Trabalhadores de Cuiabá voltam às ruas no 1º de Maio contra a Escala 6x1 e em defesa de outros direitos
O Primeiro de Maio voltou a ser dia de ocupar as ruas em Cuiabá. Desde a pandemia de Covid-19, entidades de trabalhadores não organizavam ato unificado em defesa dos direitos no dia em que o mundo tem a tarefa de parar e pensar nos rumos da engrenagem que move as sociedades, como ficou bem evidenciado, inclusive na pandemia: o trabalho. Em 2025, a pauta voltou a ser apresentada publicamente na capital mato-grossense.
A Associação dos Docentes da Universidade Federa de Mato Grosso (Adufmat-Ssind) foi uma das entidades organizadoras, assim como o Unidade Popular pelo Socialismo (UP), a Organização Socialista Libertária (OSL) e o coletivo Cuiabá contra Escala 6x1 – que significa uma semana com seis dias seguidos de trabalho e apenas um dia de folga.
Segundo a diretora geral adjunta da Adufmat-Ssind, Lélica Lacerda, a pauta da redução da jornada de trabalho sem redução dos salários é imprescindível para o tempo presente. “Desde a pandemia nós não tínhamos um Primeiro de Maio nas ruas. E ele é um dia internacional de lutas fundamental para a classe trabalhadora estar nas ruas pautando o avanço dos direitos. No contexto em que estamos na berlinda, perdendo direitos, e lutando para resistir, esse ano nós tivemos uma novidade no cenário, que é a luta contra a escala 6x1. Essa reivindicação tem conseguido unificar a classe trabalhadora, porque ela é fundamental, diz respeito a questões materiais e concretas bastante eminentes. Ela é uma pauta antirracista, na medida em que são as pessoas negras, indígenas, pardas é que são a maioria nos piores postos de trabalho; é uma pauta feminista, porque são mulheres que estão nas terceirizadas, nos empregos mais precários - além de terem a escala 7x0 em relação aos trabalhos domésticos e de cuidados; é antilgbtfóbica, porque são também os LGBTs que acabam assumindo os piores postos de trabalho; e, por fim, é uma pauta ambiental, porque hoje a gente vive um colapso ambiental, fruto da extração sem limites da natureza, como se ela fosse um galpão de recursos, quando, na verdade, ela é um ente vivo, e como um ente vivo precisa ter necessidades repostas, para que possa seguir existindo e repor também as nossas necessidades”, explicou a professora.

Fotos concedidas pelos manifestantes
Além de defender o fim da escala de trabalho 6x1, os manifestantes fizeram intervenções em defesa dos direitos da população em situação de rua. “O Abílio Brunini assumiu a Prefeitura, proibindo entrega de marmitas e com um discurso perseguindo esse seguimento da nossa classe. E recentemente, num curto espaço de um mês, três pessoas em situação de rua foram assassinadas em Cuiabá. Então a gente também ocupou as ruas para falar que todas as vidas importam”, acrescentou Lacerda.
Para Edzar Allen, membro da OSL, a ideia de conciliação de classes é a grande responsável pela redução da capacidade de mobilização dos movimentos sociais de trabalhadores no Brasil. “Nós vivemos uma conjuntura nacional e internacional na qual os governos vêm avançando nas políticas de extermínio do povo. O povo palestino está sendo massacrado, e outras regiões e continentes também têm guerras por conta dos interesses privados do capitalismo. Quando a gente fala em Brasil, é extremamente importante remeter a muitos anos atrás, a necessidade de retomarmos a luta unificada dos trabalhadores contra a conciliação de classes que imperou no Brasil e veio destruindo todo o processo de organização e luta sindical. No próximo ano tem eleição, e mais uma vez a gente corre o risco dessa luta tão importante, sobre a escala 6x1, ser tomada como balanço para palanque. A gente não pode cair nesta falácia. A 6x1 tem de ser processo da luta, da pressão e da cobrança dos governantes diuturnos. Caso contrário, vai passar mais um projeto que não trará nenhuma melhoria para nós. Corremos o risco de cairmos na mesma demanda, e beneficiar o patrão com a redução salarial. E é somente nesse processo, cada vez mais constante, de ocupar os espaços de organização, que nós avançaremos”, observou.
