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Quarta, 06 Maio 2026 22:33

Docentes debatem conjuntura, vivência em Cuba e aprovam delegação para o 69º Conad do Andes-SN em assembleia da Adufmat-Ssind Destaque

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A Assembleia Geral da Adufmat-Ssind, realizada nesta quarta-feira, 06/05, reuniu docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para discutir temas políticos, organizativos e de mobilização da categoria. Conforme o edital de convocação, os pontos de pauta debatidos e encaminhados foram: informes; informes qualificados das atividades em Cuba; análise de conjuntura; eleição da delegação para o 69º Conad; 2º Seminário de Questões Organizativas do ANDES; análise da proposta de paralisação de um dia, a cada dois meses, até que o Acordo de Greve (10/2024) seja totalmente cumprido.

Informes

Pela Diretoria do sindicato, o professor Breno Santos, diretor-geral, falou sobre as atividades que estão sendo realizadas e as que estão sendo construídas: Seminário Será o Fim do Trabalho? Universidade, IA e Mundo do Trabalho: quais perspectivas? - de 05 a 08/05 (saiba mais aqui); Territórios Amazônicos, que será realizado em Sinop entre 18 e 21/05; e o VXII Encontro da Regional Pantanal do Andes-SN nos dias 08 e 09/05.

O professor Aldi Nestor de Souza informou que a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, cujas atividades já foram iniciadas há alguns dias, promoverá o lançamento do Caderno Conflitos no Campo, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no dia 19/05, às 19h, no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da UFMT (FACC).

Informes qualificados das atividades em Cuba

Conforme deliberação de assembleia, os professores Breno Santos e Lélica Lacerda participaram do 1º de Maio – Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, em Cuba, representando a Adufmat-Ssind (leia mais aqui). Os relatos enfatizaram a importância das experiências vividas, as quais os participantes disseram não caber em informes, e se propuseram a elaborar textos para partilhar mais detalhes da experiência.

Entre os pontos destacados, esteve a percepção de que a experiência cubana representa uma referência organizativa e política, um exemplo de resistência frente a pressões imperialistas. Além do 1º de Maio, que levou milhões de pessoas às ruas, foram mencionadas atividades culturais, políticas e formativas realizadas no país.

A professora Lélica Lacerda ressaltou a solidariedade internacional demonstrada a Cuba, com a presença de representantes de inúmeros países, inclusive do Estado Palestino, mesmo devastado, além da disciplina rigorosa da organização e o perfil revolucionário dos participantes. Lacerda falou também sobre a tensão que rondou o evento, já que o presidente dos Estados Unidos da América tem feito diversas ameaças ao país. “A Revolução Cubana é um farol moral e ético para toda a humanidade”, disse a docente, concluindo que, devido ao empenho e compromisso do povo cubano, apesar dos embargos, Cuba está mais bonita, mais moderna e organizada, comparada a uma visita que realizou anteriormente.

O diretor-geral do sindicato, professor Breno Santos, destacou as visitas realizadas a postos de saúde, sindicatos, onde puderam acompanhar o trabalho realizado pelos cubanos, além do curso de formação que reuniu militantes de todo o mundo, inclusive estadunidenses solidários ao país.

Santos ressaltou que os números oficiais registram a participação de 5,2 milhões de pessoas no 1º de Maio em todo o país (que tem entre 9 e 10 milhões de habitantes), e que em Havana o ato público teve seu auge em frente à Embaixada dos Estados Unidos, onde os dirigentes sindicais entregaram um manifesto assinado por mais de 6 milhões de cubanos afirmando que estão preparados para defender o país, caso seja atacado.

Análise de conjuntura reforça postura crítica ao governo

Durante a análise de conjuntura, os docentes discutiram o cenário político internacional, evidenciando o próprio imperialismo que avança sobre Cuba e outros países, e também nacional, especialmente a partir da relação de parte do movimento sindical com o atual governo federal. Entre as posições manifestadas, destacou-se a defesa de uma postura mais firme da categoria, com críticas ao descumprimento de compromissos anteriormente assumidos, além dos ataques à saúde, educação, seguridade social e o conjunto de direitos da classe trabalhadora no geral – que é o cumprimento da agenda neoliberal.

Após o debate, os presentes aprovaram uma nota de solidariedade a um lutador social muito conhecido no meio sindical, o Zé Maria, presidente do PSTU, condenado recentemente por uma manifestação contra a postura sionista do governo de Israel. A íntegra da nota será publicada nos próximos dias.  

Eleição de delegação para o 69º Conad

O 69º Conselho do Andes-Sindicato Nacional (Conad) será realizado em São Luís do Maranhão entre os dias 03 e 05/07. Após o debate, foram indicados para representar a Adufmat-Ssind os docentes Breno Santos (delegado indicado pela Diretoria), Juliano Santos (Sinop), Einsten Aguiar (Cuiabá), Alair Silveira (Cuiabá), Raimundo Sousa (Araguaia) e Maria Salete Ribeiro. Também foi pontuado que a comunicação é estratégica para o sindicato e a jornalista deverá acompanhar a delegação para cobrir o evento.

2º Seminário de Questões Organizativas do Andes-SN

Ainda em maio, entre os dias 22 e 24, será realizado o 2º Seminário de Questões Organizativas do Andes-SN, em Campinas. A Diretoria afirmou que o evento é de extrema importância, pois é o espaço onde o sindicato nacional debate com profundidade a relação entre a questão organizativa e política da entidade.

Como o Grupo de Trabalho Formação Política e Sindical é um dos organizadores do debate, o GT local indicou as docentes Alair Silveira e Irenilda Santos para representarem a seção sindical, e a Diretoria indicou os professores Breno Santos e Maria Luzinete Vanzeler. A plenária indicou mais dois representantes da base, José Domingues de Godoi Filho e Lélica Lacerda, formando assim a delegação de seis participantes.

Proposta de paralisação de um dia para pressionar o cumprimento do Acordo Coletivo

A proposta de paralisação de um dia a cada dois meses para pressionar o Governo Federal a cumprir o acordo assinado em 2024 surgiu da última reunião do Setor das Federais. Após debate, os presentes na assembleia desta quarta-feira consideraram a proposta ruim e decidiram rejeitá-la, manifestando ao sindicato nacional o interesse de fazer o debate sobre uma greve da categoria, bem como críticas contundentes ao Governo Federal.

“Para aceitar essa proposta, é preciso ter a coerência de fazer enfrentamento ao Governo, denunciando de forma incisiva o descumprimento do acordo assinado em 2024”, afirmou a professora Alair Silveira.

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Ler 137 vezes Última modificação em Quarta, 06 Maio 2026 22:45
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