Quarta, 02 Setembro 2026 16:11

 

A Adufmat-Ssind torna Público o Edital de Seleção para contratação de estagiário em Ciências Contábeis, conforme especificações que seguem:

 

FUNÇÃO:

 Auxiliar na área contábil e atividades afins.
 (Sob a supervisão do setor de contabilidade)

EXEMPLOS DE ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS:


- Conferência de documentos e informações para produção de relatórios contábeis, especialmente, Balancetes de Verificação, Balanço Patrimonial, Demonstração de Fluxo de Caixa etc;

- Conciliação de contas contábeis, especialmente, Caixa e Equivalentes de Caixa.

- Atualização cadastral dos trabalhadores e trabalhadoras do sindicato;

- Elaboração de relatórios contábeis e gerenciais para a Diretoria, Conselho Fiscal e demais partes interessadas para fins de tomada de decisão e prestação de contas,respectivamente;

- Recebimento e conferência de documentação necessária para contratação dos trabalhadores e trabalhadoras da ADUFMAT;

- Gestão de documentos para a Contabilidade e consignatária junto ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPOG);

- Controle e gestão de receitas decorrentes de contribuições de sindicalizados;

- Inclusão e exclusão de sindicalizados do sistema SINDIS [Sistema de Gestão (ERP) Específico para Entidades Sindicais];

- Conferir registros contábeis para verificar sua exatidão e integridade no Sistema SINDIS;

- Conferir valor e atualização das mensalidades dos sindicalizados no sistema SINDIS;

 

2. REQUISITOS:

a) Ser graduando em Ciências Contábeis a partir do 4º semestre;

b) Desejável que saiba trabalhar com Excell e Word;

Candidaturas/Interessados: Encaminhar currículo no
e-mail abaixo até o dia 10 de setembro de 2026.

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ETAPAS DE SELEÇÃO:


1) Análise de currículo;

2) Entrevista.


Calendário:


-Recebimento de currículos: 02 a 10 de SETEMBRO de 2026;

-Divulgação do resultado da análise de currículo: 14 de setembro de 2026;

-Entrevistas com classificados: 16 a 17 de setembro de 2026

-Publicação do resultado: 18 de setembro de 2026

-contratação: A partir do dia 21 de setembro de 2026

OBS: Todas as etapas são eliminatórias e classificatórias.

Regime de trabalho: 20 horas/semanais – Turno Vespertino

Remuneração: R$1.200,00  (Bolsa + Vale Transporte)

Terça, 01 Setembro 2026 20:01

 

 

A Assembleia Geral da Adufmat-Ssind, realizada nesta terça-feira, 01/09, debateu questões jurídicas de interesse da categoria, analisou a conjuntura nacional e internacional e indicou a delegação que representará a entidade no 16º Conad Extraordinário do ANDES-SN, que ocorrerá entre os dias 13 e 15/11, em Brasília.


Entre os informes apresentados à categoria estiveram as ações da campanha de sindicalização, a decisão do Sindicato Nacional de consultar a base sobre o acordo salarial e também sobre o processo de escolha da Reitoria da UFMT, especialmente diante do fim da lista tríplice – uma demanda histórica do Movimento Docente, que continua a luta pela democracia interna das universidades.

 

Também foram divulgadas algumas informações sobre o Encontro Regional Pantanal, realizado em Dourados – MS, e sobre o tralho de preservação da memória do movimento docente, que recebeu um novo scanner profissional para auxiliar na digitalização do arquivo histórico da entidade. O equipamento chega em um momento de avanço do trabalho de organização e disponibilização do acervo fotográfico do sindicato, que reúne 2.650 fotografias produzidas entre 1978 e 2016 (saiba mais aqui).

 

Análise de conjuntura partiu da crise ambiental

 

Na análise de conjuntura, exercício fundamental para balizar os encaminhamentos posteriores, a crise ambiental foi o ponto de partida. O calor extremo, o super El Niño, as secas e os temporais no sul do país foram relacionados, pelo diretor geral da Adufmat-Ssind, Breno Santos, como expressões explícitas do projeto capitalista. “A crise ambiental é a radicalização do capital em sua busca permanente por expansão e ampliação das possibilidades de lucro”, pontuou.

 

A discussão abordou o crescente interesse do capital por recursos naturais. Nesse contexto, foi mencionada a previsão de compra de terras raras de Goiás pelos Estados Unidos e o debate sobre soberania, que permeia também o debate eleitoral. Nesse sentido, os presentes questionaram a ausência de um debate mais amplo sobre os temas, bem como os esforços para mobilização da população. “Nós estamos dentro de uma universidade localizada no estado mais quente do mundo. Quem está fazendo esse debate? Ninguém!”, provocou a professora Salete Ribeiro.