Após as falas de representantes das entidades, os manifestantes percorreram algumas das principais avenidas do centro de Cuiabá, como a Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, dialogando com a população que estava trabalhando ou transitando pela regão.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Servidores pedem “Valorização para quem faz o Estado” em Marcha da Classe Trabalhadora
Milhares de trabalhadoras e trabalhadores de todo o país participaram, nesta terça-feira (29), da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília (DF). A concentração foi realizada nas proximidades do Teatro Nacional, onde ocorreu uma plenária, e depois seguiram até o Congresso Nacional. O ANDES-SN esteve presente na mobilização, conforme indicação do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes).
De acordo com o 2º vice-presidente da Regional Norte II, Emerson Duarte, o Setor das Ifes do ANDES-SN aprovou a participação na atividade, em conjunto com outras entidades das servidoras e dos servidores públicos federais, que compõem o Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), com o tema: “Valorização para quem faz o Estado”.
“Estivemos na manhã do dia 29 participando da Plenária e Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, em Brasília. O Setor das Ifes do ANDES-SN aprovou a participação nesta atividade, que também foi construída com outras entidades federais que compõem o Fonasefe. O documento aprovado na Plenária de hoje aponta pautas que estão na ordem do dia, como a taxação das grandes fortunas, a aprovação do fim da escala 6X1, a ampliação da isenção do imposto de renda, uma reforma tributária progressiva e a manutenção do Regime Jurídico Único (RJU)”, destacou o docente.
Além das pautas gerais, Emerson explicou que o Setor das Ifes aprovou ainda a luta pela ampliação do financiamento para as universidades federais, institutos federais, Cefets e hospitais universitários. “Por fim, vamos exigir do governo o cumprimento dos acordos de greve com o funcionalismo federal que, parte deles, ainda se encontram em processo de debate junto ao governo”, reforça.
Um documento com a pauta da classe trabalhadora para 2025 será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva; aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Mota; do Senado, Davi Alcolumbre; do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso; e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Aloysio Corrêa da Veiga.
1º de maio - Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora
O ANDES-SN, por meio da Circular 188/2025, convocou toda a categoria docente a participar dos atos do 1º de maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, em seus estados e municípios, em articulação unitária com as demais entidades dos movimentos sindicais, populares e de juventude.
Confira a íntegra da Circular 188/25
Fonte: Andes-SN
Comunicado: 1º de Maio nas ruas e expediente na Adufmat-Ssind na sexta-feira, 02/05
A Adufmat-Ssind informa que, em decorrência do feriado do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora - 1º de Maio, também não haverá expediente na sede e subsedes do sindicato na sexta-feira, 02/05.
O sindicato convoca a categoria para ocupar as ruas de Cuiabá na quinta-feira, data tão importante, durante atividade que será realizada em conjunto por diversas entidades a partir das 8h na Praça Alencastro (em frente a Prefeitura).

Retomaremos as atividades em horário normal no dia 05/05.
Marcha da Classe Trabalhadora acontecerá dia 29 de abril em Brasília (DF)
ANDES-SN também convoca categoria a participar de atos do 1º de maio

Na próxima terça-feira (29), trabalhadoras e trabalhadores de todo o país se reúnem na capital federal para a Marcha da Classe trabalhadora. O ato partirá do estacionamento do Teatro Nacional, às 8 horas, em marcha até o Congresso Nacional.
Entre as reivindicações que serão levadas às ruas em Brasília estão o fim do confisco das aposentadorias, a manutenção do Regime Jurídico Único, a regulamentação da Negociação Coletiva, o cumprimento dos acordos de greve com o funcionalismo federal, a defesa dos serviços públicos e a rejeição às propostas de Reformas Administrativas em curso. Docentes cobraram ainda a garantia e ampliação dos orçamentos das instituições de ensino superior públicas, institutos federais e cefets.
Conforme indicação da última reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN, e em continuidade às ações unitárias com as categorias do serviço público e demais entidades representativas de trabalhadoras e trabalhadores, o Sindicato Nacional reforçou, na circular 188/2025 a importância da participação das seções sindicais na agenda. A secretaria solicita a confirmação de presença no ato até o dia 28 de abril, por meio do formulário enviado às secretarias, para organização de suporte às delegações.
A mesma circular 188/25 também convoca a categoria docente a participar dos atos de 1º de maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, em seus estados e municípios, em articulação unitária com as demais entidades dos movimentos sindicais, populares e de juventude. É solicitado que as seções sindicais enviem registros da participação da categoria nesse dia de luta para podermos alimentar as redes nacionais do ANDES-SN e ampliar a divulgação das mobilizações do nosso sindicato. Cada seção sindical deve criar sua própria pasta no drive disponibilizado para depositar os arquivos.
Confira a íntegra da Circular 188/25.
Fonte: Andes-SN
Milhares vão às ruas no 1º de maio por melhores salários, mais direitos e condições de trabalho dignas
No Brasil e pelo mundo, milhares foram às ruas nessa segunda-feira, 1º de maio, para marcar o Dia Internacional de Luta das Trabalhadoras e dos Trabalhadores. Em diversas capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Brasília, e em outras cidades brasileiras, ocorreram manifestações por melhores condições de trabalho, salários dignos e pelo fim da exploração e das opressões.
Ato em Fortaleza (CE). Foto: Adufc Sindicato
Em Fortaleza (CE), docentes, junto com demais categorias, expressaram a indignação diante, entre outras coisas, da ausência de reposição das perdas salariais dos servidores públicos do estado e cobraram diálogo do governador Elmano de Freitas. Também manifestaram contra a cobrança da taxa do lixo, imposta pela prefeitura Municipal de Fortaleza. A passeata percorreu as ruas do bairro Pirambu, saindo do cruzamento entre a Rua Santa Elisa e a Avenida Dr. Theberge até a praça localizada na esquina da Travessa Deusimar com a Rua Dom Quintino.
Também na manhã dessa segunda, docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participaram do ato na Praça da Matriz, no centro de Manaus. A manifestação reuniu representantes de diversos movimentos sindicais, sociais e populares.
Ato em Manaus (AM). Foto: Adua SSind.
Um grande ato político-cultural com o objetivo de conscientizar a população sobre pautas urgentes para todas as categorias de trabalhadores e trabalhadoras aconteceu na orla de João Pessoa (PB). Entre as pautas levadas às ruas, estavam a valorização do salário Mínimo e do emprego, a redução dos juros e o combate ao fascismo.
Em Vitória da Conquista (BA), o dia foi marcado por uma atividade cultural e política construída pelo Fórum Sindical e Popular na Ocupação Cidade Bonita. Localizada no bairro Nova Cidade, a ocupação luta por moradia digna, com o lema “enquanto morar for privilégio, ocupar é um direito”.
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“Estou aqui pra saudar esse belíssimo ato de trabalhadores e trabalhadoras, nesse dia tão importante para a nossa luta. É fundamental que o ANDES-SN, nesses 42 anos de sua luta está construindo a [organização da] classe trabalhadora, mas principalmente está construindo conhecimento nas universidades junto com os professores e com as professoras, com os estudantes, com a juventude em prol da classe trabalhadora. Nós queremos e defendemos uma universidade para o povo, uma universidade para a classe trabalhadora. A sociedade precisa do conhecimento produzido nessas universidades. O ANDES-SN, nas suas mais de 120 seções sindicais constrói isso no dia a dia, para que o conhecimento esteja em função da emancipação da classe trabalhadora por uma sociedade em que os trabalhadores e as trabalhadoras verdadeiramente tenham seus direitos respeitados”, afirmou Jennifer Webb, 3ª tesoureira do ANDES-SN, em fala de saudação no ato realizado em Belém (PA).
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Mundo
Pelo mundo, o dia 1º de maio, foi marcado por trabalhadores nas ruas em protesto por melhores salários e condições de trabalho. Na Malásia, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Camboja, Turquia, Bélgica, Espanha, Reino Unido milhares participaram de manifestações por mais direitos, melhores salários, pela redução da jornada de trabalho. Na capital da Coréia do Sul, Seul, entidades sindicais anunciaram o plano para uma greve geral em julho, em protesto contra políticas trabalhistas do atual governo. Em muitos países, manifestantes foram reprimidos pelas forças policiais.
Na França, as trabalhadoras e os trabalhadores voltaram às ruas em protesto contra a reforma da Previdência no país que, entre outros ataques, aumentou a idade para aposentadoria de 62 para 64 anos. Centenas de pessoas foram detidas e dezenas de policiais e manifestantes ficaram feridos.
Em Cuba, o ato do 1º de maio foi suspenso por falta de gasolina no país. Representantes da diretoria do ANDES-SN estavam na capital, Havana, para o Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba e o anti-imperialismo, 200 anos da Doutrina Monroe. A participação na atividade foi uma deliberação congressual para a aproximação e fortalecimento das relações do Sindicato Nacional com demais entidades classistas da América Latina e Caribe.
Fonte: Andes-SN (com informações das SSind e da Agência Brasil)
Adufmat-Ssind lança música e poema vencedores do concurso Contra Atacar para celebrar o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores
Como forma de celebrar o Dia 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, a Adufmat-Ssind disponibilizará o acesso à música e ao poema vencedores do Prêmio Contra Atacar.
A primeira edição do concurso foi realizado pelo sindicato em 2021, e os vencedores foram Alexandre Supa Smilee, na categoria música, com a obra "Contra Atacar", e Adham, na categoria poesia, com o texto "Brasil Moderno".
Os vídeos ficarão disponíveis na segunda-feira, 01/05, no canal do sindicato no Youtube (clique aqui).
O Dia 1º de Maio é uma expressão de todos os movimentos de trabalhadores de todos os tempos. A data foi definida entre 1889 e 1916, período em que vigorou a II Internacional Operária, que reuniu representantes de todo o mundo. Entre o final do século XIX e início do século XX, a principal reivindicação dos trabalhadores era a redução da carga excessiva de trabalho, que ultrapassava 13h diárias, para 8h. Hoje, no Brasil, a contrarreforma trabalhista permite jornadas muito superiores, por meio da precarização dos contratos e da uberização do trabalho.
Porto Alegre foi a primeira cidade brasileira a reivindicar a data durante manifestação realizada já em 1892. Desde então, todos os anos os trabalhadores brasileiros, resistindo a todos os ataques e tentativas históricas de cooptação por parte de governos e do setor empresarial, depositam no 1º de Maio mais um capítulo dessa história de luta.
Entre acertos e erros, perdas e alguns pequenos avanços – como a derrota de Bolsonaro e a própria retenção da Reforma Trabalhista -, a classe tenta se reorganizar e, sobretudo, se fortalecer. Nesse contexto, o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores jamais deverá ser apequenado. O 1º de maio é, internacionalmente, uma data para mobilizar, refletir e, sobretudo, nos orgulhar. É conhecendo o nosso passado que construiremos o nosso futuro e conseguiremos organizar o contra-ataque.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind
Em todo o país, manifestantes protestam no 1º de maio contra governo Bolsonaro
Manifestação em Maceió (AL). Foto: Karina Dantas /Ascom Adufal SSind.
No dia 1º de maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, diversos atos foram realizados pelo país. Convocados por centrais sindicais, os atos reforçaram a luta histórica dessa data e a necessidade de derrubar o presidente Jair Bolsonaro (PL). A grave crise econômica que assola o país, com os altos índices de desemprego, inflação e fome também foram pauta das manifestações. Confira algumas das manifestações.
Em Brasília (DF), o ato começou pela manhã no Eixão Norte, longa avenida que fica na região central da capital do país. A manifestação reuniu representantes da diretoria do ANDES-SN, de diversas entidades ligadas à Educação e de partidos políticos e da CSP-Conlutas, central à qual o ANDES-SN é filiado. O ato, que contou com a participação de 1 mil pessoas, teve ainda poesia, música e rap com o cantor GOG - conhecido como o “poeta do rap nacional”. No local, as e os manifestantes também pediram a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).
Manifestação em Brasília (DF). Foto: Imprensa ANDES-SN
Em Maceió (AL), a população ocupou a orla da cidade para lutar por um país sem fome e sem miséria e protestar contra o governo Bolsonaro. Representantes da diretoria e da base da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal - Seção Sindical do ANDES-SN) participaram do ato público. Entidades sindicais, movimentos sociais e a população em geral fizeram uma passeata exibindo faixas e cartazes, denunciando também o alto desemprego no país e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas. A Adufal SSind. também pautou a luta dos servidores e servidoras federais pela recomposição salarial de 19,99%, através de falas e uma faixa que sinalizava a reivindicação da categoria.
Manifestação no Rio de Janeiro: Foto: Alessandro Costa/ Adufrj Ssind.
No Rio de Janeiro (RJ), as seções sindicais do ANDES-SN se uniram às demais categorias de trabalhadoras e trabalhadores no Aterro do Flamengo, no domingo, para marcar a data e dizer um retumbante não às políticas destrutivas de Bolsonaro. Parlamentares e candidatos ao governo do Rio de Janeiro também participaram do protesto.
Em Feira de Santana (BA), trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias repudiaram, em suas falas, durante o ato ocorrido na Praça da Matriz no centro da cidade, a carestia que agrava a situação de fome e miséria da população, principalmente dos mais pobres e setores oprimidos; os altos índices de desemprego e informalidade; a inflação; o achatamento salarial da classe trabalhadora; entre outros ataques impostos pela política econômica ultraliberal do governo Bolsonaro e que favorece apenas a elite econômica do Brasil.
