Terça, 24 Março 2026 16:14

 

Docentes de todo o país estiveram reunidos em Salvador (BA), na Universidade Federal da Bahia (UFBA) entre os dias 2 e 6 de março, no 44º Congresso do ANDES Sindicato Nacional. Ao final do evento, foram aprovadas moções que reafirmam o posicionamento político da categoria docente sobre questões que se comunicam diretamente com a pauta do movimento docente.

Defesa do meio ambiente e povos tradicionais

Na defesa do meio ambiente e dos povos tradicionais, o destaque é para a Moção de Repúdio ao megaempreendimento da multinacional chilena CMPC Brasil (Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones) em Barra do Ribeiro (RS). O documento denuncia os impactos da instalação de uma fábrica de celulose com capacidade para produzir 3 milhões de toneladas/ano. O documento aponta riscos de contaminação das águas do rio Guaíba, ameaça à pesca artesanal e aos territórios indígenas Mbya-Guarani, além de exigir consulta prévia, livre e informada às comunidades atingidas, conforme determina a Convenção OIT 169.

Outra moção importante foi a de solidariedade aos povos indígenas e em defesa dos rios amazônicos, reconhecendo a ocupação de 33 dias do terminal da Cargill em Santarém (PA) como fundamental para a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que privatizava rios da região.

A criação da Reserva Extrativista Tauá-Mirim, em São Luís (MA), também recebeu apoio, assim como a luta contra a pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão, que já atingiu 122 comunidades somente em 2025.

Ataques à educação pública e gestão democrática

O 44º Congresso repudiou o fim da gestão democrática na rede municipal de ensino de Porto Alegre, substituída por organização privada que, segundo a moção, aprofunda a precarização das políticas de acesso e permanência. A contratação do projeto Porto do Saber, no valor de R$ 75 milhões, causou remanejamento forçado de 800 trabalhadoras e contratação de pessoas sem formação, através do MEI.

As delegadas e delegados também repudiaram os ataques do MBL às universidades estaduais paulistas, ocorridos durante a Calourada de 2026 na Unicamp, quando grupo externo invadiu atividade oficial promovendo tumulto e agressões. O documento classifica os episódios como ataque frontal à comunidade universitária e à autonomia das universidades públicas.

O Congresso manifestou-se ainda contra o PL 25/2026, no Paraná, que restringe políticas de cotas nas Instituições de Ensino Superior, apontando a proposta como um grave retrocesso nas políticas de inclusão.

Solidariedade internacional

A conjuntura internacional também esteve presente nas deliberações. As e os docentes repudiaram os ataques neocolonialistas do governo Trump à Venezuela, incluindo o sequestro do presidente Maduro e da deputada Cília Flores, e o criminoso bloqueio político e econômico a Cuba, intensificado por ordem executiva que impõe aumento de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha.

Em contrapartida, foi aprovada moção de aplauso à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) pela criação do Programa Humanitário Refugiados Palestinos, que oferece vagas em cursos de graduação e posições de professor visitante para pessoas palestinas em situação de refúgio.

Lutas sociais e direitos humanos

Também houve moções versando pautas de gênero e direitos humanos. O Congresso repudiou o aumento dos casos de feminicídio no Brasil, lembrando que uma mulher é vítima a cada 17 horas e que mulheres negras representam 64% das vítimas. Também manifestou solidariedade à professora Letícia Magalhães Fernandes, da Uesb, vítima de perseguição judicial por tentar proteger a si e seu filho de relacionamento abusivo.

O reconhecimento do combate à LGBTI+fobia como tema urgente e transversal nas discussões sobre carreira docente foi outra deliberação importante, destacando relatos de docentes LGBTI+ que sofrem silenciamento político em assembleias e instâncias deliberativas.

Apoio a greves e movimentos sociais
O 44º Congresso manifestou apoio à  greve da Fasubra, que reivindica cumprimento de acordo firmado em 2024 e regulamentação da jornada de 30 horas e à greve dos servidores municipais de Belém, iniciada em 19 de janeiro contra a Lei nº 10.266/26, que institui novo regime jurídico no município.
 
Também foi aprovado apoio à luta pelo passe livre estudantil em São Luís (MA) , onde plebiscito oficial aprovou a medida com 89,93% dos votos, mas o prefeito anunciou veto à emenda orçamentária.

Em defesa da organização da categoria, os docentes repudiaram a judicialização e perseguição a dirigentes da Adufscar SSind, condenados a devolver, como pessoas físicas, valores doados em solidariedade ao movimento estudantil. O Congresso reafirmou a defesa da autonomia sindical e repudiou práticas que buscam criminalizar a ação sindical.

O conjunto das moções oriundas do 44º Congresso pode ser acessado aqui.

 

Fonte: Andes-SN 

Segunda, 23 Março 2026 09:01

 

 

Reunidas(os) na cidade de Salvador, terra de ancestralidade, das muitas cores, saberes e sabores, capital das resistências, das revoltas dos búzios e dos Malês”! docentes de todo o Brasil realizaram, entre os dias 2 e 6 de março de 2026, o 44º CONGRESSO do ANDES-SN, tendo como tema central: NA CAPITAL DA RESISTÊNCIA, DAS REVOLTAS DOS BÚZIOS E DOS MALÊS: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”

O 44º CONGRESSO contou com a presença de 462 delegadas(os) de seções sindicais, mais o nosso Presidente, 145 observadoras(es) e 14 convidadas(os) que representaram 93 seções sindicais de todo o país, além de 34 diretoras(es).

Nosso Congresso iniciou com a força dos Orixás, com os alabês do terreiro Oxumaré fazendo um toque para Exú abrir os nossos caminhos, tão necessário diante de um ano que começa com um dos ataques mais agressivos do imperialismo americano na Améfrica Ladina, conceito cunhado por Lélia Gonzalez que expressa o necessário processo de conhecimento e ação contra estruturas de poder marcadas pela colonialidade que sangrou, exterminou e escravizou povos indígenas e africanos. Maior potência termos o canto aos encantados de Thiago Tupinambá, em conjunto com o grupo de ogans da Casa de Oxumarê, em nossa abertura reafirmando nossa ancestralidade e nossa herança de resistência!

Após 22 anos do último Congresso ocorrido na UFBA, em 2004, e no ano em que o ANDES-SN comemora seus 45 anos, realizamos sob o som e embalo dos atabaques, da força dos orixás, um Congresso marcado de resistências, de zelos, de espaços para atuação das nossas crianças, e para o resgate histórico das nossas lutadoras e lutadores como a merecida homenagem à professora Celi Taffarel!

Organizado pela primeira vez por um Coletivo de Oposição - Democracia e Luta, que nos demonstra como a força da organização e a disposição para a luta, nas ruas e nas redes, é capaz de mobilizar, avançar nas conquistas e que não há judiciários que nos impeçam, que nos imponham limites, porque é a luta que muda a vida! Grandioso papel do Coletivo em realizar um potente Congresso e reafirmando que só o ANDES-SN nos representa! Por isso mesmo, o lançamento do Caderno 29 – Memórias e lutas recuperando as trajetórias de coletivos que gestaram o GT de Política de Organização Sindical das Oposições (GTO) foi um marco potente em nosso Congresso.

