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Espaço Aberto é um canal disponibilizado pelo sindicato
para que os docentes manifestem suas posições pessoais, por meio de artigos de opinião.
Os textos publicados nessa seção, portanto, não são análises da Adufmat-Ssind.
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Publicamos a pedido da professora Juliana Rosa
Profa. Dra. Dep. História da UFMT

Entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro de 2026, o Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizará a segunda edição do projeto de extensão “Expansão do Agronegócio e Conflitos Socioambientais”.
Essa edição foi construída a partir de parceria com pesquisadores do Grupo de Estudos em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade (GECA), do Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos (NERU), do Núcleo de Pesquisas em História (NPH), do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (NEAST/ISC), bem como pelo Projeto Ação Saberes Indígenas na Escola (ASIE), da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). O projeto também promoveu a articulação com diferentes coletivos, movimentos sociais e lideranças da sociedade civil mato-grossense, destacando-se a colaboração da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA/2026) e o apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI) e da Operação Amazônia Nativa (OPAN).
A segunda edição conta ainda com a participação de pesquisadores, docentes e discentes, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO) e ao Mestrado e Doutorado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) do IGHD. Integrou também o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), por meio do Grupo de Estudos sobre Mudanças Sociais, Agronegócio e Políticas Públicas (GEMAT). Outros alinhamentos com a comunidade externa à UFMT possibilitaram a participação da Defensoria Pública da União (DPU) e com o programa Brazil Initiative (Universidade de Miami).
Ao longo de sua programação, o evento conta com mesas redondas, sessões temáticas, lançamentos de livros e relatórios, bem com apresentações artísticas. No dia 28 de setembro, às 19:00h, no Auditório do IGHD, ocorrerá a abertura do evento com a apresentação artística da professora, cantora e musicista Gê Lacerda, seguida pela mesa de abertura composta pelos organizadores do evento: Prof. Dr. Cleberson Ribeiro de Jesuz, Dra. Juliana Cristina da Rosa, Dr. Renan Vinicius Sotto Mayor de Oliveira, representante da Defensoria Pública da União e presidente Conselho Nacional de Direitos Humanos, Vanderley Scarabelli, integrante da Via Campesina e Dr. Aldi Nestor de Souza, da JURA/2026.
Após a abertura, a mesa “Discursos do agronegócio” tem a participação do Dr. Armando Wilson Tafner Junior (UNIFESSPA/NERU), do Dr. Henrique Duarte (SEDUC /NERU) e da doutoranda Luana Souza Santos (NERU) para um debate sobre o tema, com mediação da Dr.ª Juliana Cristina da Rosa (NERU/NPH).
No segundo dia do evento, 29 de setembro, no período da noite, a mesa redonda intitulada “A expansão do agronegócio e os efeitos na saúde” mediada pelo Dr. Maelison Silva Neves (NEAST) na qual o Dr. Emerson Soares dos Santos (POSGEO/UFMT) e a Dr.ª Marcia Leopoldina Montanari Correa (NEAST) apresentam reflexões e análises realizadas a partir de suas pesquisas.
A mesa “Bioeconomias e Agroecologia como resistência” ocorre no dia 30 de setembro, também no período noturno, e conta com a participação da Dr.ª Marcia Teixeira Falcão (UERR), Dr.ª Onelia Carmem Rossetto (GECA) e do Dr. Ricardo Gilson (UNIR), sob a mediação da Dr.ª Giseli Gomes Dalla Nora (GECA/JURA/NERU).
A última mesa realizada no dia 1º de outubro, às 19h, discute tema “Conflitos Socioambientais e Povos Indígenas”, contando com a participação dos pesquisadores Dr. Flávio Conche do Nascimento (Arquivo Público MT/NERU), Ms. Mariel Mariscot Bento Kujiboekureu (USP/SEDUC-MT/ ASIE), Dr.ª Tracy Devine Guzmán (University of Miami), tendo como mediadora a Dr.ª Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa (NERU/ASIE).
Vale destacar que, a partir do segundo dia do evento, ocorreram, entre 13:30h e 18:00h, sessões temáticas realizadas em sala do Bloco Didático do IGHD/ICHS, nas quais estudantes que atualmente desenvolvem pesquisas terão tempo de apresentação e debate de suas análises.
Na tarde de terça-feira, dia 29 de setembro, ocorre a sessão temática “Conflitos Socioambientais e impactos psicossociais”. No dia seguinte, no mesmo local e horário, acontece a sessão intitulada “Resistências aos conflitos socioambientais” no último dia do evento, em 1º de outubro, intitulada “Impactos dos agrotóxicos na saúde e ambiente”.
Umas das principais atividades envolvendo as parcerias do evento é o lançamento de livros, dentre os quais “Direito ao espaço memorial Bóe-Bororo” de Adriano Boro Makuda (ASIE) e “Refúgios. Demarcação de terras de povos indígenas isolados no Brasil” Organizado por Lilian Parra; Luísa Girardi e Maria Emília Coelho (OPI/COIAB). No dia 1º de outubro será lançado o “Relatório de violência contra os povos indígenas 2025”, do CIMI, sendo eu ambos as ações ocorrem às 19:00h, no auditório do IGHD.
Todas as ações foram fundamentais para que o evento continue a cumprir seu principal objetivo, que é o de envolver as comunidades acadêmica e externa nos debates sobre a expansão do agronegócio em Mato Grosso. Evidenciaram-se a incompatibilidade entre o modelo de desenvolvimento econômico global que transforma a Terra em mercadoria, e a salvaguarda dos modos de vida de povos e populações tradicionais historicamente vinculados a ecossistemas locais, inclusas suas sociocosmologias.
Confira a programação e demais informações no Instagram: e_a_c_s_2026