O ANDES-SN iniciou o processo de articulação para integrar a campanha de solidariedade organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), intitulada “Remédios para o Povo Cubano”. Na quinta-feira (18), em Brasília (DF), houve reunião da diretoria do Sindicato Nacional com as integrantes da coordenação nacional do MST, Ceres Hadich e Judite Santos, para tratar do tema.
Encontro de amigos e amigas do MST realizado em Cuba, em dezembro de 2023 - foto: Brasil de Fato
A decisão de apoiar a campanha foi aprovada no 68º Conad, que ocorreu de 11 a 13 de julho, em Manaus (AM). A ação tem caráter emergencial e busca arrecadar recursos para a compra de medicamentos, insumos médicos e assistência hospitalar e envio por via aérea ao país. Somente no mês de agosto, a campanha arrecadou R$ 31 mil, o equivalente a um quarto da meta inicial. A campanha não tem prazo para acabar.
Cuba enfrenta há mais de seis décadas um duro bloqueio econômico, financeiro e de transportes dos EUA, o que impacta diretamente o acesso da população a medicamentos. Para enfrentar essa situação, o MST, em conjunto com movimentos populares, lançou a campanha de arrecadação.
De acordo com o MST, foi feita uma parceria com um laboratório para adquirir os medicamentos a preço de atacado. Entretanto, cada encomenda precisa ter um valor mínimo de R$ 200 mil. “Por isso, propomos que cada militante contribua com pelo menos R$ 200. Se mil companheiros e companheiras participarem, já poderemos enviar a primeira carga e manter essa corrente solidária ao longo do ano”, afirma o economista e fundador do MST, João Pedro Stédile.
Segundo a secretária-geral do ANDES-SN, Fernanda Maria, as representantes do MST ficaram animadas em saber que o Sindicato Nacional apoiará a campanha. “Elas agradeceram essa solidariedade tirada pela nossa categoria. Nos apresentaram, no entanto, um pouco da dificuldade que é o processo de encaminhar a medicação até Cuba, em especial por conta do bloqueio estadunidense. Isso cria dificuldades para que a gente possa enviar com maior grau de rapidez essa medicação”, explica.
Caroline Lima, 1ª vice-presidenta do ANDES-SN, informa que o encontro foi produtivo e uma nova reunião será realizada nos próximos dias com João Pedro Stédile, que é o responsável dentro do MST pelo diálogo com o governo cubano, para garantia da compra e envio dos insumos hospitalares e medicações. Após essa reunião, o ANDES-SN implementará a efetivação da resolução aprovada no 68º Conad.
Participe da Campanha!
Confira os dados para contribuição:
Instituto Cultivar
CNPJ: 11.586.301/0001-65
Caixa Econômica Federal
Chave pix: a34d8347-2a43-4ed6-b2d7-c755291bd917
Fonte: Andes-SN
Adufmat-Ssind é solidária aos trabalhadores que sofrem despejo no Acampamento Quilombo Campo Grande, em Minas Gerais
“Em plena pandemia, o governador de Minas Gerais leva adiante uma ordem de despejo, jogando fora do local de morada mais de 450 famílias. Isso é um ato desumano, criminoso, que nós, da Adufmat, repudiamos veementemente. Nos solidarizamos com todas as famílias de trabalhadores e trabalhadoras do assentamento Quilombo Campo Grande”, declara, incisivo, o diretor geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat-Ssind), Aldi Nestor de Souza.
O dirigente se refere à ordem de despejo das centenas de famílias que moram no Acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio - MG, que começou a ser executada na quarta-feira, 12/08 e durou mais de 50 horas. Enquanto os trabalhadores, com razão, resistiam à cruel insensatez do governo de Romeu Zema – do chamado Partido Novo, mas de práticas velhas -, a polícia atirou bombas até contra crianças, e ateou fogo no acampamento, destruindo casas e a escola da comunidade, nomeada Eduardo Galeano.
“O que acontece no Quilombo Campo Grande é o reflexo de um país que insiste em não fazer Reforma Agrária. E mais do que isso, um país que criminaliza quem luta pela terra, quem luta por direitos humanos, indígenas, quilombolas. Essa é a situação que a gente está vivendo”, destaca o diretor.
Souza lembra, ainda, que além de absurda, a ordem de despejo é simbólica, demonstrando o lado escolhido pelo governo mineiro. “O dia da ordem de despejo, 12 de agosto, é também o dia em que a gente relembra a morte de Margarida Alves. Uma camponesa, de Lagoa Grande, na Paraíba, que foi assassinada por pistoleiros na frente da sua casa, na frente da sua família. Quem era Margarida Alves? Uma lutadora do campo. Uma mulher que lutava por direitos, por dignidade, por condições mínimas de sobrevivência de trabalho para os camponeses lá do sindicato do qual ela era presidente. Então matar trabalhador do campo é uma rotina no Brasil. É uma violência com a qual o povo do campo vive atormentado, porque é uma rotina. Nós já perdemos as contas do número de massacres. Os trabalhadores do campo vivem cotidianamente de frente para as balas”, lamenta o docente.
A Adufmat-Ssind é solidária aos trabalhadores e trabalhadoras do Quilombo Campo Grande, e mais uma vez defende publicamente sua posição histórica da classe trabalhadora, seja do campo ou da cidade, da Reforma Agrária, e de uma sociedade justa e igualitária.
Luana Soutos
Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ssind