Também pela 1ª vez, nosso Congresso teve como mestra de cerimônias, a Drag Lola, e a apresentação cultural de Drag Dandara, um ANDES-SN que se desafia, se questiona, se transforma, se reflete, repensa, muda suas posições no debate político entre múltiplas forças e correntes é o demonstrativo de que nosso Sindicato Nacional mantém suas práticas democráticas sem se engessar, sem perder de vista o importante papel nas lutas em defesa da emancipação da classe trabalhadora, da democracia, da educação pública e da vida com dignidade de trabalhadoras e trabalhadores no decorrer dos seus 45 anos.

Nossos debates foram marcados pela indignação e repúdio ao sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da deputada Cilia Flores, um ataque à soberania do povo venezuelano é um demonstrativo de que para o governo Trump nós, latino-americanos, somos extensão da sua propriedade, e a ameaça paira sobre todas(os), daí a importância dos nossos TRs aprovados de apoio à Cuba e ao povo cubano e a participação do ANDES-SN no 1º de Maio em Cuba!

O congresso se instaurou com um novo TR que não constava no Caderno de Textos, mas cujo tema é de relevância para nosso Sindicato Nacional. A proposta de texto trazia como tema "PAREM DE NOS MATAR! A LUTA CONTRA O FEMINICÍDIO É URGENTE E PRECISA DE AÇÕES CONCRETAS”. Diante dos altos índices de feminicídio, casos que se multiplicam no plano nacional, incluindo nas instituições da educação, o ANDES-SN debater o necessário papel a ser efetuado na desconstrução da lógica patriarcal, absorvida pelo capitalismo, que transforma nossos corpos em mercadoria a serem apropriadas, lógica cuja permanência se revela nos altos índices da violência contra mulheres, em especial, mulheres negras.

O debate de Conjuntura se deu na análise do cenário de crise e de barbarização da vida que o capitalismo impõe em múltiplos planos: da crise socioambiental, por um modo de produção que ameaça a vida, no cenário de guerras permanentes, nos processos de precarização das condições de vida de trabalhadoras e trabalhadores, diante de um momento de expansão das políticas de extermínio de parcelas da população negra, jovem e pobre das nossas periferias, tão brilhantemente retratadas na apresentação cultural de Nego Fugido de Acupe no quarto dia de nosso Congresso, demonstrando um passado que possui suas permanências no presente e que a luta pela libertação retratada pelo grupo cultural quilombola se faz necessária, e o ANDES-SN, ao aprovar a luta pela federalização dos crimes de chacina da juventude negra cometidos pelo estado, mantém sua história de solidariedade a todas(os) as(os) oprimidas(os) e reconhece como o Rappa que “Todo camburão tem um que de navio negreiro”!

Nas análises de conjuntura houve o reconhecimento do avanço do fascismo em escala global, e os ataques à educação pública, democrática e socialmente referenciada são expressões desse avanço conservador no tecido social, e reafirmamos a necessidade de unidade de ação para lutarmos na defesa da nossa carreira e na cobrança do nosso acordo de greve, bem como, em ações conjuntas com a categoria do funcionalismo público, em especial do setor de educação, contra a PEC 38/2025 e os retrocessos das minirreformas infraconstitucionais já efetuadas pelo governo federal.

É nesse cenário que nosso plano de lutas dos setores das Federais, Estaduais, Municipais e Distrital reafirma a importância da luta por mais orçamento para a educação, mais concursos para se impedir jornadas extensas de trabalho e a garantia dos direitos das(os) trabalhadoras e trabalhadores da educação.

No setor das IEES, IMES e IDES reafirmamos a importante Semana de Lutas do Setor que ocorrerá em maio, bem como o XXII Encontro do Setor das IEES, IMES e IDES, que tem previsão de ocorrer no segundo semestre deste ano e potencializará a cobrança para que governos estaduais e municipais e distrital cumpram com as determinações de financiamento da educação pública, por isso reafirmamos a necessária continuidade da Campanha: “Universidades Estaduais, Municipais e Distrital: quem conhece defende”, bem como a luta pela implementação da Lei 15.142/2025 - que reserva às pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas o percentual de 30% (trinta por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos, incluindo também a defesa de cotas para docentes Trans/Travesti.

No setor das IFES o debate se deu na necessária construção de um calendário unificado de lutas, incluindo paralisações, em conjunto com as entidades da Educação Federal - Sinasefe e Fasubra; ações de pressão para o cumprimento do Acordo de Greve nº 10/2024, em especial com relação à exigência da publicação imediata da alteração do Decreto nº 1.590/1995 e do substitutivo da Portaria MEC nº 750/2024, garantindo a igualdade de direitos às(aos) nossas(os) docentes EBTTs das(os) docentes do Magistério Superior, e a retomada de Grupo de Trabalho para o reenquadramento de aposentadas(os), dentre outros pontos não cumpridos.

O congresso também aprovou que reivindiquemos do Ministério da Educação a criação de um Banco Nacional de Redistribuição Docente, que interligue os Bancos de Interesse por Redistribuição (Bires) das Instituições Federais de Ensino Superior.

O 44º CONGRESSO foi marcado pelas intervenções do Coletivo de Negras e Negros do ANDES-SN que denunciam o descumprimento da Lei 12.990/14, alertando o impacto do racismo estrutural “porque o racismo é repetitivo (...) nos editais, nas bancas; nos cargos de poder; nas violências cotidianas; no adoecimento silencioso”!

No mesmo sentido, o Coletivo LGBTI+ do ANDES-SN nos lembra que os ataques fascistas da extrema direita se direcionam com mais ódio (às)aos corpas(os) LGBTI+, e a importância do combate à LGBTfobia, e o reconhecimento da transversalidade desse tema nos nossos debates sobre nossa carreira docente, nas condições de trabalho e que, “sem enfrentarmos a LGBTfobia”, não haverá “democracia plena, nem projeto emancipatório consistente” em nosso sindicato.

Um congresso tão atento às especificidades e diversidades de nossa categoria gestou o lançamento da cartilha “Docência sem Barreiras: uma cartilha anticapacitista do ANDES-SN”, uma construção do Grupo de Trabalho de Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS).

Aprovamos importantes deliberações sobre a política de formação sindical, incluindo várias resoluções sobre a política internacional; prosseguimos com a aprovação de que o ANDES-SN avance no debate sobre sua participação no Fórum Nacional de Educação, bem como aprovamos importantes resoluções sobre os direitos e as necessidades de professoras e professores surdas(os), assim como na política de reparação e avanço da organização de negras e negros.

São muitas tarefas que o ano de 2026 nos imporá e rumaremos ao próximo congresso fortalecidas(os), ainda embaladas(os) pelo hino da independência da Bahia tocado ao som do violino pelo instrumentista Mário Soares, que afirma com o mesmo vigor do ontem, como hoje:

“Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações”

Reafirmamos nossa luta contra o fascismo, sem anistia para golpistas, em defesa da democracia, da educação pública, do serviço público, e do fortalecimento de um sindicato que esteja nas lutas porque SOU DOCENTE, SOU RADICAL, EU SOU DO ANDES, SINDICATO NACIONAL!’

 

Salvador, Bahia, 6 de março de 2026.


