diálogos realizados com outras categorias do serviço público federal, além do próprio governo e parlamentares.

 

“O que percebemos nesta semana no Congresso foi que não havia polarização em torno da aprovação do Projeto de Lei de Conversão 12/2026 (PLV), originado pela MP 1.375/2026. Bancadas e lideranças partidárias de direita, de esquerda, da oposição ao governo e da própria base governista trabalharam pela aprovação. Havia uma preocupação, porque o artigo 1º, parágrafo 5º, especificava os tipos de trabalho que poderiam receber a indenização de fronteira, mas não explicitava a categoria docente e as categorias da educação. Inicialmente, consideramos necessário solicitar a supressão da segunda parte desse parágrafo. Conseguimos que a deputada Talíria Petrone levasse o destaque à sessão na Câmara, por meio da liderança do PSOL. Embora o destaque não tenha sido aprovado, isso não teve tanto impacto, porque o mais importante era a aprovação do PLV.

 

Enquanto isso, afirma Simões, o sindicato seguirá mobilizado, mantendo uma estrutura capaz de dar continuidade ao trabalho. “A ideia é que, no próximo Congresso do ANDES-SN, por meio de um texto resolução (TR), seja discutida a possibilidade de criação de uma comissão permanente para acompanhar os desdobramentos da lei e as demais pautas do grupo de trabalho, como o adicional de atividades penosas e a progressão diferenciada”.

 

“A mobilização tem o sentido de garantir direitos, e tivemos êxito com a aprovação do projeto de lei, que agora precisa ser sancionado pela Presidência da República. Os desdobramentos incluem o retorno às bases e a continuidade do trabalho para incentivar mais docentes a se sindicalizarem, conhecerem seus direitos e participarem da organização e da mobilização necessárias para conquistar novas reivindicações”, acrescenta a professora.

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind