Quinta, 19 Março 2026 14:13

 

 

Publicação reforça o compromisso entre a atuação sindical e a produção científica

 

Lançada em 1991, no décimo aniversário de fundação do ANDES Sindicato Nacional, a Revista Universidade e Sociedade nasceu como um instrumento fundamental de ação política e acadêmica. Um de seus maiores marcos históricos ocorreu logo na edição número 1, que trouxe uma entrevista exclusiva com o educador Paulo Freire, discutindo a universidade democrática e a alfabetização como prática de liberdade. A entrevista é reproduzida ao final desta matéria.

 

 

O surgimento da revista ocorreu em uma conjuntura extremamente complexa, alguns anos após o fim da ditadura empresarial-militar, com o objetivo de enfrentar o projeto ditatorial de Universidade e colaborar com o processo de redemocratização do país. Originalmente com periodicidade quadrimestral, a publicação passou a ser semestral a partir da edição 35, em fevereiro de 2005.

Entre as propostas para a criação da revista estavam constituir um fórum de debates de questões que diziam respeito à educação superior brasileira, divulgar trabalhos, pesquisas e comunicações de caráter acadêmico que abordassem e/ou refletissem as questões do ensino, cultura, artes, ciência e tecnologia, permitir troca de experiências, espaço de reflexão e discussão crítica favorecendo a integração dos e das docentes, e, ainda, oferecer espaço à apresentação de experiências de organizações sindicais de outros países, especialmente da América Latina, visando a integração e a conjugação de esforços em prol de uma educação libertadora.

“À medida que o mundo se converte numa tribo, a perspectiva internacionalista se impõe como uma exigência inadiável. Por insignificantes que possam parecer, há tarefas intransferíveis que cabem a nós, trabalhadores do setor da educação e ciência, que batalhamos no Brasil, em relação ao sindicalismo mundial. Omitirmo-nos a assumir nosso papel, será um desserviço à causa universal dos trabalhadores”, afirmou o editorial do primeiro número, assinado por Sadi Dal Rosso, editor do primeiro número e presidente do ANDES-SN entre 1988 e 1990.

Dal Rosso ressaltou ainda que a revista Universidade e Sociedade seria a única, no Brasil, a analisar a educação e a sociedade a partir da ótica da universidade, e a universidade e a educação, mediante as necessidades e as exigências do conjunto da sociedade. “Nesse sentido não poderá se fechar às questões internas da universidade. Estará, antes, constantemente aberta para acompanhar a caminhada do povo brasileiro, para cuja revolução social supõe que anteceda ou acompanha uma verdadeira revolução educacional”, destacou.

Trajetória e destaques editoriais

Ao longo de décadas, a revista registrou as principais lutas do movimento docente. O debate sobre a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), as contrarreformas do Estado, em diferentes governos pós redemocratização, que afetaram a educação, a previdência e os direitos trabalhistas, a expansão desordenada do ensino superior, a privatização e mercantilização da educação e da ciência e tecnologia, a saúde docente e o ensino a distância foram alguns dos tantos assuntos elaborados nos mais de 70 números da revista.

A Universidade e Sociedade também é um espaço de reflexão sobre temas cruciais para a sociedade e ajuda, inclusive, no registro histórico dos diferentes enfrentamentos da classe trabalhadora, no Brasil e no mundo, ao longo das últimas três décadas.

As publicações trouxeram, por exemplo, denúncias sobre o suicídio de jovens indígenas Guarani, a violência policial contra as populações periféricas e os crimes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti. Trataram da luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra por reforma agrária, das mulheres por mais espaço na política e no movimento sindical, as jornadas de Junho de 2013 e seus impactos, a crise climática e a necessidade de pensar uma outra forma de sociabilidade, entre outros temas de relevância.

Confira alguns destaques abaixo (acesse todas as publicações aqui): 

REVISTA 01 (Fevereiro 1991): Além da entrevista com Paulo Freire, abordou os desafios do movimento docente após dez anos de ANDES, a autonomia coletiva, o papel da universidade pública e trouxe reflexões de Florestan Fernandes e Ignez Navarro de Moraes sobre a "conciliação aberta" na LDB. A revista publicou ainda a Carta do Rio de Janeiro, documento síntese do I Encontro Latinoamericano de Organizações de Docentes de Instituições de Ensino Superior, realizado de 24 a 26 de outubro de 1990.

Revista 05 (Julho 1993): Focou na Revisão Constitucional, na relação entre Educação e Trabalho e apresentou uma entrevista com Dom Pedro Casaldáliga.

Revista 09 (Outubro 1995): Abordou a questão agrária e introduziu, pela primeira vez, o tema da Comunicação, debatendo o monopólio da terra versus o monopólio da comunicação e a necessidade de uma política de comunicação para o Sindicato Nacional.

Revista 12 (Fevereiro 1997): Trouxe um encarte especial sobre a LDB. O material analisou o processo de construção democrática da Lei nº 9.394/96 até sua aprovação, considerada antidemocrática, incluindo uma análise técnica de seus principais pontos.

Revista 13 (Julho 1997): Destacou o ensaio fotográfico "Terondera" ("Sem amanhã"), denunciando o genocídio moderno e o suicídio de jovens indígenas Guaranis no Mato Grosso do Sul devido ao avanço do agronegócio sobre as terras daquele povo.

Revista 15 (Fevereiro 1998): Apresentou uma entrevista histórica com o centenário jornalista Barbosa Lima Sobrinho, que aos 100 anos defendia o nacionalismo contra o fracasso do governo FHC. A publicação trouxe também um Caderno Especial com a proposta do Plano Nacional de Educação (PNE), elaborada pela sociedade brasileira.

Revista 20 (Set/Dez 1999): Homenageou a resistência de Chiapas e o povo mexicano com a publicação de uma carta do Subcomandante Marcos a José Saramago, prêmio Nobel de literatura. A revista trouxe também a seção "Mulher & Sociedade", que discutiu ações afirmativas de gênero, saúde reprodutiva e estereótipos sexistas no ensino superior.

Revista 23 (Fev 2001): Realizou um resgate dos 20 anos do ANDES-SN, com síntese histórica, conjunto fotográfico e homenagem ao jornal do sindicato, InformANDES, como preservador da memória docente.

Revista 27 (Junho 2002): Debateu o binômio "Mídia e Poder", analisando o capital estrangeiro na mídia brasileira e a disputa de hegemonia pela comunicação sindical.

Revista 28 (Novembro 2002): Inaugurou a editoria "Debates Contemporâneos", tratando das mentiras da guerra no Afeganistão, a luta pela água e os fundamentos do teatro de Brecht.

Revista 29 (Março 2003): Sob o tema "Minorias Sociais e Luta de Classe no Brasil", fez história ao publicar o primeiro artigo de autores e autoras indígenas (Aurivan Truká, Pina Tembé, Dina XoKleng e Bruno Xavante), relatando suas experiências de luta e legitimidade das ocupações.

Revista 30 (Junho 2003): Focou na Seguridade Social e na contrarreforma da Previdência do primeiro governo Lula, analisando o valor estratégico da previdência pública e o impacto na categoria docente.

Revista 33 (Junho 2004): Analisou criticamente a contrarreforma universitária em curso no governo Lula.

Revista 37 (Março 2006): Edição especial dos 25 anos do ANDES-SN, com entrevistas sobre a militância política e sindical, além de debater a concepção de "universidade shopping center".

Revista 43 (Janeiro 2009): A publicação teve como tema a nova divisão internacional do trabalho e a América Latina: perspectivas e desafios. Trouxe também o dossiê “A OIT, ações do ANDES-SN e a Liberdade Sindical”, caracterizando as lutas pela organização nas instituições de ensino superior particulares e confessionais e as convenções da Organização Internacional do Trabalho.

Revista 44 (Julho 2009): Além de tratar da crise da economia capitalista e os desafios da universidade pública, incluiu o dossiê “Repressão Institucionalizada”, relatando, no calor dos fatos, os violentos acontecimentos na Universidade de São Paulo (USP), em junho de 2009, quando a administração superior da instituição fez uso da força policial dentro do campus contra docentes e estudantes.

Revista 45 (Janeiro 2010): Abordou a alienação e o estresse no trabalho docente e a reforma na Educação. Incluiu ainda o dossiê “Por um Haiti livre”, denunciando a deterioração da vida sob a ocupação da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) e exigindo a retirada das tropas brasileiras.

Revista 46 (Junho 2010): Com tema "Política de Cotas na Universidade: Acesso, Permanência e Democratização", deliberado por decisão congressual,  a publicação reuniu 12 textos defendendo as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas como fundamentais para a coesão social e o combate ao racismo estrutural. A publicação trouxe um ensaio do professor Kabengele Munanga, sobre o papel do multiculturalismo, com relação à diversidade étnica.

Revista 47 (Fevereiro 2011): Número especial do 30º Congresso do ANDES-SN, revisitando as três décadas da entidade e das lutas, derrotas e vitórias da categoria docente.

Revista 51 (Março 2013): Refletiu sobre a crise capitalista e a histórica greve docente de 2012 em diversas universidades estaduais e também nas universidades federais. A paralisação das IFE durou quatro meses e unificou diversas categorias do serviço público federal.

Revista 53 (Fevereiro 2014): Trouxe artigos sobre educação, as Jornadas de Junho e a ordem pública numa era de violência, além de abordar a precarização do trabalho docente e da educação pública. A editoria “Atualidade em Foco”, trouxe um ensaio fotográfico das manifestações de junho de 2013.

Revista 57 (Janeiro 2016): Focou nas lutas sociais contra a agenda do capital e registrou a greve dos docentes federais de 2015 em sua seção de atualidades.

Revista 59 (Janeiro 2017): Discutiu os limites do capital em questões agrárias, urbanas e ambientais, com foco na flexibilização da legislação ambiental e biocombustíveis.

Revista 60 (Julho 2017): Abordou a dívida pública e as contrarreformas. Incluiu o ensaio fotográfico "Ousar lutar, ousar vencer" sobre o movimento #OcupeBrasília, que levou mais de 150 mil pessoas à capital federal contra a reforma da Previdência de Michel Temer e foi duramente reprimido pelas forças armadas.

Revista 62 especial (Junho 2018): Primeira edição especial da revista, abordou os 130 anos da abolição da escravidão, focando na resistência do povo negro, na luta por reparações e denúncias contra o trabalho escravo contemporâneo.

Revista Outubro 2019 (Especial América Latina): Edição bilíngue comemorativa do Dia do Professor e da Professora, analisando o projeto do capital para a educação superior em diversos países latinos e rememorando Paulo Freire.

Revista 66 (Julho 2020): Dedicada ao legado de Paulo Freire frente aos ataques intensificados à educação e ao desastre econômico precipitado pela pandemia de Covid-19, sob o governo do presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro.

Revista 67 (Janeiro 2021): Analisou o binômio "Pandemia e Educação", criticando o Ensino Remoto e seus impactos na saúde mental e na destruição da universidade pública.

Revista 68 (Julho 2021): Comemorou os 30 anos da Universidade e Sociedade e os 40 anos do ANDES-SN. Incluiu uma "Página de Silêncio" em homenagem às vítimas da Covid-19, como o funcionário do ANDES-SN Marcos Goulart de Souza.

Revista 70 (Julho 2022): Debateu os desafios do retorno ao ensino e demais atividades presenciais e a resistência necessária para não deixar o governo "passar a boiada" no orçamento destinado ao ensino superior público.

Revista 71 (Fevereiro 2023): Analisou o fenômeno anti-ciência e o negacionismo, o Novo Ensino Médio, os reflexos do trabalho remoto na saúde de docentes universitários. Trouxe a reportagem fotográfica "Derrotar Bolsonaro nas ruas e nas urnas", que registrou a luta da categoria docente contra o governo de extrema direita.

Revista 73 (Fevereiro 2024): Resgatou a história do movimento docente no marco dos 60 anos de resistência à ditadura empresarial-militar.

Revista 74 (Julho 2024): Reafirmou a urgência da luta antirracista nas Universidades, Institutos Federais e Cefets.

Revista 75 (Janeiro 2025): Marcou o lançamento da seção Internacional, com textos bilíngues, além de uma análise ética e política da greve das universidades, institutos federais e cefets em 2024.

Revista 77 (Janeiro 2026): Edição lançada no 44º Congresso ,realizado em março deste ano, em Salvador (BA), no marco dos 45 anos do ANDES-SN, celebrados em 19 de fevereiro. A publicação aborda as resistências e desafios da categoria docente em universidades multicampi e em regiões de fronteira.

 


 

ENTREVISTA PAULO FREIRE: A PAIXÃO DE MUDAR, DE REFAZER, DE CRIAR…

*Reproduzida integralmente da Revista Universidade e Sociedade Nº 01, Fevereiro de 1991.

O ANDES - SINDICATO NACIONAL foi a São Paulo conversar com Paulo Freire, o educador brasileiro mais conhecido e premiado mundialmente. Paulo Freire falou de suas idéias sobre a Universidade, a educação em geral e de seu trabalho atual na Secretaria de Educação do Município de São Paulo.

 

 

 

ANDES-SN: A Universidade não tem sido um tema tratado por você com frequência, pelo menos de modo explícito. Entretanto, a educação como prática da liberdade tem relação com a Universidade democrática. Como você vê esta relação?

PAULO FREIRE: 
De fato, explicitamente, não tenho falado muito da Universidade mas implicitamente sim. Isto não quer dizer que não me preocupe ou não goste da Universidade, aliás eu sou um professor universitário. O problema da Universidade Brasileira é que ela tem sido, em todos estes anos, elitista, autoritária e distanciada da realidade. Veja o problema do analfabetismo. Ela simplesmente o ignora, passa ao largo. É verdade que existem exceções. A Universidade Federal da Paraíba vem se preocupando com o problema, mas é preciso que outras, também, se voltem para estudar, pesquisar o problema da alfabetização de adultos e crianças. Embora o analfabetismo não seja um problema apenas pedagógico, a formação de nossos professores, por exemplo, precisa ser mais cuidada. É preciso que leiam autores como Emília Ferreiro, Vigotsky, Snyders e outros. Mas é importante que os textos sejam contextualizados. É preciso ler o mundo, ler a realidade de modo crítico. É preciso que a leitura da palavra seja precedida da leitura do mundo e, este não é um problema apenas da alfabetização, como possa parecer a alguns. Na Universidade, às vezes, os professores esquecem totalmente esta questão. Veja, quando o aluno trabalha com um texto ele, às vezes sequer contextualiza este texto. É necessário que ele situe o autor no tempo, que compreenda o momento em que o autor escreveu e relacione com o momento atual do leitor. Educador e educando precisam superar a postura ingênua e vivenciar uma prática concreta de construção da história. Em relação à questão da democracia é preciso muito mais, é preciso democratizar a Universidade por dentro e por fora. É preciso que um maior número de trabalhadores tenha acesso à Universidade mas também as relações internas da Universidade precisam ser democratizadas. Não basta eleger os dirigentes. Às vezes, nos apegamos a um certo ritualismo mecânico e não avançamos na democratização das relações entre os diferentes segmentos da Universidade. As relações entre professores e alunos precisam ser, de fato, relações educativas, dialógicas.

ANDES-SN: A alfabetização é um tema sobre o qual você inovou e, assim, se projetou mundialmente. Como você vê o problema no Brasil hoje?

PAULO FREIRE: 
É claro que não podemos achar que o que servia para o Brasil da década de 60, serve hoje. O país mudou, mas o problema do analfabetismo permanece e tem-se feito muito pouco neste sentido. Aqui em São Paulo estamos trabalhando com algumas Universidades, através de convênios com a Secretaria e estamos fazendo um trabalho que acredito seja uma importante contribuição à educação do trabalhador. Estamos desenvolvendo um amplo programa de alfabetização e pós-alfabetização coordenado pelo Moacir Gadotti. É o “MOVA” como é conhecido. Aqui, a educação do trabalhador, (criança, jovem e adulto) vem sendo tratada de modo integrado. Não adianta continuarmos nos preocupando apenas com a alfabetização do adulto quando a escola continua expulsando os alunos que vão engrossar o contingente de adultos analfabetos. É preciso alfabetizar os adultos, mas também criar condições para que a escola não continue produzindo analfabetos. É preciso uma transformação radical que mude a cara da escola. Certamente que a mudança da própria situação sócio-econômica do povo brasileiro é fundamental.

ANDES-SN: Enquanto Secretário de Educação de um Município tão complexo como é São Paulo, você deve estar vivendo uma experiência muito rica. Quer falar sobre ela?

PAULO FREIRE:
 Eu teria muita coisa para contar. Prefiro, porém, dizer uma coisa rápida e sinceramente: não me arrependo de ter aceito o convite de Erundina para fazer com ela e um bando de gente boa, esta caminhada. Não me arrependo. Mas, não é fácil mudar.

ANDES-SN: Você é um dos educadores brasileiros mais premiados no exterior. Recentemente esteve na Europa onde recebeu um prêmio. Em que consistiu esse prêmio?

PAULO FREIRE:
 Na verdade, nestes 16 meses em que sou Secretário de Educação da Cidade de São Paulo, estive algumas vezes no exterior. Gostaria de dizer que, em nenhuma destas viagens, a administração pública teve de gastar sequer um cruzeiro. Têm sido todas estas viagens financiadas pelos organismos que me convidam e que são ora Universidades, ora administrações municipais, ora órgãos internacionais. No próximo mês de maio, por exemplo, estarei me ausentando de São Paulo para receber o doutoramento honoris causa da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. Depois que assumi como secretário este é o terceiro doutoramento que recebo e, nestas ocasiões, de modo geral, falo do que fazemos e do que não podemos fazer à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Tenho uma compreensão diferente, não provinciana das relações que o administrador de um setor de trabalho da municipalidade, sobretudo de uma cidade como São Paulo, deve ter com outras partes do mundo. Não me considero turista. Sou um educador engajado, mesmo que nada tenha contra turistas.

ANDES-SN: O que está mudando na Secretaria de Educação Municipal de São Paulo e em que consiste esta mudança?

PAULO FREIRE:
 A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo compreende uma rede de 653 escolas onde funcionam 18.305 classes regidas por 26.966 professores atendendo a 676.239 alunos. Ao assumir a Secretaria, nos comprometemos a construir uma educação pública, popular e que tenha como marca principal a educação como prática da liberdade. Entende-se a escola como um espaço de educação popular voltado para a formação social crítica e para a sociedade democrática. A escola é aberta para que o povo participe coletivamente da construção de um novo saber que leve em conta suas necessidades e se torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-se em sujeito de sua própria escola. Nesta perspectiva, a escola é também centro irradiador de cultura popular em permanente recriação e também espaço de organização política das classes populares. O trabalhador deve encontrar nesta escola um lugar de debates de ideias, soluções, reflexões onde sistematizando sua própria experiência encontrará meios de auto-emancipação intelectual independentemente dos valores da classe dominante. Temos quatro grandes prioridades que não são hierárquicas mas concomitantes. As mudanças estão se dando, ao mesmo tempo, nos currículos, entendidos de modo amplo, nas próprias condições físicas da escola, no professor que está realizando um amplo programa de formação permanente e na questão da alfabetização de jovens e adultos que já estavam fora da escola. Está mudando além disso a forma de se processar a mudança que está sendo compartilhada, participativa. Estamos construindo progressivamente uma escola pública, popular, autônoma, criativa, competente, séria e alegre ao mesmo tempo, animada por um novo espírito.

ANDES-SN: No seu livro Medo e Ousadia você diz que os professores deveriam ter nas mãos, através de suas organizações, não só a defesa dos salários, mas o processo de sua formação permanente. Pode falar sobre esta questão?

PAULO FREIRE:
 Estou convencido, em primeiro lugar e nisto não estou só, de que a luta dos professores e professoras, jamais deixando de lado a reivindicação salarial, deve ir mais além dela. Ir mais além da reivindicação salarial significa lutar por melhores condições de trabalho, que, proporcionando maior conforto às educadoras e educadores, lhes ofereçam caminhos à criatividade. O descaso a que vem sendo relegada a educação entre nós é tal que se torna fácil reconhecer quão difícil é deixarmo-nos tocar pela paixão de mudar, de refazer, de criar, o que nos empurraria a ir mais além da reivindicação salarial. É neste sentido que a clareza política em torno do que fazemos como educadores ou educadoras, em torno de nosso sonho que é político, se impõe a nós como necessidade de nosso fazer. Quanto mais criticamente claros nos tornamos em face de, a favor de que e de quem, contra que e contra, quem somos educadoras e educadores, tanto melhor percebemos que a eficácia de nossa prática exige de nós competência científica, técnica, e política. Jamais uma sem a outra. Jamais clareza política sem saber científico. Jamais este com ares de descomprometido. Na linha destas reflexões é que me parece fundamental o papel político-pedagógico das entidades da categoria. Tudo o que puder ser feito como contribuição à formação permanente de seus quadros, numa prática e numa visão que não dicotomize o político do científico, deve ser feito.

ANDES-SN: Há cerca de dois anos atrás, falando das perspectivas da educação, você apontava como tarefa fundamental deste final de século a tarefa da libertação e apontava a prática educativa como processo de resgate da liberdade. Como se dá esse resgate?

PAULO FREIRE:
 Penso que a liberdade, como gesto necessário, como impulso fundamental, como expressão de vida, como anseio quando castrada, como ódio quando explosão de busca, nos vem acompanhando ao longo da história. Sem ela, ou melhor, sem luta por ela, não é possível criação, invenção, risco, existência humana. O que ameaça a liberdade não é, porém, o limite de que precisa para ser e sem o qual, deixando de ser, vira licença. O que ameaça a liberdade é o arbítrio que, despótico, se faz autoritarismo. Há sempre ameaças rondando a liberdade que, por isso mesmo, precisa estar desperta. A libertação é o processo permanente de busca da liberdade, que não é ponto de chegada, mas sempre de partida. Se hoje faminto e cansado, preciso de pão e repouso, amanhã, alimentado e dormido, descubro que preciso de som, de imagem, de palavra escrita. Ontem, precisado do fundamental para viver, não percebia o significado do ato arbitrário que fez mudar uma estação de rádio ou silenciou um jornal ou proibiu a venda de um livro. A luta pela liberdade implica um mínimo de sentimento e de percepção da falta da liberdade. Esta luta vem dando sentido à minha prática de educador. Lutar pela libertação, como busca permanente, é a forma que encontro neste final de século, para ser autenticamente gente.

 

 

Fonte: Andes-SN 

Segunda, 24 Fevereiro 2025 15:53

 

A Comissão Editorial da revista Universidade e Sociedade abriu prazo para envio de artigos e fotografias para a edição 76 da revista, que terá como tema central “As lutas anticapitalistas no contexto da COP 30: em defesa da vida, da Amazônia e dos povos originários/tradicionais”. As e os interessados podem enviar as contribuições até o dia 31 de março, para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Nesta edição, será lançada a nova seção “Páginas do tempo: vida docente e militância”, destinada às e aos docentes aposentados que desejem compartilhar depoimentos sobre sua trajetória no movimento docente, destacando a relação entre a vida acadêmica e o projeto educacional do Sindicato Nacional. Os relatos podem incluir eventos marcantes, como a fundação de seções sindicais e da antiga ANDES, greves, mobilizações, participação em atos públicos, campanhas sindicais e envolvimento em espaços coletivos, contribuindo para o resgate da memória sindical.