 

Obs: documento oficial disponível para download no Arquivo Anexo abaixo

Terça, 10 Março 2026 17:32

Foto de capa: Luana Soutos/ Assessoria da Adufmat-Ssind 

 

Terminou nesta sexta-feira, 07/03, às 23h59, o 44º Congresso do Andes – Sindicato Nacional. Durante os cinco dias do evento, 640 participantes, representando 93 seções sindicais de todas as regiões do país debateram e encaminharam os temas propostos no Caderno de Textos, conforme metodologia de trabalho estabelecida pelo próprio Movimento Docente, no qual os debates são realizados nos grupos mistos e, posteriormente, nas plenárias.

 

Uma das principais deliberações do evento foi a aprovação de um Conad Extraordinário para 2026, focado em aprofundar debates sobre questões organizativas, administrativas, financeiras, políticas e de democracia interna do Sindicato Nacional. Boa parte dos textos encaminhados neste sentido não foram debatidos no 44º Congresso do Andes-SN por falta de tempo. Entre os TRs não debatidos, está o 92, aguardado pela delegação da Adufmat-Ssind, por ter sido objeto de discussão e deliberação da assembleia geral (saiba mais aqui).

 

Diante do avanço imperialista estadunidense sobre a América Latina e outras regiões, mais uma importante deliberação teve relação com o campo internacional, a partir da decisão de intensificar as ações de solidariedade a Cuba e à Palestina. Foram aprovadas medidas como o envio de insumos médicos e placas de energia solar para Cuba, além da garantia do envio de delegações da categoria para o 1º de Maio cubano. Em relação à Palestina, a categoria deliberou pelo fortalecimento da campanha de "Boicote, desinvestimento e sanções" (BDS) contra o Estado de Israel e a realização de um dia de mobilização nacional com paralisação no primeiro semestre de 2026.

 

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, Breno dos Santos, a categoria deu passos importantes neste Congresso, especialmente com relação às ações em âmbito internacional e os encaminhamentos voltados para o campo da Educação. “Nós tivemos um frutífero debate em torno das questões da Política Educacional, que é um dos temas mais importantes para o nosso sindicato. Aprovamos um plano de lutas, com deliberações importantes para a reorganização da luta dos trabalhadores e trabalhadoras deste setor. Algumas delas foram o fortalecimento da Coordenação Nacional das Entidades em Defesa da Educação Pública e Gratuita (Conedep) e que a Plenária da Educação – que já havia sido deliberada no ano passado e foi reforçada a indicação para que seja realizada este ano – seja um instrumento de construção do IV Encontro Nacional da Educação (ENE), com realização prevista para o primeiro semestre de 2027. Esses encontros foram ferramentas importantes, do campo combativo, para construir o que a gente entende hoje como um Projeto de Educação voltado para a classe trabalhadora. A realização do IV ENE, a partir da deliberação deste Congresso, será um passo importante para que a gente possa aprofundar, neste momento de corte orçamentário, de ataque às políticas públicas de Educação e ao serviço público, e também de ataque aos professores e professoras, por parte dos governos autoritários, que a gente possa ter um direcionamento na luta, construindo um plano em conjunto com os demais setores da educação, da juventude, dos técnicos-administrativos e da educação básica, para pensar uma educação que atenda aos interesses da classe trabalhadora”, afirmou.  

 

A Adufmat-Ssind foi representada no 44º Congresso do Andes-SN por nove delegados, os professores Maria Luzinete Vanzeler, Einstein Aguiar, Lélica Lacerda, Waldir Bertúlio, José Domingues de Godoi Filho, Valéria Queiroz, Geruza Vieira, Ana Paula Sacco e Breno Santos. 
Foto: Eline Luz/ Assessoria do Andes-SN

 

Grupos de Trabalho

 

Essas decisões foram tomadas na Plenária do Tema III, Plano Geral de Lutas, que orienta especialmente os Grupos de Trabalho (GT’s). Assim, o GTPE (Grupo de Trabalho Política Educacional) do sindicato deverá realizar painéis de debate sobre o Fórum Nacional da educação (FNE), convidando outras entidades e movimentos sociais que fazem parte do fórum, para avaliar a possibilidade de também compor o espaço. Essa questão será debatida durante o 69º Conad, que será realizado em julho deste ano.

 

O enfrentamento e resistência ao uso do Ensino à Distância (EaD) como forma de precarização do trabalho docente e do ensino; a continuidade da produção de materiais críticos à Reforma do Ensino Médio, às Diretrizes Curriculares Nacionais e à Base Nacional Comum Curricular; a defesa da aplicação imediata de 10% do PIB na educação pública; a defesa de financiamento público adequado e exclusivo para a educação pública de gestão pública; o combate às políticas de austeridade fiscal que afetam o orçamento da educação; a articulação de um Dia Nacional de Luta contra a violência e a militarização nas instituições de educação pública; a revogação da Resolução CNE/CP 04/2024 e retomada da Resolução 02/2015; a defesa da inclusão obrigatória de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), relações étnico-raciais, educação indígena e educação especial inclusiva na formação docente; e a realização de campanha de valorização das licenciaturas públicas continuam sendo posições do Andes-SN que devem ser encaminhas pelo GTPE.

 

Um momento emocionante marcou um avanço na inclusão de docentes surdos e a garantia dos direitos linguísticos e de acessibilidade em todas as esferas da atuação sindical e acadêmica. A defesa pública da proposta, elaborada por um grupo de docentes surdos, foi feita em Libras durante a plenária do 44º Congresso do Andes-SN, por uma das professoras que assinou a TR. Ela participou pela primeira vez do evento. Com a aprovação do texto, referente O Grupo de Trabalho Política de Classe para Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual, a categoria exigirá das instituições de ensino superior a presença de intérpretes de Libras e a contratação desses profissionais via concurso público. O GTPCEGDS também tem se debruçado sobre o debate anticapacitista.

 

Com relação à inclusão, a categoria aprovou, ainda, a intensificação da campanha "Sou Docente Antirracista", com o combate às burlas no sistema de cotas; a defesa de cotas em todos os níveis e inclusão da Marsha Nacional Trans na agenda oficial; apoio jurídico para a redução da jornada de trabalho para cuidadores sem prejuízo na carreira; e a implementação de protocolos contra o assédio moral, sexual e o feminicídio.

 

Houve, ainda, encaminhamentos relacionados a outros GT’s, como o GT de Formação Política e Sindical, que incluíram a luta pelo fim da Escala 6X1, contra a Reforma Administrativa e o aprofundamento sobre a formulação de políticas públicas para acolhimentos de estudantes migrantes ou refugiados; o GT Ciência e Tecnologia, que reafirmou a defesa pela regulação soberana das tecnologias debatendo o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024-2028) e o PL 2.338/2023, além da luta pela revogação do Parecer CNE/CES 331/2024 que subordina os cursos de pós-graduação aos interesses mercadológicos; o GT Multicampia e Fronteiras que debateu a melhoria das condições de trabalho em regiões isoladas, por meio da defesa da implementação do adicional de atividade penosa de no mínimo 20% do vencimento básico para docentes em zonas de fronteira, Amazônia Legal e Semiárido Nordestino, e pela criação de uma Indenização Educacional de Fronteira.

      

Ao final do evento, foram aprovadas, ainda, 34 moções, sobre os mais diversos temas. O 45° Congresso do Andes-SN será em Curitiba.