 

A superexploração dos trabalhadores do meio ambiente e dos trabalhadores em geral, duplamente prejudicados pela busca do lucro e pela expropriação de parte do salário por meio das políticas de incentivo ao crédito e a crítica à cobertura da imprensa dos temas que interessam de fato a população neste período também apareceram na análise, concluída com a avaliação de que os meios de comunicação desviam a atenção da população para discussões consideradas vazias, e que é dever do sindicato tentar subverter esse cenário.

 

Antes de finalizar o ponto de pauta, o professor Chico Peixe destacou que não existe vida sem meio ambiente e afirmou que “nós somos nossos próprios algozes”. O docente também chamou atenção para o processo de formação proporcionado pelas universidades. Diante de candidatos que defendem a privatização das universidades, avaliou que não basta oferecer boas aulas: é necessário formar profissionais conscientes da importância social do seu trabalho.

 

Ainda sobre o cenário eleitoral, os presentes falaram sobre o arcabouço fiscal e seus reflexos sobre as políticas sociais. A proposta representa uma redução ainda maior dos recursos destinados à saúde, educação, assistência social e outras áreas, colocando para a categoria a necessidade de discutir formas de mobilização e possivelmente uma nova greve, que levantou ainda o debate e sobre a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), relacionada à negociação coletiva e ao direito de greve no serviço público.

 

Ações coletivas sobre auxílio-creche e abono permanência

 

No ponto de pauta dedicado às ações coletivas da Adufmat-Ssind, foram esclarecidas questões jurídicas relacionadas a duas ações de interesse da categoria: uma referente ao auxílio-creche e outra ao abono de permanência.

 

O assessor jurídico do sindicato, Jonathas Osaka, explicou que no caso do auxílio-creche, a ação busca garantir o recebimento dos valores retroativos que foram indevidamente descontados, além da suspensão dos novos descontos. Segundo o assessor, a ilegalidade dos descontos vem sendo questionada e respaldada por jurisprudência, mas a Universidade Federal de Mato Grosso não tem realizado a suspensão pela via administrativa.

 

Diante disso, a assembleia autorizou a Assessoria Jurídica da Adufmat-Ssind a manejar as medidas administrativas e judiciais necessárias para obter o reconhecimento da ilegalidade do desconto do auxílio pré-escolar e buscar o pagamento dos valores retroativos.

 

Da mesma forma, o advogado falou sobre a ação que envolve o cálculo do abono de permanência, que vem sendo feito de forma equivocada.

 

Segundo Osaka, como o abono de permanência é devido ao servidor que já cumpriu os requisitos para aposentadoria, mas permanece em atividade, a partir do preenchimento dos requisitos para aposentadoria, o servidor deixa de ter a obrigatoriedade de recolher a contribuição previdenciária. Assim, a universidade tem descontado mais do que deveria quando calcula 1/3 de férias e 13º salário.

 

“A análise realizada pela assessoria jurídica da Adufmat-Ssind, a partir de centenas de fichas financeiras, identificou que a UFMT, na maioria dos casos analisados, cumpre o percentual adequado ao cálculo do 13º salário, mas não no cálculo do 1/3 das férias”, afirmou.

 

Por isso, a assembleia também autorizou a Assessoria Jurídica a administrar ação coletiva que obrigue a UFMT a adequar os cálculos.

 

Caso a ação resulte em decisão favorável, e somente depois disso, será necessária a apresentação de documentação pelos docentes, incluindo fichas financeiras atualizadas.

 

O advogado reforçou o alerta contra possíveis golpes relacionados às ações judiciais. A orientação é que os sindicalizados não atendam a solicitações ou cobranças relacionadas aos processos antes de um comunicado oficial da Adufmat-Ssind, nos canais oficiais da entidade. Quando houver sentença ou decisão que demande alguma providência dos interessados, o sindicato fará comunicação oficial à categoria com as orientações necessárias.

 

Delegação para o 16º Conad Extraordinário

 

Ao final, a assembleia discutiu a participação da Adufmat-Ssind no 16º Conad Extraordinário do ANDES-SN, que será realizado entre 13 e 15/11, em Brasília.

 

O evento terá como tema central “Fortalecer o ANDES-SN: questões organizativas, administrativas, políticas e financeiras em debate” e terá como objetivo aprofundar discussões sobre o chamado “Tema IV” nos congressos e conselhos - questões financeiras, administrativas, organizativas e políticas do Sindicato Nacional.

 

Após os esclarecimentos sobre o funcionamento do encontro, foram indicados para compor a delegação da Adufmat-Ssind os professores Breno Santos (indicado pela diretoria, como delegado) e Lélica Lacerda, Waldir Bertúlio, Einstein Aguiar e José Domingues de Godoi (como observadores).