Manifestação em Fortaleza (CE). Foto: Nah Jereissato/Adufc-Sindicato
Com o tema "Emprego, Direitos, Democracia e Vida", em Fortaleza (CE) o evento foi organizado por centrais sindicais, movimentos sindicais e populares, e o Fórum Permanente em Defesa do Serviço Público do Ceará, incluindo a Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc). O ato foi no Pirambu, bairro da zona oeste da cidade. As e os manifestantes realizaram uma passeata por volta das 10 horas, percorrendo as ruas do bairro.
A mobilização trouxe palavras de ordem contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e a crise econômica. O protesto traz reivindicações a respeito da fome, da inflação e do desemprego. A passeata também fez alusão à outra manifestação, ocorrida em 1962, também realizada no Pirambu. Chamada "Marcha sobre Fortaleza", o protesto ocorrido 60 anos atrás foi parte fundamental nos movimentos de luta por moradia e vida digna na capital cearense. Foram registrados atos também em três outras cidades do estado: Tabuleiro do Norte, Tianguá e Icó.
Já em Pelotas (RS), os movimentos sindical e social uniram-se para colocar o bloco “Integração – Saúde e Educação” na rua, às 11h e concentração no largo do Mercado Público e percorreram as principais ruas da cidade.
Regina Ávila, secretária-geral do ANDES-SN, destacou a importância da data na história da luta da classe trabalhadora e do povo oprimido. "Temos uma história de luta, em que muitas pessoas morreram, deram suas vidas para que pudéssemos estar aqui para combater essa sociedade capitalista, opressora, machista, lgbtfóbica. Nós não podemos jamais furtar dessa memória histórica. Hoje, muitas e muitos estão lutando para sobreviver diante de uma sociedade que nos impõe a fome, a miséria, a falta de saúde e educação”, afirmou.
A diretora do Sindicato Nacional ressaltou a importância das centrais e dos partidos na construção do 1º de maio. "O chamado é para as ruas, é para a unidade do povo do campo, das cidades, das periferias, em prol da educação, saúde, transporte e habitação. Nós resistimos e vamos continuar na resistência, porque queremos uma vida com dignidade, com direito de trabalhar, de comer e de viver. Esse ano, mais do que nunca, precisamos estar nas ruas para derrotar o fascismo!", disse.
1º de Maio
A data foi estabelecida em 1889 no Congresso da Internacional Socialista, ocorrido em Paris, que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa. Ao escolher 1º de maio como Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, as e os participantes desse encontro prestaram uma homenagem às operárias e aos operários dos Estados Unidos. Três anos antes, as e os estadunidenses organizaram uma campanha por melhores condições de trabalho, fazendo mais de 1,5 mil greves em todo o país. Uma das principais reivindicações era a garantia da jornada de oito horas diárias.
Fonte: ANDES-SN (com informações das seções sindicais do ANDES-SN e de jornais locais

O ANDES-SN encaminhou, nessa terça-feira (20), orientações às e aos docentes para a realização de ações que marquem o 1º de Maio – Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora. A convocação e materiais gráficos para serem utilizados na data estão na circular 130/2021.
“No Brasil, a dramática conjuntura em que vivemos, com a aceleração da fome, da carestia, do desemprego em massa, dos números de mortes que não param de aumentar, vítimas da COVID-19 e do descaso do governo, exige que neste 1º de Maio intensifiquemos a denúncia das políticas genocidas de Bolsonaro-Mourão que tem investido em um projeto deliberado de morte, de desmonte do Estado brasileiro, e exclusão dos direitos sociais duramente conquistados na Constituição de 1988 pelo(a)s Trabalhadore(a)s”, afirma a circular.
A diretoria do Sindicato Nacional conclama as seções sindicais, os professores e as professoras de todo país para construir um 1º de maio de luta e solidariedade, reforçando os atos com caráter de classe, autonomia e independência, articulando as seções sindicais com as Frentes de Esquerda, Movimentos Sociais e Fóruns em Defesa dos Serviços Públicos, com o Fórum Sindical, Popular e de Juventudes por Direitos e Liberdades Democráticas e nas atividades propostas pela CSP-Conlutas nos estados e municípios.
A orientação é para a realização de ações de solidariedade, com pequenos atos simbólicos e sem aglomerações, com distribuição de máscaras, álcool gel e alimentos; atos performáticos, denunciando as mortes da pandemia e a omissão dos governos nas políticas, reafirmando a necessidade de lockdown e o auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00; atos simbólicos políticos, como faixaços, carros de som nos bairros denunciando o desmonte do estado por meio da Reforma Administrativa, dos cortes orçamentários em saúde e educação; e que as seções sindicais e a categoria docente somem às ações de comunicação nas redes do ANDES-SN, por meio do compartilhamento e engajamento de materiais e twittaço a ser programado.
Além disso, a diretoria solicita que as atividades sejam registradas por fotos e vídeos, para que possam ser divulgadas nas redes sociais do ANDES-SN. Para isso, os arquivos devem ser enviados para o email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..
Confira, ao final da matéria, os materiais de comunicação sobre o 1º de Maio de luta e solidariedade de classe, que poderão ser usados nas redes sociais, atividades de ruas como faixaços e lambes.
1º de maio
O 1º de Maio é um dia mundial de luta da classe trabalhadora, historicamente construído para reafirmar a solidariedade de classe e o internacionalismo proletário. A data lembra o ano de 1886, quando, em Chicago, nos EUA, trabalhadores e trabalhadoras realizaram uma grande manifestação por melhores condições de trabalho e pela redução da jornada de treze para oito horas diárias. A mobilização, que se estendeu por muitos dias, foi duramente reprimida, o que resultou em mortes de manifestantes e desencadeou uma greve geral naquele país.
Em 1891, a II Internacional Socialista, no seu Congresso de Bruxelas, aprovou que o 1º de Maio fosse comemorado, todo ano em todos os países, como Dia Internacional dos Trabalhadores, com caráter da afirmação da luta de classes e reivindicação de jornada diária de 8 horas. No ano seguinte, o Brasil teve seu primeiro protesto em praça pública, para marcar a data, na cidade de Porto Alegre (RS).
Cento e trinta e cinco anos depois dos acontecimentos nos EUA, que marcaram a luta dos trabalhadores em todo o mundo, a classe trabalhadora segue em luta por melhores condições de trabalho e de vida. “Em tempos de crise sanitária, econômica e social como a que atravessamos no presente, é ainda mais urgente reafirmarmos os princípios históricos desta data, sem cedermos a possíveis conciliações com os patrões e com a burguesia”, afirma a diretoria do ANDES-SN.
*com informações do Brasil de Fato
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FAIXAS
- 1º de Maio queremos: Pão, Vacina, Saúde e Educação
- 1º de Maio - Dia de Luta da Classe Trabalhadora. Pão na Mesa, Vacina no Braço, Saúde e Educação para todas e todos!
- Basta de Fome, Carestia, Desemprego e Mortes. O povo brasileiro não aguenta mais!
Fonte: ANDES-SN
CSP-Conlutas e Intersindical preparam 1° de Maio classista, de luta e internacionalista em defesa da vida
A CSP-Conlutas e Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora realizarão no 1º de Maio um ato classista, de luta e internacionalista em defesa da vida. As duas centrais não participarão do ato unitário convocado pelas centrais sindicais oficiais por entender que não há como dividir o “palanque” do 1º de Maio com empresários, políticos e governadores que no dia a dia atacam as vidas, renda e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, principalmente quando se trata desse triste período da pandemia.
Abaixo, a convocação unitária das duas entidades:
1º DE MAIO: DIA DE LUTA INTERNACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA
CSP-Conlutas e Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora realizarão Ato classista, de luta e internacionalista em defesa da vida
No mundo todo já são quase 3 milhões de mortes, sendo mais de 350 mil no Brasil, mais do que vítimas da COVID-19, são vítimas das ações dos governos e dos patrões que se aproveitam da tragédia para aprofundar o ataque à classe trabalhadora.
No Brasil, o genocida governo de Bolsonaro é contra a paralisação de todas as atividades não essenciais nesse momento de pandemia, promove e apoia aglomerações, não garante a vacina e nem o devido auxílio emergencial, e assim lança milhões na mira da morte seja pelo vírus, seja pela fome.
Para enfrentar esse governo da morte e os ataques patronais é preciso fortalecer a luta, e o 1º de Maio Dia de Luta Internacional da Classe Trabalhadora é um momento importante para reafirmar que é preciso enfrentar o Capital e seus capachos governos, dizer não à conciliação de classes que tantas derrotas trouxe aos trabalhadores.
É por isso que a CSP-Conlutas e a Intersindical-Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora estão organizando um 1º de Maio classista, de luta e internacionalista.