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

 

Sexta, 06 Março 2026 10:59

 

 

A Adufmat-Seção Sindical do Andes – Sindicato Nacional entregou aos participantes do 44º Congresso, nesta sexta-feira, 06/03, uma carta em defesa da democracia interna do sindicato. O documento, elaborado conforme decisão de assembleia geral da entidade, cita casos de intolerância e violência política sofridos por docentes da base da Seção Sindical, praticados, inclusive, por diretores do Sindicato Nacional.

O texto reafirma solidariedade às docentes agredidas, solicita retratação por parte da Diretoria do Andes-SN e indica a aprovação do Texto Resolução 92 (acesse aqui), publicado no Caderno de Textos do 44º Congresso, que vai no mesmo sentido. O TR será debatido na plenária do tema IV (Questões Organizativas e Financeiras), que deve ocorrer na noite desta sexta-feira. 

 

 

Leia, abaixo, a íntegra da Carta da Adufmat-Ssind aos congressistas do 44º Congresso do Andes-SN:    

 

Carta da ADUFMAT-SSIND aos e às Congressistas do 44º Congresso do Andes

 

Vivemos tempos assombrosos do capitalismo que agoniza em suas contradições, tomando proporções de destrutividade nunca vistas antes, colocando a vida humana em xeque.

Esta destrutividade se expressa no colapso climático; pela escalada do feminicídio e violências contra mulheres, meninas e animais; pela contração dos direitos trabalhistas, pelo colapso do financiamento público de políticas sociais; pela criminalização da pobreza e de imigrantes; e exibe sua face nefasta pelas guerras neocoloniais em que máquinas de guerra maximizam lucros capitalistas com genocídio televisionado de povos inteiros, como o fazem hoje com palestinos, venezuelanos, cubanos, iranianos, populações periféricas brasileira, etc.

Diante da profundidade da destrutividade e da amplitude da crise da totalidade da sociedade burguesa, incluindo suas instituições, a história nos demonstra que não existe qualquer instituição burguesa capaz de conter a escalada de destruição: apenas a ação revolucionária da classe trabalhadora pode fazê-lo. A construção do poder popular torna-se, portanto, questão de vida e morte para a humanidade.

Este diagnóstico nos faz perceber que se torna tarefa histórica cada vez mais premente de partidos, sindicatos e toda sorte de instrumentos de luta da classe trabalhadora canalizar os descontentamentos difusos para, a partir da efervescência dos que lutam, construir saídas autodeterminadas por meio de consensos e lutas unitárias.

Neste cenário, quando se espera que a classe trabalhadora esteja solidarizando entre si, vemos o fascismo produzindo ódio entre nós; quando pensamos que nossa classe irá encontrar seus pontos de unidade de luta por meio do franco debate democrático na busca de saídas para problemas tão complexos, o que vemos é a esquerda dentro da ordem e burocratizada promover o sufocamento das instancias de debate que possam colocar em xeque suas estruturas de poder, denotando que adentramos o tempo da intolerância, em que “Se você quer um inimigo, é só falar o que pensa” (Elza Sores em “No tempo da Intolerância”).

Esta degeneração da democracia interna dos instrumentos de luta da classe trabalhadora, reflexo do giro a direita do espectro político mundial, se expressa e vem se intensificando no bojo do ANDES – Sindicato Nacional. Tivemos um Comando Nacional de Greve que se deu ao direito de encerrar a greve docente de 2024 sem deliberação de base; temos tido Congressos do Andes cada vez mais encurtados, com proposta de ser bianual; no CONAD de Manaus, foram adiantados os TRs que a diretoria julgava mais importantes e, ao final, foi votado que os TRs que não foram apreciados pelo CONAD não seriam remetidos a nenhuma outra instância, desprezando a construção coletiva entorno das propostas. Em suma, cada vez mais a burocracia que dirige o sindicato busca se afastar do debate coletivo para garantir medidas que perpetuem seu poder e toda pessoa que coloque tais medidas ao exame racional é combatida como inimiga. O rechaço ao dissenso vem se tornando regra.

  Por exemplo, no Seminário Nacional do GTPCEGDS, a representante da ADUFMAT-SSIND foi com muitas demandas tiradas do GT e se inscreveu para fala em quase todas as mesas, todas as intervenções orientadas pelo coletivo; na ocasião houve brincadeiras de pessoas da diretoria dizendo que se limitaria um determinado tempo que cada pessoa poderia falar durante todo o seminário, devendo cada pessoa distribuir este tempo entre as mesas; uma piada para dizer que nossa representante estava falando demais; e que demonstra o desprezo pela construção coletiva desde a base.

Mas se no GTPCGDES o ataque foi sutil em meio a risadas cínicas, no Seminário Nacional do GTPFS essa violência escalou para o ataque aberto. Na ocasião, a representante da ADUFMAT-SSIND estava com a demanda do GT de questionar um vídeo em que o ANDES – Sindicato Nacional se utilizava de animais para transmitir determinado conteúdo. Em vez da mesa responder ao questionamento, a interlocutora foi hostilizada: primeiro, de forma descontextualizada, foram puxadas palavras de ordem contra machistas e fascistas, buscando caracterizar um questionamento legítimo como um ataque opressor.

Por fim, quem desferiu ataque opressor foi a diretora do Andes, ao fazer uso da palavra no último bloco de intervenções do dia de atividades, quando disse que tinha tido a ideia de fazer novos vídeos, agora com a “piranha da Amazônia”, numa comparação misógina e depreciativa da representante da Adufmat-Ssind com piranha.

Ao perceber que estava sendo atacada, nossa companheira decidiu gravar a cena e, então, vieram mais ataques. A diretora que participava da mesa afirmou que não tinha dado autorização para ser filmada por ela e, na sequência, o presidente do Sindicato interveio, comparando nossa companheira às práticas fascistas, de extrema direita, como Escola sem Partido. Importante dizer que em todos os eventos do ANDES as pessoas tiram fotos e fazem vídeos.

E a intimidação não parou aí. Alegando direito de imagem, a diretora acionou a Comissão de Ética para coagir a representante da ADUFMAT-SSIND a apagar o vídeo do celular. Então, nossa representante apagou o vídeo, mas indagou se seria instaurado um procedimento ético contra a dirigente que a atacou, comparando-a a piranha.  Também é importante dizer que, até hoje, nenhum membro da Comissão de Ética deu qualquer satisfação à companheira ou, sequer, respondeu à solicitação formalmente protocolada poucos dias depois.

Também é fundamental registrar que a iniciativa de filmar - integral ou parcialmente - um evento público, durante evento sindical aberto, em contexto de debate político, afasta qualquer expectativa legítima de privacidade. Neste sentido, o próprio STF já tem entendimento consolidado sobre o assunto,não apenas porque o direto de imagem não constitui direito absoluto, na medida em que deve ser ponderado com a liberdade de expressão e o direito de informação, mas, inclusive, porque nos espaços e eventos públicos, quando envolvem agentes ou dirigentes no exercício de funções institucionais, prevalece o interesse coletivo à informação. Para além disso, o direito de imagem está assegurado tendo-se em consideração suas finalidades. Ora, no caso concreto, a gravação não tinha finalidade comercial, difamatória ou de exposição vexatória, mas um recurso legítimo de resguardo pessoal em um ambiente sindical bastante hostil e agressivo.