 

As contribuições para o Caderno de Textos deverão ser encaminhadas para a   Secretaria do Andes-SN até 20/09.

 

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

Sexta, 28 Agosto 2026 17:43

 

A Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD) da Adufmat-Ssind concluiu, em julho deste ano, o trabalho de organização, classificação e digitalização de seu acervo fotográfico. O procedimento, realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa Educação e Memória (GEM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) permitirá, agora, o lançamento de dois catálogos inéditos que contam a história do sindicato por meio de 2.650 fotografias impressas, produzidas entre os anos de 1978 e 2016.

 

A coordenadora do CPAD, professora Maria Adenir Peraro, explica que, até então, o portal público de Gestão Documental da ADUFMAT (acesse aqui) tinha disponibilizado o Plano de Gestão Documental de 2019, resultado do acondicionamento de 388 caixas de documentos físicos em papel no Arquivo Central. A grande inovação é o tratamento arquivístico especificamente voltado à memória visual do movimento docente.

 

“A realização deste trabalho veio culminar em dois formatos de digitalização do acervo fotográfico e na elaboração de dois catálogos:  um sumário e o outro mais explicativo/analítico. O sumário resultou na digitalização das fotos com a ficha catalográfica manual, e segue o mesmo formato das fotos que se encontram nas pastas suspensas do armário de aço do Arquivo Central da Adufmat-Ssind; o analítico resultou na digitalização do acervo de fotos com uso de verbetes próprios, gerados pelo programa TROPY”, explica a docente.


Riqueza do Acervo e etapas de preservação


O Acervo da Adufmat-Ssind retrata momentos fundamentais dos 48 anos de lutas do sindicato. Entre os registros recuperados e agora acessíveis estão imagens das assembleias, congressos do Andes-SN (como os realizados em Cuiabá em 1992 e 2017), comandos de greve, posses das primeiras diretorias, da construção da sede (a famosa oca), festas, comemorações, entre outros.

 

Para garantir a longevidade física das imagens originais, a equipe seguiu uma metodologia rigorosa, indicada pelo próprio Manual de Gestão de Documentos Andes – Sindicato Nacional. As fotos foram cuidadosamente removidas de álbuns antigos e realocadas em envelopes individuais de papel pardo, e o processo contou com a colaboração de funcionários e professores, tanto da ativa quanto aposentados, cujos depoimentos ajudaram a identificar dezenas de imagens das décadas de 1980 e 1990 que estavam sem qualquer tipo de legenda ou data.

 

Devido ao grande volume de dados e para facilitar a consulta dos pesquisadores, os catálogos foram estruturados e divididos em partes, em formato PDF, e organizadas por ordem alfabética dos eventos. Com a publicação digital do material, a CPAD espera expandir as pesquisas sobre a história e as conquistas do movimento docente local e nacional. No entanto, a comissão destaca que a reprodução das imagens só poderá ser feita mediante a assinatura prévia do Termo de Direitos de Uso e Reprodução de Imagem.

 

Recentemente, o sindicato adquiriu um scanner de mesa superior, indicado para a digitalização de fotografias, livros, documentos e materiais encadernados. O equipamento, de nome CZUR ET18 Pro, permite realizar digitalizações de forma rápida, sem a necessidade de desmontar ou pressionar os documentos, além de oferecer recursos de correção automática de páginas, corte, reconhecimento de texto (OCR) e diferentes formatos de arquivo. Para o acervo fotográfico, a ferramenta vai facilitar, ainda, a produção de cópias digitais para preservação e consulta, contribuindo para a organização, catalogação e acesso ao patrimônio documental da Adufmat-Ssind.


Além da professora Maria Adenir, também fazem parte da CPAD os docentes Adriana Queiroz do Nascimento Pinhorati (GEO/UFMT), Einstein Lemos de Aguiar (FACC/UFMT), Maria Clara Vieira Weiss (ISC/UFMT), Nilza de Oliveira Sguarezzi (IE/UFMT) e Iva Ferreira Gonçalves (ICHS/UFMT), além da arquivista Daniely Durão Moura e da estagiária Giovana Oliveira.

 

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Sexta, 28 Agosto 2026 09:08

 

O ANDES-SN lança, no dia 16 de setembro, o documentário “Educação e Ciência por um Brasil que dá certo”. Com direção de André Manfrim, o filme será exibido às 17h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH/USP (Campus Butantã). Posteriormente, será lançado regionalmente em outras cinco capitais.


A obra é uma iniciativa da Campanha “Lutar não é Crime!”, do Sindicato Nacional, para combater a avalanche de ataques da extrema direita e das políticas de austeridades dos sucessivos governos à educação superior e à ciência públicas e para reforçar o papel fundamental de ambas na transformação da realidade brasileira. O filme conta com a participação de lideranças estudantis e sindicais, personalidades públicas e com o depoimento de brasileiras e brasileiros, cujas vidas são impactadas, cotidianamente, pelo ensino superior e pela ciência.


“O documentário pretende ser um instrumento contra a desesperança alimentada pela extrema direita e pelo realismo cínico de quem só defende cortes. Queremos chamar a atenção da população brasileira para a esperança, para a defesa desses patrimônios nacionais tão importantes para nossa classe trabalhadora, que são as instituições de ensino e pesquisa públicas”, explicou o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça. Ele conclama todas as seções sindicais a organizarem sessões para exibição do documentário, para dar ampla divulgação ao filme.


Dados da educação e ciência públicas


Mais de 95% da produção científica brasileira provém das Universidades públicas. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), quatro das seis maiores requisitantes de patentes no país são universidades públicas.


De acordo com estudos baseados no Censo da Educação Superior, a presença de estudantes negros e negras nas Universidades públicas brasileiras cresceu mais de 22%, nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% do total de matrículas. Atualmente, 64,7% dos estudantes das Universidades públicas vieram, integral ou majoritariamente, de escolas públicas; 70,1% dos estudantes pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário-mínimo.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo, em comparação com quem cursou apenas o ensino médio. Trabalhadoras e trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aquelas e aqueles com apenas ensino médio. Os dados demonstram o que o documentário reforça: a Educação e Ciência públicas são fundamentais para o Brasil dar certo.


Serviço:

EDUCAÇÃO E CIÊNCIA POR UM BRASIL QUE DÁ CERTO

Documentário. 2026. Direção: André Manfrim. 25’ min.

Uma produção ANDES-SN e Cajuína Filmes


Lançamento Nacional:


16 de setembro (quarta-feira), às 17h, na FFLCH/USP – Anfiteatro de Geografia – Campus Butantã

Lançamentos regionais (locais e horários a serem confirmados):

17/09 – Rio de Janeiro (RJ)

23/09 – Brasília (DF)

24/09 – Salvador (BA)

30/09 – Manaus (AM)

07/10 – Curitiba (PR)

 

Fonte: Andes-SN 

Terça, 25 Agosto 2026 17:21

 

 

Entre os dias 21 e 23, docentes do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN participaram de reunião em Brasília (DF), para discutir as diversas pautas da categoria e apontar os próximos passos para a mobilização. Temas como a campanha salarial para 2027, o Projeto de Lei 1893/2026 e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foram abordados durante o último final de semana.

Fotos: Dannyel Simões / Imprensa ANDES-SN


Após amplos debates, o Setor das Ifes indicou a realização de assembleias para subsidiar e direcionar a participação do ANDES-SN no Grupo de Trabalho sobre a democratização das universidades e institutos federais. O assunto foi discutido no domingo (23), último dia de reunião.


Debates conjuntos


O encontro teve início na noite de sexta-feira (21), com o lançamento do “Caderno 29 - Memória e Luta: só o ANDES-SN nos representa”. A atividade foi realizada em conjunto com docentes do Setor das Instituições de Ensino Superior Estaduais, Municipais e Distrital (Iees, Imes e Ides) e do Grupo de Trabalho de Organização Sindical das Oposições (GTO), que também estavam em Brasília (DF) para reuniões específicas.


“Foi um momento de resgate da história do ANDES-SN, de sua concepção sindical e de seus princípios, a partir da luta contra práticas divisionistas e contra os ataques que o Sindicato Nacional tem enfrentado há quase duas décadas”, contou Daniele Cunha, 1ª vice-presidenta da Regional Rio Grande do Sul e da coordenação do Setor das Ifes do ANDES-SN. Após o lançamento do Caderno 29, as e os participantes debateram a construção de um dia nacional de luta pelo sindicalismo classista, em articulação com a Fasubra e o Sinasefe. 

O sábado foi dedicado ao debate sobre a convenção 151 da OIT e sobre o PL 1.893/26, que propõe a regulamentação das negociações coletivas no serviço público, também juntamente com o Setor das Iees/Imes/Ides e com integrantes do GTO. “Embora se reconheça a importância de termos uma regulamentação, a discussão destacou preocupações acerca do PL e de seus substitutivos, na forma como estão apresentados. Uma das principais preocupações foi a possibilidade de associações exercerem a representação em mesas de negociação, assumindo um papel que é das entidades sindicais”, explicou a coordenadora do Setor das Ifes. 


De acordo com a diretora do Sindicato Nacional, o debate permitiu a reflexão sobre diversas questões e irá fortalecer as contribuições do ANDES-SN sobre o tema no Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), espaço que vem se dedicando à análise do PL 1.893/26. 