A revista também aceitará artigos sobre questões da educação superior brasileira, tais como: estrutura organizativa, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho, cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, bem como experiências de organização sindical em outros países e resenhas críticas de livros.
A edição será lançada durante o 68º Conad, que acontecerá em Manaus (AM), em julho de 2025.

Revista

A Universidade e Sociedade é uma publicação semestral do ANDES-SN, voltada para o fomento de pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelas e pelos docentes em defesa uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Para mais detalhes, confira aqui a Circular 78/2025, com as especificações para o envio dos materiais

Acesse aqui as edições anteriores da U&S

 

Fonte: Andes-SN

Terça, 07 Fevereiro 2023 18:26

 

Durante a plenária de abertura do 41º Congresso do ANDES-SN, na segunda-feira (6), foi lançada a edição 71 da Revista Universidade e Sociedade, com o título “As contrarreformas no Brasil: a educação pública na resistência aos ataques neoliberais”. A publicação semestral é um importante instrumento de divulgação e formação do Sindicato Nacional.

A revista, distribuída a todas e todos participantes e disponível também em versão digital, traz artigos contemplando temas como o novo Ensino Médio; políticas neoliberais, trabalho remoto; habitação popular no Brasil; análises sobre a dimensão da participação social; pandemia, negacionismo e fake news; ação solidária na pandemia. A revista conta ainda com um texto sobre o pintor e ilustrador José Lanzellotti, com uma fotorreportagem com imagens da luta da categoria docente, ilustrações e poemas.

Foto: Nattércia Damasceno 

Jennifer Webb Santos, 3ª tesoureira do ANDES-SN e integrante da comissão editorial da publicação, afirma que a revista é um instrumento de luta do sindicato. “Essa revista é do ANDES-SN e também de todos e todas nós. É nossa responsabilidade dar a ela qualidade acadêmica e colocá-la no centro das nossas produções, das nossas pesquisas e do que produzimos na universidade. Precisamos valorizar a nossa produção”, disse.

Também fazem parte da diretoria executiva deste número, Elizabeth Barbosa, 1ª vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro; Luiz Blume, 3º secretário do Sindicato Nacional; e Neila de Souza, 1ª vice-presidenta da Regional Planalto.

41º Congresso

O 41º Congresso do ANDES-SN começou na segunda-feira (6), em Rio Branco (AC), com o tema central "Em defesa da educação pública e pela garantia de todos os direitos da classe trabalhadora". Até sexta-feira (10), as e os mais de 600 docentes participantes irão debater e deliberar sobre as ações e pautas que orientarão as lutas da categoria no próximo período.

O evento ocorre na Universidade Federal do Acre (Ufac), sob a organização da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac - Seção Sindical). Pela primeira vez, o congresso do Sindicato Nacional acontece na capital acreana.

Acesse aqui a edição 71 da Revista Universidade e Sociedade e outras edições

 

Fonte: Andes-SN

Sexta, 21 Outubro 2022 14:32

 

O prazo para envio de artigos e fotografias para a edição 71 da revista Universidade e Sociedade vai até a próxima segunda-feira (24). A publicação terá como tema central "As contrarreformas no Brasil: a educação pública na resistência aos ataques neoliberais" e será lançada durante o 41º Congresso do ANDES-SN, que acontecerá em Rio Branco (AC), em fevereiro de 2023.

A U&S é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional, cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas por docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

Além da temática central, também são aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho, questões de cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

Os artigos enviados deverão obedecer à normatização definida na Circular 305/2022 (veja aqui), através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

Fonte: ANDES-SN

Sexta, 25 Fevereiro 2022 16:01

 

 

A diretoria do ANDES-SN divulgou na quinta-feira (24) o chamado para envio de artigos para a edição 70 da revista Universidade e Sociedade. A publicação terá como tema central o "Retorno presencial e pandemia: desafios do trabalho docente no contexto das transformações educacionais" e propõe o envio de artigos que abordem assuntos como a conjuntura política, econômica, social; as condições seguras do retorno presencial; a precarização do trabalho docente; orçamento para as instituições de ensino e os cortes; ameaça do ensino remoto e híbrido e a defesa de um projeto de educação emancipatório; desafios junto ao movimento estudantil para a defesa desse projeto; entre outros.

Além da temática central, também serão aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho, questões de cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

Os textos enviados deverão obedecer à normatização indicada na Circular 79/2022 (leia aqui) e podem ser submetidos até o dia 12 de abril de 2022, pelo email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

A edição 70 terá também uma reportagem fotográfica, intitulada: “ANDES-SN e suas seções sindicais: solidariedade em meio à pandemia e tragédias ambientais”. Desde o começo da pandemia de Covid-19, o ANDES-SN e diversas seções sindicais adotaram uma política de solidariedade às comunidades e trabalhadores e trabalhadoras que sofreram impactos diretos da pandemia. Além disso, por conta das tragédias ambientais que atingiram Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros estados, o ANDES-SN e seções sindicais, junto com várias outras entidades, movimentos sociais, voluntários e centrais sindicais, também contribuíram para ações emergenciais no apoio e solidariedade às famílias atingidas.

"Com isso, gostaríamos que estes registros fizessem parte do nosso ensaio fotográfico do próximo número da nossa revista, como parte dessa memória da nossa solidariedade de classe. Solicitamos o empenho do(a)s jornalistas das seções sindicais e todo(a)s o(a)s que puderem contribuir para que possam enviar fotos constantes do acervo das ssind. sobre essa temática", afirma a diretoria do Sindicato Nacional. As orientações para envio dos registros fotográficos também estão na Circular 79/2022.

U&S 
A Revista Universidade e Sociedade é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelas e pelos docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

Fonte: ANDES-SN

Quinta, 30 Setembro 2021 12:13

A Comissão Editorial da revista Universidade e Sociedade prorrogou o prazo para envio de materiais para a edição 69. As contribuições para a publicação, que tem como tema central "Políticas Educacionais, desafios e dilemas”, podem ser enviadas até o dia 15 de outubro.

A Revista Universidade e Sociedade é uma publicação semestral, editada pelo ANDES-SN, cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como os oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas por docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

Para essa edição de número 69, a comissão editorial propõe temas como Future-se; escolas cívico militares; ensino domiciliar; educação inclusiva; BNCC; BNC da formação de professores e professoras; papel do ENE na defesa da educação pública, gratuita e laica; Reuni digital; diretrizes curriculares para formação de professores e professoras.

Além dos artigos temáticos, também são aceitos textos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho. E, ainda, questões de cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

A revista contará também com a reportagem fotográfica “Memórias das Lutas”, que será composta por registros enviados por jornalistas das seções sindicais e outros que queiram contribuir. Os arquivos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . As orientações sobre tamanhos e formatos, além de outras definições de configuração podem ser consultadas na circular 248. Leia aqui.

Fonte: ANDES-SN

Quarta, 15 Setembro 2021 14:25

Circular nº 248/2021                                                                     

 

Brasília (DF), 7 de julho de 2021.

 

 

 

 

 

Às seções sindicais, secretarias regionais e à(o)s diretora(e)s do ANDES-SN

 

 

 

 

 

Companheiro(a)s,

 

 

 

 

 

               A Revista Universidade e Sociedade - US é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelo(a)s docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

 

               A diretoria do ANDES-SN, a partir de resolução do 39º Congresso, deliberou que o tema central do número 69 da Revista US será "Políticas Educacionais, desafios e dilemas". A revista propõe temas, tais como: Future-se; escolas cívico militares; ensino domiciliar; educação inclusiva; BNCC; BNC da formação de professore(a)s; papel do ENE na defesa da educação pública, gratuita e laica; Reuni digital; diretrizes curriculares para formação de professore(a)s.

 

               Além dos artigos temáticos, também são aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho, questões de cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

 

               Os artigos enviados deverão obedecer à normatização abaixo e ser submetidos até o dia 1º de outubro de 2021. Indicamos que os artigos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

 

               Esta edição US69 também contemplará uma reportagem fotográfica, intitulada: “Memória das Lutas”. Solicitamos o empenho do(a)s jornalistas das seções sindicais e todo(a)s o(a)s que puderem contribuir para que possam enviar fotos constantes do acervo das ssind sobre essa temática.

 

               Importante ressaltar alguns requisitos básicos para formatação:

 

• no máximo cinco fotos por seção sindical, com uma resolução mínima de 300 DPI e numeradas de 1 a 5;

 

• o nome do(a) autor(a) de cada foto;

 

• a seção sindical a qual pertence (se for o caso);

 

• a legenda da(s) foto(s) (pequeno texto salvo em formato Word, com numeração de 1 a 5, descrevendo o contexto, o local e a data em que ocorreu o registro).

 

               O depósito das fotos numeradas de 1 a 5, juntamente com o texto da legenda, deverá ser feito no link:

 

https://drive.google.com/drive/folders/1t20kZiBYXhEiaOZBaCK0azStXnHrJ5hh?usp=sharing

 

 

 

               Nesse link cada seção sindical ou GT deverá abrir uma pasta com o seu nome e depositar as fotos numeradas e o arquivo com a legenda, até o dia 20 de setembro de 2021.

 

               Ressaltamos que é tarefa das seções sindicais dar ciência desse convite a todo(a)s o(a)s sindicalizado(a)s o mais breve possível. Sugerimos que, dentro das possibilidades, seja dada a mais ampla divulgação e que a circular seja distribuída pela rede de e-mails do(a)s sindicalizado(a)s, além de postada no sítio e nos informativos das seções sindicais.

 

               Sem mais para o momento, renovamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.