Não é possível aceitar que um sindicato que vem se empenhando e avançando em políticas de combate ao assédio, ao machismo e demais opressões se utilize de opressão machista e misógina para atacar e silenciar uma companheira que exercia seu direito democrático de contestação. O dissenso é próprio da vida democrática; lugares de pensamento único são aqueles autoritários, como religiões ou o exército. No bojo de um instrumento de luta da classe trabalhadora, a coação do livre pensamento é inaceitável; utilizando-se de comparações machistas então, torna-se inconcebível.

A Adufmat-Ssind foi fundada em plena ditadura militar; seus fundadores enfrentaram a tortura e os porões da ditadura para que a voz docente não fosse silenciada. Somos uma seção sindical ativa, crítica, radical e convicta de que nossa militância tem profundas contribuições com o ANDES-Sindicato Nacional em toda a sua história e seguiremos contribuindo e imprimindo nele a nossa marca, com ou sem consentimento de burocratas. Não toleraremos a tentativa de silenciamento de nossa militância, expressamos repúdio a postura autoritária e machista por parte da direção do ANDES-SN na ocasião citada e reiteramos nossa solidariedade a nossa companheira que não está sozinha: toda a ADUFMAT-SSIND a apoia e exige que a diretoria do ANDES-SN se retrate e que a democracia interna seja reestabelecida em nosso sindicato, sob preço dele se tornar inócuo aos desafios do complexo tempo presente.

Combateremos toda forma de intimidação, hostilidade e desrespeito de qualquer sindicalizado ou sindicalizada. Lutaremos para defender a democracia interna do ANDES-SN, defenderemos de forma intransigente o direito de livre expressão dentro do sindicato e o direito ao contraditório, ansiando que nosso sindicato possa continuar sendo ponta de lança na politização e organização da categoria docente e do conjunto da classe trabalhadora. Por fim, reforçamos a necessidade de aprovação do TR 92: “Sobre a Intolerância e perseguição político-sindicais”  

 

Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso – Seção Sindical do Andes Sindicato Nacional.

Quinta, 05 Março 2026 15:29

 

 

Docentes de todo o Brasil retomaram, na quarta-feira, 04/03, os debates em plenária dos temas de interesse da categoria durante o 44º Congresso do Andes – Sindicato Nacional. Depois de um dia inteiro de debates nos grupos mistos - que ocorreu na terça-feira, propostas de ações para os setores da Estaduais/Municipais/ Distrital e também das Federais voltaram a ser pautadas, considerando as indicações dos grupos: manutenção, alteração ou supressão dos textos que compuseram o Caderno (leia aqui a íntegra do Caderno de Textos do 44º Congresso do Andes-SN).


No debate sobre o Setor das Estaduais/ Municipais/ Distrital, foram aprovadas ações como o impulsionamento do debate sobre carreira única e suas diretrizes; a inclusão de um dia nacional de luta pelo fim da lista tríplice também nos estados – já que as federais conquistaram essa reivindicação recentemente -, que as seções sindicatos e a imprensa do Andes-SN se esforcem para nacionalizar os temas das universidades estaduais, municipais e distrital quando estiverem em greve, além de denunciar os ataques dos governos locais, lutar em conjunto para revogar as contrarreformas Trabalhista e da Previdência, intensificar as denúncias sobre as formas de contratação precárias e fortalecer a luta por concursos públicos.

 

 

Foram incorporados outros itens além dos previstos no Caderno, sugeridos pelos grupos, que dizem respeito a inclusão na pauta do setor das reuniões do GTVerbas e o fortalecimento da luta contra o Propag [Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados] – em consonância com a pauta relacionada à Dívida Pública em âmbito nacional.

 

Setor das Federais

 

Com relação ao Setor das Federais, algumas das principais deliberações foram: construção, junto ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e Fasubra, de calendário unificado de paralisações e outras formas de enfrentamento ainda no primeiro semestre de 2026, para pressionar o Governo Federal a cumprir o Acordo de Greve em sua integralidade, que inclui a alteração do Decreto 1.590/95, a revogação da IN SRT/MGI 71/25 e retomada do GT que discutirá o reenquadramento dos docentes aposentados em nível equivalente ao da aposentadoria, considerando os efeitos da Lei 15.141/25, fortalecimento nas lutas locais para implementação de novas regras de progressão e promoção, contemplando o que foi aprovado no 15º Conad Extraordinário (leia aqui).  

 

 

O debate em plenária sobre este tema foi interrompido às 20h e retomado na manhã da quinta-feira, 05/03, momento em que foram aprovadas as propostas de intensificação da luta pela recomposição orçamentária, denunciando, por meio da realização de estudos amplos, a solução mitigatória das emendas parlamentares, utilizadas conforme interesses políticos individuais dos parlamentares, em detrimento do fundo público. Também por meio do Fonasefe, em conjunto com outras entidades de trabalhadores e o Movimento Estudantil, o Sindicato Nacional deverá construir não só os estudos, mas uma campanha nesse sentido. A ideia é que o calendário conjunto de lutas favoreça a realização de paralisações, tendo como horizonte também a organização de uma greve geral da educação, especialmente no caso do avanço da PEC 38 – Reforma Administrativa, que deve ser recolocada em pauta pelo Parlamento Nacional e cujo combate foi também uma das deliberações do Congresso.  

 

Também foram decididas ações com relação ao direito à RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) e outras demandas da carreira EBTT, como o posicionamento contrário à carga horária máxima de 20 horas de aula (24h/aula) prevista na Portaria 750/24, denunciando a sobrecarga de trabalho e seus impactos na saúde docente e, consequentemente, na qualidade de ensino, pesquisa e extensão. Além disso, o estabelecimento de 20 horas de aula dificulta aos docentes o exercício das atividades de pesquisa e extensão. Politicamente, a categoria busca isonomia entre as carreiras, pois entendem que o trabalho realizado nas universidades e nos institutos federais é o mesmo.  

 

A plenária também contou com as apresentações culturais locais, como a expressão cultural Nego Fugido, que encena a luta, resistência e fuga das pessoas escravizadas, e também a interpretação musical da Drag Queen Dandara.   

 

Ainda nesta quinta-feira os presentes iniciam os debates sobre o Plano Geral de Lutas, que direciona os trabalhos dos Grupos de Trabalho (GT’s).

 

   

 

Luana Soutos

Assessoria de Imprensa do Andes-SN  

Terça, 03 Março 2026 16:33

 

 

Foto de capa: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

 

O 44º Congresso do ANDES-SN teve início nesta segunda-feira (2), no Campus Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador (BA). Na noite do primeiro dia, as e os participantes debateram a conjuntura nacional e internacional e os desafios para a mobilização, durante a Plenária de Conjuntura e Movimento Docente.

As e os autores dos 15 textos enviados ao Caderno do Congresso para debate, apresentaram suas análises da conjuntura política, econômica, social e educacional no Brasil e, ainda, do cenário internacional. As falas trouxeram ainda propostas e análises para orientar a atuação política e sindical da categoria docente no próximo período.

Em comum, foi apontada a necessidade de unidade de ação para enfrentar a extrema direita nas ruas e nas urnas, de lutar em defesa dos direitos da categoria e dos serviços públicos e de construir estratégias para barrar a crise socioambiental sob uma perspectiva anticapitalista. A importância de fortalecer as alianças internacionalistas para combater o avanço do imperialismo sobre a América Latina e outros países do Sul Global e ampliar a solidariedade com Cuba, Venezuela e Palestina esteve presente em várias das apresentações.