Ainda no sábado, conforme a professora, a reunião do Setor das Ifes tratou da campanha salarial de 2027. “Foi apontada a necessidade de diálogo no Fonasefe quanto aos índices de reajuste a serem considerados por esse fórum e quanto à construção conjunta da campanha salarial”, acrescentou.


Democratização nas IFE


A manhã de domingo foi dedicada ao debate sobre o GT criado pelo governo federal para discutir diretrizes para a regulamentação do processo de eleição nas universidades federais, em virtude da Lei 15.367/2026, que determina o fim da lista tríplice. As representantes do ANDES-SN no GT, Fernanda Vieira (secretária-geral) e Lívia Santos (1ª vice-presidenta da Regional Planalto) apresentaram relato das primeiras reuniões.


As diretoras indicaram cinco pontos a serem debatidos pelas e pelos participantes: a recondução de reitoras e reitores, a participação da sociedade civil nos processos eleitorais, o peso de cada segmento da comunidade acadêmica na votação, a possibilidade de candidatura de docentes das carreiras do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e dos Técnicos e Técnicas Administrativos em Educação (TAEs) - atualmente não previstas na legislação  e a criação de colegiado específico para organização da eleição. 


Após o debate, definiu-se que haverá uma rodada de assembleia, nas seções sindicais, para que as bases do ANDES-SN aprofundem a discussão e ofereçam mais subsídios para a atuação do Sindicato Nacional no GT. As assembleias também deverão sinalizar como a luta política deverá ser travada para garantir que os processos de eleição ocorram de forma democrática e respeitando a autonomia universitária.


“A reunião do Setor das Ifes contou com uma ampla participação de seções sindicais e de coletivos de oposição pró-ANDES-SN e se consistiu em um momento de compartilhamento e de acúmulo fundamental para que o Sindicato Nacional continue atuando no Fonasefe, no GT sobre a Democratização nas IFE e nas lutas de um modo geral, a partir do debate com suas bases e na defesa dos direitos da nossa categoria”, avaliou Daniele Cunha.

Confira o cronograma aprovado pelo GT sobre a Democratização nas IFE:

13 de agosto – reunião virtual: apresentação dos diagnósticos das entidades;

27 de agosto – reunião virtual: continuidade dos diagnósticos;

10 de setembro – reunião presencial no MEC: debate das propostas;

24 de setembro – reunião presencial no MEC: debate;

8 de outubro – reunião presencial no MEC: debate;

20 de outubro – reunião presencial no MEC: apresentação e entrega do relatório final.

 

Fonte: Andes-SN 

Segunda, 24 Agosto 2026 17:43

 

 

O programa de governo do candidato de extrema direita do Partido Liberal (PL) à presidência, Flávio Bolsonaro, propõe, entre tantos desmontes e ataques, a transferência da governança das universidades federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Para o ANDES-SN, a medida representa uma grave ameaça de privatização e subordinação da educação pública ao mercado.

Segundo Claudio Mendonça, presidente do Sindicato Nacional, a proposta atende à agenda de desmonte das instituições públicas de ensino. "O candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, inimigo da universidade pública, apresenta uma proposta que, à primeira vista, pode parecer ingênua ou até bem-intencionada, mas que é, na verdade, fruto da sanha privatista do bolsonarismo”, alerta.

Conforme o docente, a tentativa de fatiar e deslocar a gestão do ensino superior revela um profundo desconhecimento sobre o papel indissociável das universidades brasileiras na produção do conhecimento. "Essa proposta, no entanto, revela o nível de ignorância desse setor, que desconhece que, nas nossas universidades, assim como nos Institutos Federais e nos Cefets, não há dicotomia entre ciência e ensino, pois é na academia que também se produz ciência. Somos alicerçados no tripé ensino-pesquisa-extensão e nos orgulhamos de produzir uma parcela significativa da produção científica do nosso país”, explica.

Além da transferência das universidades federais para o MCTI, o programa aponta para uma reorientação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Caps) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para priorizar impactos mercantis e industriais. Propõe também aproximar universidades e empresas, sinalizando que “as instituições de ensino poderão receber recursos em troca da formação dos profissionais de que o país precisa”.

Claudio Mendonça alerta que o programa atual ressuscitar um desastroso projeto do governo anterior. “Registre-se, porém, que, no fundo, o que se tenta é ressuscitar o Future-se, programa do desastroso governo de seu pai, Jair ‘Genocida’ Bolsonaro, que buscava subordinar nossas instituições aos interesses do mercado, atacando sua autonomia e, em uma só tacada, precarizando e destruindo nossas já cambaleadas carreiras”, denuncia.

O presidente do ANDES-SN reafirma que o Sindicato Nacional continuará firme na defesa da universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada, da autonomia universitária, do tripé ensino-pesquisa-extensão e da carreira docente, combatendo toda iniciativa mercantilista que ameace o futuro da ciência e da educação públicas no Brasil.