 

 

 

 

 

Prof.ª Maria Regina de Ávila Moreira

 

Secretária-Geral

 

Quinta, 08 Julho 2021 16:37

Circular nº 248/2021                                                                     

Brasília (DF), 7 de julho de 2021.

 

 

Às seções sindicais, secretarias regionais e à(o)s diretora(e)s do ANDES-SN

 

 

Companheiro(a)s,

 

 

               A Revista Universidade e Sociedade - US é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelo(a)s docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

               A diretoria do ANDES-SN, a partir de resolução do 39º Congresso, deliberou que o tema central do número 69 da Revista US será "Políticas Educacionais, desafios e dilemas". A revista propõe temas, tais como: Future-se; escolas cívico militares; ensino domiciliar; educação inclusiva; BNCC; BNC da formação de professore(a)s; papel do ENE na defesa da educação pública, gratuita e laica; Reuni digital; diretrizes curriculares para formação de professore(a)s.

               Além dos artigos temáticos, também são aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino e aprendizagem, relação entre universidade e sociedade, condições de trabalho, questões de cultura, gênero, raça, classe, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

               Os artigos enviados deverão obedecer à normatização abaixo e ser submetidos até o dia 1º de outubro de 2021. Indicamos que os artigos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

               Esta edição US69 também contemplará uma reportagem fotográfica, intitulada: “Memória das Lutas”. Solicitamos o empenho do(a)s jornalistas das seções sindicais e todo(a)s o(a)s que puderem contribuir para que possam enviar fotos constantes do acervo das ssind sobre essa temática.

               Importante ressaltar alguns requisitos básicos para formatação:

• no máximo cinco fotos por seção sindical, com uma resolução mínima de 300 DPI e numeradas de 1 a 5;

• o nome do(a) autor(a) de cada foto;

• a seção sindical a qual pertence (se for o caso);

• a legenda da(s) foto(s) (pequeno texto salvo em formato Word, com numeração de 1 a 5, descrevendo o contexto, o local e a data em que ocorreu o registro).

               O depósito das fotos numeradas de 1 a 5, juntamente com o texto da legenda, deverá ser feito no link:

https://drive.google.com/drive/folders/1t20kZiBYXhEiaOZBaCK0azStXnHrJ5hh?usp=sharing

 

               Nesse link cada seção sindical ou GT deverá abrir uma pasta com o seu nome e depositar as fotos numeradas e o arquivo com a legenda, até o dia 20 de setembro de 2021.

               Ressaltamos que é tarefa das seções sindicais dar ciência desse convite a todo(a)s o(a)s sindicalizado(a)s o mais breve possível. Sugerimos que, dentro das possibilidades, seja dada a mais ampla divulgação e que a circular seja distribuída pela rede de e-mails do(a)s sindicalizado(a)s, além de postada no sítio e nos informativos das seções sindicais.

               Sem mais para o momento, renovamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.

 

 

Prof.ª Maria Regina de Ávila Moreira

Secretária-Geral

Segunda, 16 Março 2020 08:50

 

Circular nº 076/2020                                                

 

Brasília (DF), 13 de março de 2020

 

 

Às seções sindicais, secretarias regionais e à(o)s diretora(e)s do ANDES-SN

 

          

            Companheiro(a)s,

 

           A Revista Universidade e Sociedade (US) é uma publicação semestral, editada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), cujo intuito é fomentar as pesquisas e debates relacionados tanto às experiências no campo da pesquisa acadêmica como oriundos das experiências sindicais e sociais acerca de temas de relevância para as lutas empreendidas pelo(a)s docentes em busca de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, em âmbito nacional.

           A diretoria do ANDES-SN deliberou que o tema central do número 66 da Revista US será "O Legado de Paulo Freire para a Educação" a ser lançada no 65º CONAD do ANDES-SN, em Vitória da Conquista/BA, de 26 a 28 de junho de 2020.

            Além dos artigos temáticos, também são aceitos artigos sobre questões da educação superior brasileira tais como: estrutura das universidades, sistemas de ensino, relação entre universidade e sociedade, política universitária, política educacional, condições de trabalho, questões de cultura, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical de outros países, além de resenhas críticas de livros.

           Os artigos enviados para a revista deverão obedecer à normatização abaixo e serem submetidos até o dia 12 de abril de 2020. Esclarecemos que os artigos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

            Ressaltamos que é tarefa das seções sindicais dar ciência desse convite a todo(a)s o(a)s sindicalizado(a)s o mais breve possível. Sugerimos que, dentro das possibilidades, seja dada a mais ampla divulgação e que a circular seja distribuída pela rede de e-mails do(a)s sindicalizado(a)s, além de postada no sítio e nos informativos das seções sindicais.

           Sem mais para o momento, renovamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias.

 

 

Eblin Farage

Secretária-Geral

 

Terça, 29 Outubro 2019 09:41

 

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