No campo educacional, as e os docentes apontaram a urgência de reverter o subfinanciamento das universidades públicas, institutos federais e cefets, como forma de combater a precarização e plataformização do trabalho docente e seus impactos na saúde da categoria. Também foi destacado como prioritário o enfrentamento às propostas de reforma administrativa, que ameaçam os serviços públicos e o funcionalismo em todas as esferas.

Os debates reforçaram ainda a importância da luta por justiça social, na construção de uma sociedade antirracista e no combate ao machismo, à LGBTI+fobia, ao capacitismo, à violência do Estado, em especial contra as populações pobres e periféricas, e contra todas as formas de opressão. A unidade entre os povos do campo e da cidade também foi apontada como estratégia necessária para a resistência à destruição do meio ambiente e na construção de um outro modelo de sociabilidade.

 

 Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

As falas destacaram, ainda, a importância do ANDES-SN, que completou 45 anos no último dia 19 de fevereiro, como ferramenta fundamental de luta da classe trabalhadora. Foi reafirmada a relevância de fortalecer a organização interna do Sindicato Nacional, reforçando sua autonomia, independência e construção pela base. 

Os debates ressaltaram que a presença ns ruas em 2025, na luta contra a reforma administrativa e contra a escala 6x1, além da luta vitoriosa em defesa da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), da participação na Cúpula dos Povos durante a COP 30, o apoio na construção da II Marcha das Mulheres Negras e da III Marsha Trans, entre outras ações do ANDES-SN, mostraram que a mobilização coletiva continua sendo a ferramenta mais eficaz da categoria docente. Além disso, reforçaram a compreensão de que a defesa de uma universidade popular, gratuita, socialmente referenciada e antirracista é indissociável da luta contra o capital e em defesa de um novo modelo de sociedade.

Após as defesas dos textos presentes no Caderno, entre os docentes que se inscreveram para debater as análises, o professor Breno Santos, diretor geral da Adufmat-Ssind, também contribuiu. Ele iniciou sua intervenção saudando os povos indígenas, que tiveram uma vitória recente contra a privatização do rio Tapajós, durante a ação que chamou de pedagógica. Parabenizou, também, a vitória contra a privatização e venda da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), e citando estes exemplos, declarou: "essas vitórias mostram que este sindicato representa muito mais do que o Setor das Federais, representa também o setor das Estaduais, Municipais, Distrital. Essas lutas não podem estar ocultadas num debate que faz parecer que nosso horizonte é o proceso eleitoral. Enquanto a gente discute eleições, essas universidades seguem sendo massacradas, cada uma pelo seu governo. Isso aponta que não se faz movimento sindical sem luta concreta, e a luta concreta não nasce do nada, da vontade ou do voluntarismo de um sindicato ou de outro, ela nasce de um processo real no campo combativo, de articulação real entre sindicatos e movimentos sociais e populares que apontam para a emancipação da classe trabalhadora. Nós não temos a fórmula, mas temos experiência concreta de lutas que construímos nos últimos anos. A construção de um campo classista para debater nosso projeto de Educação, fortalecimento da Conedeb [Conselho Nacional das Entidades de Base], a construção do IV ENE [Encontro Nacional da Educação], e em unidade com setores classistas do campo internacional, fortalecer a luta antimperialista. A urgência é a urgência dos trabalhadores do mundo, e essa urgência precisa de um sindicato do porte, da importância, da relevância do Andes - Sindicato Nacional na sua vanguarda".      

 

 

Fernanda Mendonça, 1ª vice-presidenta da Regional Sul do ANDES-SN que presidiu a plenária, lembrou que os debates desse primeiro dia irão orientar os trabalhos nos grupos e as deliberações dos planos de lutas setoriais e geral do ANDES-SN, nos próximos dias do 44º Congresso. A diretora pontuou que grande parte dos textos apresentados destacaram desafios comuns, tanto do ponto de vista internacional como nacional. 

“Me parece que a base do ANDES-SN compreende as eleições de 2026 como um desafio bastante importante. A importância de derrotar a extrema direita, não apenas nas urnas, mas também nas ruas, foi recorrente nas avaliações. A gente verifica o desejo e a necessidade da nossa base de nos mantermos extremamente mobilizados, nesse ano de 2026, para enfrentar, obviamente, não só a extrema direita, que vem forte, mas também uma série de outros desafios que acabam comprometendo a nossa capacidade de organização”, avaliou.

Para Fernanda, ficou nítido, nas apresentações e nos debates que seguiram, a necessidade do ANDES-SN assumir o protagonismo dessas lutas. “A gente precisa continuar instigando a nossa base para se organizar cada vez mais e enfrentar os diferentes desafios que vão se apresentar ao longo do ano de 2026”, concluiu.

Além de Fernanda Mendonça, conduziram a mesa da Plenária de Conjuntura, Jacob Paiva, 3º secretário do ANDES-SN, Virgínia Viana, 2ª vice-presidenta da regional Nordeste I, e Márcio Wagner, 1º vice-presidente da regional Norte II.

Com o tema central “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”, o 44º Congresso terá atividades até dia 6 de março, sob organização da Regional Nordeste III do ANDES-SN e do Coletivo Democracia e Luta da UFBA.

 

Foto: Eline Luz / Imprensa ANDES-SN

 

Denúncia

No início da Plenária, Joelson de Carvalho, vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal de São Carlos (Adufscar SSind.) denunciou como a Proifes-Federação segue atuando com uma política antidemocrática a antissindical contra docentes da instituição. Segundo ele, representantes da diretoria anterior da Adufscar SSind. estão sendo processados individualmente, como forma de retaliação por sua atuação no Grupo de Trabalho de Oposição Sindical do ANDES-SN.

 

Fonte: Andes-SN (com inclusão de informações da Adufmat-Ssind)

Segunda, 02 Março 2026 18:50

 

 

São 45 anos de história. O 44º Congresso do Andes-Sindicato Nacional, que teve início nessa segunda-feira, 02/03, na sede da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Salvador, marcará as mais de quatro décadas de organização e luta da categoria docente em todo o Brasil. Até a próxima sexta-feira, 06/03, professores do ensino superior de todo o país vão debater e encaminhar as ações políticas dos próximos meses.

 

A Adufmat-Seção Sindical do Andes está presente com nove delegados, os professores Maria Luzinete Vanzeler, Einstein Aguiar, Lélica Lacerda, Waldir Bertúlio, José Domingues de Godoi Filho, Valéria Queiroz, Geruza Vieira, Ana Paula Sacco e Breno Santos. Os números ainda não foram confirmados, mas espera-se que este seja o maior Congresso da história do Sindicato Nacional.

 

Conforme a programação, o primeiro dia teve três plenárias: a de abertura, a de instalação, e a de análise de conjuntura. As apresentações culturais do Grupo de Ogãs da Casa de Oxumarê e do artista Thiago Tupinambá convidaram os presentes a refletirem sobre a ancestralidade local, negra e indígena, que protagonizaram diversas revoltas e movimentos de resistência e luta em solo baiano, como propõe o tema do evento – citando as revoltas dos búzios e dos malês.            