Fonte: Andes-SN 

Quinta, 27 Agosto 2026 00:00

 

A Diretoria da Adufmat-Ssind, no uso de suas atribuições regimentais, convoca todos os sindicalizados para Assembleia Geral Odinária PRESENCIAL a ser realizada na sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes de Sinop e Araguaia:

 

Data: 01 de setembro de 2026 (terça-feira)

Horário: 13h30 (Cuiabá) com a presença mínima de 10% dos sindicalizados e às 14h, em segunda chamada, com os presentes.

 

Pauta:


1. Informes;
2. Análise de conjuntura;
3. Encaminhamentos sobre ações coletivas da Adufmat-Ssind;
4. Delegação para o 16º CONAD Extradordinário do ANDES-SN.  

A Assembleia será presencial e ocorrerá simultaneamente no auditório da sede da Adufmat-Ssind, em Cuiabá, e nas subsedes dos campi de Sinop e Araguaia.

 

 

Cuiabá, 27 de agosto de 2026

Gestão Adufmat é pra lutar!

Sexta, 21 Agosto 2026 14:33

 

O ANDES-SN se reuniu, nessa quarta-feira (19), com a Corregedoria do Ministério da Educação (MEC) para tratar de situações de perseguição, assédio e outras formas de opressão vivenciadas por docentes, técnicas e técnicos e estudantes das universidades e institutos federais e dos cefets. A reunião foi realizada no edifício anexo do MEC, em Brasília (DF), e contou com a participação do corregedor da pasta, Daniel Xavier Lara, e do corregedor adjunto, Jorge Luiz Mourão.

Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN


Pelo ANDES-SN, participaram da reunião a secretária-geral, Fernanda Maria; a 3ª vice-presidenta, Annie Hsiou; o 1º vice-presidente Regional Norte 1, Marcelo Vallina; além da Assessoria Jurídica Nacional (AJN) do Sindicato.


Durante o encontro, a diretoria do ANDES-SN apresentou o trabalho que vem desenvolvendo no enfrentamento às diferentes formas de opressão nas instituições federais de ensino, com destaque para a atuação da comissão da entidade voltada ao combate à criminalização de docentes e demais integrantes da comunidade acadêmica.


O ANDES-SN também apresentou um diagnóstico da situação, destacando o crescimento dos casos de perseguição docente, assédio institucional e outras formas de violência, além da dificuldade das administrações das instituições em solucionar essas situações. Segundo a entidade, em diversos casos, a própria atuação das administrações acaba contribuindo para a perseguição de docentes, que podem adoecer em decorrência do assédio institucional.


A secretária-geral ressaltou que o Sindicato acompanha atualmente mais de 40 casos relacionados a situações de perseguição e opressão. Conforme ela, os casos envolvem, de forma significativa, pessoas trans, mulheres e pessoas negras, evidenciando que a perseguição também é atravessada por marcadores de gênero e raça.


Fernanda Maria destacou ainda que, em alguns casos, a atuação de docentes em temas que envolvem interesses de grupos externos às instituições pode contribuir para o agravamento das perseguições. Nesse contexto, instrumentos como Investigações Preliminares Sumárias (IPS) e Processos Administrativos Disciplinares (PADs) podem acabar sendo utilizados como mecanismos de perseguição contra docentes, técnicas e técnicos e, inclusive, estudantes.


Outro ponto apresentado pelo ANDES-SN foi a existência de decisões distintas de corregedorias diante de situações semelhantes, em razão de diferentes interpretações e subjetividades na condução dos procedimentos.


Desafios e atuação técnica


O corregedor adjunto do MEC explicou que a Corregedoria do Ministério está vinculada à Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo ele, o Sistema de Correição do Poder Executivo Federal (SisCor) reúne 252 unidades, sendo 117 vinculadas ao MEC, o que representa um desafio significativo para a atuação coordenada das corregedorias.


Mourão afirmou que a Corregedoria busca fortalecer uma atuação técnica, evitando a abertura e a condução desnecessária de processos administrativos disciplinares e sindicâncias. Nesse contexto, a CGU criou a Investigação Preliminar Sumária (IPS), prevista na Portaria Normativa CGU nº 27, de 11 de outubro de 2022. O procedimento, de caráter sigiloso, é destinado a verificar a existência de elementos que indiquem materialidade suficiente para a instauração de um PAD.


De acordo com o corregedor adjunto, 87% das denúncias analisadas em IPS são arquivadas. Nos casos que avançam para processos administrativos, menos de 3% chegam posteriormente à Justiça, segundo os dados apresentados na reunião.