Não faremos parte do ato chamado pelas demais centrais sindicais, pois essas infelizmente optaram por terem ao seu lado nesse dia de luta vários algozes da classe trabalhadora, como diversos governadores e parlamentares que na estrutura do Estado estão à serviço do Capital para atacar os direitos da classe trabalhadora.
No ato classista do 1 ͦ de Maio, ecoaremos a urgência da convocação de um lockdown nacional com o retorno imediato do auxílio emergencial de R$600,00 para que as famílias consigam sobreviver durante a pandemia, com garantia de emprego, direitos e salários dos trabalhadores; vacinação já e para todos e a defesa do SUS; contra a reforma administrativa que ataca os trabalhadores que atendem diretamente a população trabalhadora e os serviços públicos; assim subsídio aos pequenos comerciantes da cidade e do campo e o Despejo Zero no campo e na cidade.
Em relação à vacinação é necessário lutar pela quebra das patentes das indústrias e laboratórios privados responsáveis pela fabricação das vacinas. Também é preciso enfrentar o projeto aprovado pela maioria da Câmara dos Deputados que libera a compra das vacinas por empresários reduzindo de 100% para 50% o envio das doses compradas ao SUS, o que significa na prática retirar o direito ao devido acesso à vacinação de grande parte da população trabalhadora através do serviço público.
Se todas essas medidas urgentes não forem tomadas é fundamental a construção de uma Greve Geral Sanitária para que as trabalhadoras e trabalhadores possam ficar em casa, pois só o devido isolamento pode conter a contaminação e salvar vidas.
Lançamos essa convocação com o objetivo de convidar todos os setores combativos dos movimentos sindical e popular, bem como a juventude e os movimentos contra as opressões a virem conosco fortalecer este ato.
Fortalecer a luta para derrotar o governo genocida de Bolsonaro é tarefa urgente, não se pode simplesmente esperar por eleições em 2022 quando milhares de nossa classe estão morrendo agora.
Em unidade de ação vamos fortalecer a luta em defesa da vida no 1º de Maio de luta, classista e internacionalista.
– Paralisação de todas as atividades não essenciais nesse momento de pandemia: estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, proteção aos direitos e salários;
– Retorno imediato do auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00;
– Vacinação já e para todos e todas;
– Fortalecimento do SUS, contra as privatizações e a reforma administrativa. Em defesa dos serviços públicos e de qualidade para a população trabalhadora;
– Fora Bolsonaro: parar esse governo para parar a matança.
1º DE MAIO DE 2021
Fonte: CSP-Conlutas
CSP-Conlutas marca 1° de Maio, com classismo, independência e pelo Fora Bolsonaro e Mourão
Em tempos de pandemia e necessário isolamento social, o tradicional 1° de Maio – Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora – ocorreu este ano de forma inédita nas redes sociais, mas o simbolismo desta importante data foi honrado pelo ato realizado pela CSP-Conlutas e Intersindical – Instrumento de Luta.
Com a participação de lideranças sindicais, convidados, representantes de partidos políticos de esquerda e apresentações culturais populares, a manifestação virtual foi marcada pela independência de patrões e governos e pelo chamado à luta para derrotar e por para fora o governo de Bolsonaro e Mourão.
As duas centrais, que decidiram não se curvar à conciliação de classes e subir no mesmo palco, mesmo que virtual, com figuras que são os algozes dos trabalhadores e atacam nossos direitos, realizaram um ato classista, de luta e internacionalista.
As companheiras Flávia Bischain, pela CSP-Conlutas, e Ana Paula Rosa de Simone, pela Intersindical, conduziram a realização do ato, que foi dividido em blocos de falas, vídeos e apresentações culturais.
“O 1° de Maio é um dia para mostrarmos nossa indignação contra a exploração capitalista. Neste momento em que vivemos uma grave crise sanitária em razão da pandemia, em que vemos o capitalismo nos forçar a trabalhar a qualquer custo, nos massacrando em todos os continentes, temos de honrar os mártires de Chicago, não aceitar ser bucha de canhão e fazer deste dia um dia de luta”, disse o integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, ao abrir o ato.
Atnágoras criticou a decisão das cúpulas das demais centrais em romper a unidade que vinha sendo construída na organização do 1° de Maio para se unirem com figuras como Rodrigo Maia, FHC e outros que atacam os trabalhadores. “O momento exige unidade para defender quarentena geral para defender nossas vidas, estabilidade no emprego, garantia de renda para todos, lutar contra o sistema capitalista neste momento em que nos impõe a barbárie, assim como por pra fora Bolsonaro e Mourão”, afirmou.