 

Durante a plenária de abertura, entidades parceiras do Andes-SN saudaram os presentes. Além das boas-vindas, o representante da ASSUFBA (Sindicato Dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado Da Bahia), Antônio Moreira, falou sobre o movimento de retomada da greve por parte dos técnicos-administrativos devido ao descumprimento do Governo Federal do que foi acordado na greve de 2024.

 

 

O primeiro vice-presidente da Regional Nordeste III, do Andes-SN, Aroldo Felix, afirmou ser uma honra receber o evento que vai construir o plano de lutas deste ano da categoria, contra os ataques do capital e o avanço do imperialismo.

 

A professora Maíra Mano, representante do Coletivo Democracia e Luta, lembrou que o último congresso da categoria na Universidade Federal da Bahia foi há 22 anos, e afirmou que a construção deste evento foi uma grande luta para os militantes da Apub. “Este congresso é de ocupação. Ele foi construído do zero, como este auditório, por um coletivo sem seção sindical, porque nós somos oposição. O coletivo Democracia e Luta fez acontecer o que parecia impossível”, afirmou.

 

Representando a Coalizão Negra por Direitos, a advogada Maíra Vida destacou um tema que tem sido bastante discutido pela categoria, que são as fraudes relacionadas à aplicação da lei de cotas para assumpção das vagas efetivas nas universidades. A própria Adufmat-Ssind pautou a questão em 2025 (relembre aqui). "Nós não podemos conceber democracia enquanto existir racismo", concluiu Vida.

 

Pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Vitor Passos saudou as mulheres, cujo mês de março é um grande marco de luta, e destacou os debates em defesa do público, contra a mercantilização, luta de classes e direitos sociais, soberania, que estão entre os debates que serão realizados durante a semana.

 

A estudante Ana Luiza Passos, da Federação dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET) falou que a categoria está mobilizada, construindo o “março rebelde”, para mostrar que não aceitam o projeto de precarização e destruição do Estado.

 

 Parte da delegação da Adufmat-Ssind, da esquerda para a direita, os professores: Einstein Aguiar, Valéria Queiroz,

Geruza Vieira, Lélica Lacerda e Ana Paula Sacco

 

Fabiano Paixão de Souza, representante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração Brasileira (MAM), também destacou o avanço do imperialismo como um grande desafio neste momento e parabenizou o Andes-SN. “Ninguém faz 44 congressos sem referência, sem história. E nós precisamos destes encontrar para pensar como unificar a esquerda, a partir da construção de um programa, pois o que está em curso não atende aos interesses da classe trabalhadora. Ainda é preciso construir esse programa trazendo temas como a mineração e a agricultura como centralidade”, observou.

 

Pela Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), Tiago Almeida, lembrou do filme brasileiro candidato ao Oscar, O Agente Secreto, cujo protagonista é baiano na vida real e professor na trama: “Um professor que foi perseguido por defender a autonomia universitária até as últimas consequências”, apontou. Almeida falou também sobre a importância da defesa de direitos para pesquisadores, como a Previdência.

 

A professora Heleni Duarte Dantas, representante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde (FNCPS), defendeu o SUS 100% público e estatal, e criticou a incorporação das comunidades terapêuticas, que afirmou serem “depósitos de gente”.

 

Pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), FÁBIO NOGUEIRA destacou como as universidades são estratégicas para pensar o projeto de soberania popular que os movimentos sociais tanto lutam para construir.

 

Por fim, o presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça, falou sobre o capitalismo como uma máquina de moer gente, que concentra a riqueza nas mãos de poucos, em detrimento da vida de muitos, o que está ainda mais explícito com os bombardeios e ataques à soberania dos países da América Latina e do Oriente Médio.    

 

Também fizeram fala na mesa de abertura a representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), Louise Ferreira; Karina Lima Sales Pelo Fórum das ADs da Bahia; Rita de Cássia Ferreira dos Santos, representante do Movimento Dos Sem-Teto Da Bahia (MSTB); o reitor da UFBA, professor Paulo César Oliveira; e Luiz Fernando Santos Bandeira, representante da FASUBRA.


 Já no final da noite de segunda-feira, mais uma parte da delegação da Adufmat-Ssind, da esquerda para a direita, os professores: José Domingues de Godoi, Waldir Bertúlio, Vera Capilé, Einstein Aguiar, Geruza Vieira e Valéria Queiroz

 

 

Durante a manhã também ocorreu o lançamento da edição deste ano da Revista Universidade & Sociedade, que tem o tema “Educação Pública em Movimento: resistências e desafios da multicampia e em regiões de fronteira”; da mais recente cartilha do Grupo de Trabalho Política de Classe sobre questões Étnicas, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS), sobre capacitismo, além das campanhas de sindicalização e de comemoração dos 45 anos do Sindicato Nacional.

 

Os presentes finalizaram a noite debatendo os textos de conjuntura e na terça-feira se dedicarão aos debates dos textos nos grupos mistos – uma metodologia que visa aprofundar os debates antes da apreciação nas plenárias. Saiba mais sobre o conteúdo dos debates consultando o Caderno de Textos do 44º Congresso do Andes-Sindicato Nacional (clique aqui).

 

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind

Sexta, 27 Fevereiro 2026 18:32

 

 

A estrutura organizacional do Andes – Sindicato Nacional é uma das ferramentas da categoria docente para dar conta de debater seus temas de interesse e organizar as ações da luta de forma efetiva. O congresso do Andes-SN, que terá início na próxima semana, em Salvador, é onde a categoria define suas prioridades e ações dos próximos meses ou anos e, por isso, a assembleia geral realizada nesta quinta-feira, 26/02, pela Adufmat-Seção Sindical, discutiu as propostas do Caderno de Textos que será a referência no maior espaço deliberativo da categoria nos próximos dias.

 

Como de costume, a assembleia teve início com uma série de informes sobre as atividades que envolvem o sindicato, como o próprio congresso do Andes, que será em Salvador entre os dias 02 e 06/03, a Mesa para debater os novos embargos a Cuba nesta sexta-feira (saiba mais aqui), organização do 8 de Março – Dia Internacional de Luta das Mulheres, que será às 8h na Feira do CPA; lançamento do novo Caderno do GTPFS, previsto para o mês de maio junto à discussão sobre o Mundo do Trabalho, atividade sobre o direito à aposentadoria organizada para o dia 23/03, além do andamento das obras na oca, que devem ser concluídas até o final de março, com o retorno da equipe administrativa.

Durante a análise de conjuntura, as intervenções falaram sobre o avanço do Imperialismo diante das ameaças, sequestros, bombardeios entre outras ações, especialmente dos Estados Unidos da América, indicando certa fragilização das forças sociais e reorganização do capital.

Diante das evidências da luta de classes em curso, os presentes criticaram o fato de que as propostas de conciliação de classes apareçam como alternativa, e defenderam que a melhor forma de conseguir avançar nas lutas sociais é radicalizar. “Do mesmo jeito que a conciliação aparece como alternativa, são essas políticas que a gente denuncia e combate: reformas, avanços sobre os bens naturais”, disse o diretor geral da Adufmat-Ssind, Breno Santos.