A Corregedoria do MEC reconheceu, entretanto, que um dos problemas está relacionado à interpretação das IPS a partir de concepções fundamentadas no artigo 143 da Lei nº 8.112/1990, que estabelece que a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público tem o dever de promover sua apuração. Para o órgão, é necessário superar interpretações que reforcem um caráter excessivamente punitivo dos procedimentos.


Nesse sentido, a Corregedoria do MEC informou que trabalha na proposta de criação de uma rede de corregedorias vinculadas ao Ministério, com o objetivo de promover maior articulação e formação das equipes responsáveis pelos procedimentos correcionais nas instituições.


O 1º vice-presidente Regional Norte 1 do ANDES-SN, Marcelo Vallina, manifestou preocupação com a forma como as investigações preliminares sumárias vêm sendo utilizadas nos casos acompanhados pelo Sindicato.


“O ANDES-SN manifestou sua profunda preocupação com o instrumento que, nos casos acompanhados pelo Sindicato, são tudo menos sigilosos, inclusive com o afastamento prévio de docentes, técnicas e técnicos e estudantes. As IPS estão se transformando em mais um passo para a abertura de um PAD, porque não pressupõem a inocência, nem asseguram a ampla defesa e o direito ao contraditório”, disse.

 

Fonte: Andes-SN

Segunda, 24 Agosto 2026 00:00

 

Novas exigências do Judiciário exigem que os docentes representados pela Adufmat-Ssind na ação dos 28,86% atualizem as procurações, contratos e documentos pessoais. A informação foi dada pelo advogado responsável pelo processo, Alexandre Pereira, durante assembleia geral realizada no dia 12/08 (leia aqui).

Após receber as orientações do escritório de advocacia e organizar a dinâmica de recebimento da documentação, o sindicato orienta a categoria para que a nova demanda seja realizada da melhor forma possível. Para atender aos docentes, a Adufmat-Ssind decidiu que o recebimento dos documentos será feito de duas formas:

- Presencialmente, na sede (ou subsedes) do sindicato;
- Via e-mail, somente pelo endereço eletrônico oficial: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Vale destacar que a solicitação não é motivada por nova movimentação do processo, trata-se apenas de mudanças das exigências jurídicas. Todo o tramite será realizado por meio do sindicato e não haverá nenhuma cobrança de valores. Além disso, o advogado não entrará em contato diretamente com os sindicalizados - é preciso atentar para não cair em golpes que tentam aproveitar a pauta para roubar os interessados.

Os documentos solicitados são:


- Procuração assinada (à mão ou via Gov);

- Contrato assinado (à mão ou via Gov);

- Cópia do RG;

- Cópia do CPF;

- Comprovante de endereço.   

Os modelos de procuração e contrato estão disponíveis no sindicato. Para fazer o envio online, eles devem ser solicitados pelo mesmo e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) e depois de devidamente preenchidos e assinados, enviados de volta.  

Mais informações podem ser obtidas também pelos telefones da Secretaria do sindicato, que são, exclusivamente: (65) 99686-8732 e (65) 99696-9293.

Herdeiros e pensionistas deverão entrar em contato diretamente com o escritório responsável.

Lembre-se: não responda, não passe informações para outros números de telefone ou e-mails que não sejam os oficiais do sindicato. Nem o sindicato nem o escritório de advocacia farão solicitações via aplicativos de mensagens para pagamentos de taxas condicionadas ao andamento do processo.  


Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Quinta, 20 Agosto 2026 17:30

 

 

O Conselho Editorial da Câmara dos Deputados, presidido pelo deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), vetou trechos do livro "Independências do Brasil" e inviabilizou sua publicação pela Edições Câmara.  A obra, que reúne textos de mais de 50 historiadoras e historiadores de instituições nacionais e estrangeiras, já estava inteiramente revisada, diagramada e com contratos assinados desde abril de 2025, com previsão original de lançamento para julho do ano passado.


A coletânea é fruto de uma iniciativa de grande sucesso no Blog das Independências, projeto conjunto da Associação Nacional de História (ANPUH), da revista acadêmica Almanack e da Sociedade de Estudos do Oitocentos. Os textos tinham como objetivo traduzir o conhecimento histórico para um público não especializado, sendo amplamente adotados em salas de aula e exames. No entanto, a publicação institucional foi travada após exigências, por parte do conselho de parlamentares, de cortes considerados ideológicos.


Para a historiadora e 1ª vice-presidenta do ANDES-SN, Caroline Lima, a ação do parlamento federal representa um avanço inaceitável do revisionismo histórico sobre o trabalho científico. Ela destaca o momento simbólico em que o ataque ocorre. "No mês que se comemora o Dia do Historiador e da Historiadora [19 de agosto], fomos surpreendidos e surpreendidas pela censura e pelo negacionismo que marca hoje a Câmara Federal, a qual consideramos inimigo do povo", afirma a dirigente do ANDES-SN.