Em nome da Intersindical, Mané Melato, iniciou ressaltando a importância do isolamento social. “Até porque sabemos que quem está morrendo são os trabalhadores e mais pobres principalmente”, afirmou. Mas destacou que este momento vai passar e que desde já os trabalhadores precisam se preparar, pois será nas ruas, locais de trabalho, moradia e estudo que a luta vai se dar e, por isso, a importância da realização de um ato classista e independente neste 1° de Maio.
“Pós-pandemia a burguesia vai jogar ainda mais a crise sobre nossa classe. A miséria e o desemprego vão aumentar, gerar revoltas e nossas organizações têm de se preparar para o enfrentamento necessário. Este ato demonstra que vai ter resistência, com independência de governos e patrões”, disse ao final da transmissão.
Um ato com cara da classe trabalhadora
De norte a sul do país, participaram trabalhadores da saúde, que estão na linha de frente do combate à Covid-19 e lutam contra o desmantelamento do SUS; trabalhadores de serviços essenciais, que arriscam suas vidas; operários, negras e negros e movimentos populares que dependem da própria auto-organização para sobreviver diante da ausência do Estado. Mulheres lutadoras, trabalhadores do campo, povos indígenas e quilombolas e muitos outros.
Falas em defesa da vida, do emprego, de renda para todos, por quarentena geral e pelo “Fora Bolsonaro e Mourão, já” foram feitas por todos durante a transmissão do “ato-live” pelas redes sociais. As lutas e a capacidade de auto-organização da classe também foram exemplificadas nas falas de vários dos participantes.
Mas, além das reivindicações imediatas, os participantes também denunciaram a barbárie do capitalismo, desnudada principalmente neste momento de pandemia, e defenderam a luta por uma sociedade socialista.
Ao longo de todo o ato, as apresentações de artistas populares intercalaram as falas políticas, trazendo arte, poesia e musicalidade. Trabalhadores e ativistas, muitos deles jovens, mostraram a capacidade criativa da classe, expressando também muita luta e resistência.
Convidados de organizações combativas, que estão à frente das trincheiras em defesa dos trabalhadores, enviaram seu recado no ato classista deste 1° de Maio.
O padre Júlio Lancelloti, da Pastoral do Povo de Rua, mandou uma mensagem de “esperança”. “A todos que estão envolvidos nas lutas em defesa da classe trabalhadora trago uma mensagem de esperança. A nossa esperança é a luta. Não existe outra forma. Não desanimem. Mantenham-se firmes. Estamos passando momentos difíceis, mas é o momento da luta aumentar”, afirmou.
Falaram também Paulo Pedrini, da Pastoral Operária de SP, e Maria Lúcia Fatorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida.
Pelos partidos de esquerda, falaram Vera Lúcia, pelo PSTU, Israel Dutra e Sara Azevedo, pelo PSOL, e Maira Machado, pelo MRT.
Fora Bolsonaro e Fora Mourão, já!
A defesa da luta para colocar para fora Bolsonaro, Mourão e toda a corja deste governo de ultradireita se repetiu nas falas dos participantes e marcou o ato.
Nas falas dos trabalhadores das mais diversas categorias e setores foram denunciados os ataques que vem sendo feitos pelo governo e ressaltado que no Brasil a luta contra a pandemia é indissociável da luta contra este governo genocida.
Foi salientado ainda que os trabalhadores não devem ter nenhuma confiança no Congresso de corruptos ou no STF (Supremo Tribunal Federal) e muito menos em projetos de conciliação de classes.
Ao encerrar o ato, em nome da CSP-Conlutas, o integrante da SEN Luiz Carlos Prates, o Mancha, destacou a vitória da realização de um ato classista e independente. “Hoje é um dia de luta e talvez, como nunca na história, vemos os trabalhadores nas mesmas condições em todas as partes do mundo”, disse se referindo aos efeitos da pandemia. “Mas, se hoje estamos impossibilitados de sair às ruas, fazer manifestações, como é a tradição do 1 de maio, estaremos nas redes sociais, mas nos preparando para voltar pras ruas e barricadas para transformar esta sociedade”, afirmou.
Mancha terminou sua fala fazendo o chamado ao Panelaço em defesa da vida e pelo Fora Bolsonaro e Mourão, às 20h30, nesta sexta-feira.
Clique no link e confira a íntegra da live do 1° de Maio: https://youtu.be/CH2jZoa575M
Fonte: CSP-Conlutas


