 

A professora Lélica Lacerda exemplificou com o caso mais recente na Amazônia. “O Governo homologou a demarcação de terras indígenas, mas ia privatizar o rio. Do que adianta?”, questionou, acrescentando que o avanço do capital levou a uma crise civilizatória. A docente também defendeu a radicalização da luta, criticando o sindicato nacional pela burocratização e recusa ao enfrentamento aberto ao neoliberalismo. “Nós precisamos elaborar ações para mexer concretamente nas relações sociais, intervindo no processo econômico”, concluiu.

 

Para a professora Alair Silveira a falha está no distanciamento da leitura social pautada na perspectiva histórica, de totalidade e dialética, além do aumento da intolerância ao debate dentro do próprio Andes-SN. “Nós devemos discutir o Mundo do Trabalho na sua totalidade, não por segmentos; a uberização do trabalho, Inteligência Artificial, Redes, Internet, o papel das universidades, considerando a totalidade das relações e suas contradições. O problema não é demarcar nossas diferenças, há acordo sobre isso, o que nós precisamos fazer é enxergar nossas semelhanças, a unidade”, pontuou.

Não houve deliberação relacionada à análise de conjuntura.
 

Em seguida, a assembleia se debruçou sobre os textos apresentados no Caderno de Textos, documento que baliza as discussões durante todo o Congresso do Andes-SN (leia aqui o Caderno de Textos). Os temas são divididos conforme os eixos: conjuntura e Movimento Docente; planos de lutas dos Setores (Federal/ Estadual/ Municipal); Plano Geral de Lutas (onde estão as propostas dos Grupos de Trabalho, entre outras); e questões organizativas e financeiras.                

 

O diretor geral do sindicato pontuou que a delegação indicada em assembleia geral para representar o sindicato se reuniu e destacou alguns textos com propostas mais sensíveis, entre eles as propostas relacionadas às eleições, como a proporcionalidade de grupos políticos dentro das chapas, votação online, separação das eleições das Vice-presidências regionais da direção nacional – cujas intervenções demonstraram, em sua maioria, contrariedade; e a criação de um fundo único de campanha que, ao contrário das outras, registrou concordância por parte dos presentes.

Também foram problematizadas propostas como realizar o congresso da categoria a cada dois anos, construir jornadas de lutas e greves ainda no primeiro semestre de 2026, propostas de reajuste salarial consideradas rebaixadas, a autorização para realização de reuniões nacionais no formato híbrido – que também foram encaradas com receio pelos docentes -, em contraposição a outras propostas que obtiveram pleno acordo, como a defesa do Fim da Escala 6X1, propostas de carreira mais combativas e ampliação do diálogo com outras entidades de trabalhadores da Educação.   
  

A questão principal deste ponto de pauta, no entanto, diz respeito ao Texto Resolução 92, que relatou a violência política sofrida pela professora Alair Silveira, docente da base da Adufmat-Ssind, durante o Seminário Nacional de Questões Organizativas, Administrativas, Financeiras e Políticas do ANDES-SN, realizado em São Paulo, em novembro de 2025 (saiba mais aqui). Na ocasião, a própria docente relatou em texto e presencialmente, em assembleia, que foi constrangida no evento por fazer questionamentos, em nome do GTPFS da Adufmat-Ssind, sobre uma campanha do Sindicato Nacional que utilizava gatos como personagens e sobre a posição da entidade com relação a um vídeo que denunciava a realização de Boletim de Ocorrência por parte da diretoria, contra pessoas que criticaram outra campanha.

 

Segundo os relatos, após os questionamentos, a professora Alair Silveira passou a ser pessoalmente constrangida e agredida, com menções diretas e indiretas bastante ofensivas em diversos momentos do evento, e chegou a ser pressionada a apagar um vídeo do seu celular pessoal. A docente destacou que, além da violência gratuita por parte dessas pessoas, que incluem alguns diretores do Andes-SN, chamou a atenção o silêncio da grande maioria dos colegas que estavam no Seminário, que chegaram a demonstrar solidariedade a ela em particular, mas não tiveram a coragem de o fazer publicamente.

 

Após sua exposição, os presentes na assembleia concordaram que essa postura por parte da categoria, especialmente de diretores do Andes – Sindicato Nacional, é inaceitável, e que, além do apoio ao TR, a Seção Sindical deve se posicionar formalmente pela defesa intransigente da democracia interna do sindicato, repudiando o que ocorreu no Seminário. Para isso, será feito um documento, que será amplamente divulgado nos canais oficiais de comunicação do sindicato, além de distribuído no Congresso do Andes-SN. Foi definido que a professora Lélica Lacerda fará o texto.

 

Sobre os demais textos, não houve orientação para votação, mas a conclusão de que o debate enriqueceu a análise da delegação, formada pelos professores Maria Luzinete Vanzeler, Einstein Aguiar, Lélica Lacerda, Waldir Bertúlio, José Domingues de Godoi Filho, Valéria Queiroz, Ana Paula Sacco e Breno Santos.

 

 

Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind            

  

Terça, 27 Janeiro 2026 17:21

 

A secretaria do ANDES-SN divulgou, nesta segunda-feira (26), o Caderno de Textos do 44º Congresso do Sindicato Nacional, que acontecerá de 2 a 6 de março, em Salvador (BA). O documento servirá como base para preparar a participação das e dos representantes das seções sindicais e subsidiará os debates durante o evento.

Com o tema central “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita!”, o 44º Congresso será realizado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), sob organização da Regional Nordeste III do ANDES-SN e da Comissão Organizadora da Ufba.

O caderno traz textos de apoio e de resolução sobre as temáticas das quatro plenárias do 44º Congresso. São 15 textos do Tema I – Conjuntura e Movimento Docente; 11 textos referentes ao Tema II – Planos de Lutas dos Setores; 44 textos do Tema III – Plano Geral de Lutas; e 25 textos do Tema IV - Questões Organizativas e Financeiras. Conforme deliberação do 42º Congresso, não haverá Anexo ao Caderno de Textos.

Também consta, no material, a proposta de programação do 44º Congresso, que será aprovada na Plenária de Instalação. Para segunda-feira (2), estão previstas as Plenárias de Abertura e de Instalação, das 10h30 às 13h; e a Plenária do Tema I, das 15h às 19h. O credenciamento poderá ser concluído no primeiro dia, das 9h às 18h.

A terça-feira (3) será reservada para os grupos mistos dos Temas II e III. Os trabalhos de quarta-feira (4) deverão iniciar com os grupos mistos do Tema IV, das 9h às 13h. Na sequência, das 15h às 19h, está proposta a realização da Plenária do Tema II. 

Na quinta-feira (5), devem ocorrer as Plenárias do Tema III – das 9h às 12h e das 14h às 17h – e do Tema IV, das 18h30 às 21h30. O último dia do 44º Congresso (sexta, 6) começará com a continuação da Plenária do Tema IV, das 9 às 12h. A Plenária de Encerramento terá início às 14h, com previsão de término às 16h, podendo ser estendida até às 23h59. Acesse aqui o Caderno de Textos do 44º Congresso.

Credenciamento

O credenciamento será realizado de forma prévia e digital e poderá ser feito até 5 de fevereiro de 2026. Os documentos devem ser enviados exclusivamente por meio do formulário acessível no link.

Além disso, o ANDES-SN disponibilizou as artes digitais do congresso na Circular 454/2025, acessíveis aqui.

 

Fonte: Andes-SN 

Terça, 27 Janeiro 2026 09:10

 

Clique no Arquivo Anexo abaixo para ler o documento.