Caroline Lima denuncia a tentativa, por exemplo, do Conselho Editorial da Câmara de apagar a violência do Estado brasileiro no período ditatorial. "A obra já estava revisada, diagramada, toda organizada e esta comissão, inclusive encabeçada por um parlamentar do PL, indicou que deveria ter cortes no livro para retirar a palavra ditadura, ou seja, substituir ditadura militar por regime militar, desconsiderando, inclusive, todo o avanço em pesquisas e produções historiográficas sobre a ditadura empresarial militar no Brasil", critica.


A 1ª vice-presidenta do ANDES-SN reforça o caráter ideológico da decisão e sua ligação direta com a pauta de retirada de direitos da atualidade. "Isso não é apenas uma disputa de vocabulário, isso é uma disputa política, porque estes sujeitos e sujeitas que indicam a censura da obra são os mesmos e as mesmas que reivindicam o revisionismo histórico, que querem negar que houve ditadura militar neste país, que houve tortura neste país e, principalmente, tentam a todo momento apagar da história do país a nossa trajetória de luta e de resistência", afirma.


"Essa censura ocorre no momento, inclusive, que esses parlamentares inimigos do povo se levantam contra os direitos dos povos indígenas, da população negra, das mulheres e meninas e menines, que esse Congresso inimigo do povo tenta a todo momento retirar nossos direitos", alerta.


Por fim, a docente convoca a categoria a reagir e defender a autonomia científica. "Precisamos repudiar essa censura e reivindicar o respeito à produção historiográfica brasileira", conclama a 1ª vice-presidenta do Sindicato Nacional.


Vetos ideológicos e tentativa de suavizar o passado


A interferência do Conselho Editorial da Câmara durou cerca de um ano e incidiu sobre pontos cruciais da obra. Entre as exigências de censura, as e os parlamentares demandaram a substituição do termo "ditadura militar" por "regime" ou "governo militar" em pelo menos 13 trechos do livro, além de exigirem a suavização de passagens que mencionavam torturas cometidas pelo Estado pós-1964.


A censura também removeu reflexões críticas sobre o presente e o passado internacional do Brasil. Foram vetados trechos que discutiam os direitos indígenas e o marco temporal, incluindo a exclusão de uma frase que afirmava que o Estado brasileiro vinha "vergonhosamente negando os direitos aos povos indígenas".


No âmbito da política externa, a comissão riscou uma frase que apontava as "intenções expansionistas" que o Brasil de fato teve no sul de seu território no período da independência, alterando a interpretação historiográfica da ação estatal.


Outros cortes incluíram análises que comparavam as independências do Brasil e do Haiti e uma menção ao samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira de 2019, conhecido por criticar a visão tradicional e elitista da história do país. Os textos mais prejudicados pela interferência foram os dos historiadores Janaína Cordeiro (UFF) e Fabrício de Sousa Morais (IFPB), que analisavam as festividades do sesquicentenário da Independência, promovidas pela própria ditadura empresarial-militar em 1972.


ANPUH divulga nota de repúdio à censura


No dia 17 de agosto, a Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) divulgou uma contundente Nota de Repúdio contra a decisão do conselho da Câmara. No documento, a associação pontua que a medida configura censura motivada por negacionismo histórico institucionalizado e atinge frontalmente a liberdade acadêmica.


"Não se trata de revisão editorial. Trata-se, como afirmamos, de uma ação de censura motivada por negacionismo histórico institucionalizado: a tentativa de apagar, de um livro escrito por especialistas, a própria nomenclatura consolidada pela historiografia acadêmica para descrever o regime instaurado em 1964", afirma a nota.


A ANPUH exige que a Câmara dos Deputados honre os contratos firmados com os pesquisadores e as pesquisadoras e realize a publicação integral da obra, conclamando toda a comunidade de historiadores e a sociedade civil a se mobilizarem em defesa da memória histórica nacional. Leia aqui a nota.


O posicionamento da Câmara dos Deputados


Conforme posicionamento da Câmara de Deputados divulgado pelo Brasil de Fato, a Edições Câmara possui autonomia administrativa e atua sob regras internas (Ato da Mesa 50, de 2012) para selecionar seus títulos institucionais. De acordo com o divulgado pelo portal, a assessoria afirmou que foram debatidos "ajustes" nos textos propostos por iniciativa externa, mas que não se chegou a um consenso considerado adequado para publicação institucional. O órgão completou dizendo que, encerrado o ciclo comemorativo do Bicentenário da Independência e diante de outras prioridades editoriais, a obra não está mais prevista para publicação.


Fonte: Andes-SN (com informações Brasil de Fato)